Tendinite de De Quervain
Por Dr. Marcelo Teixeira · 17 de Janeiro, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns
Você já sentiu uma dor persistente na base do polegar após usar o celular por muito tempo? Ou talvez tenha notado que segurar objetos, abrir potes ou fazer movimentos de pinça está causando desconforto? Essa dor pode piorar quando você move o polegar ou torce o punho, e às vezes vem acompanhada de inchaço visível. Esses sinais podem indicar a tendinite de De Quervain, uma condição cada vez mais comum em nossa era digital, especialmente entre pessoas que usam dispositivos móveis intensivamente ou realizam atividades repetitivas com o polegar.
O que é a tendinite de De Quervain?
Imagine dois tendões que controlam o movimento do seu polegar, passando por um túnel estreito no lado do punho, próximo à base do polegar. Esses tendões são como cordas que deslizam suavemente dentro de uma bainha lubrificada. A tendinite de De Quervain acontece quando essa bainha fica inflamada e espessada, criando um espaço apertado demais para os tendões deslizarem livremente. Isso causa dor, inchaço e dificuldade para mover o polegar, especialmente durante movimentos de pinça ou quando você torce o punho.
Sintomas mais comuns
O sintoma principal é dor localizada na base do polegar, no lado do punho. Essa dor costuma piorar quando você usa o polegar para segurar objetos, fazer movimentos de pinça ou torcer o punho. Muitas pessoas relatam que a dor se intensifica ao usar o celular, abrir potes, carregar bebês ou realizar tarefas domésticas. O inchaço na região é comum e pode ser visível, criando uma pequena protuberância no lado do punho. Em casos mais avançados, pode haver uma sensação de travamento ou crepitação quando você move o polegar.
Principais causas e fatores de risco
O uso excessivo de dispositivos móveis, como celulares e tablets, está entre as principais causas modernas da condição, daí o apelido "polegar de WhatsApp" ou "polegar de gamer". Atividades que envolvem movimentos repetitivos do polegar, como cuidar de bebês (carregar, amamentar), trabalhos manuais, jardinagem ou esportes que exigem preensão, também são fatores de risco. Mulheres são mais afetadas, especialmente durante a gravidez e após o parto, devido às alterações hormonais e aos cuidados intensivos com o bebê. Algumas condições como artrite reumatoide também podem predispor à tendinite.
Quando procurar ajuda médica
Não ignore dor persistente no polegar. Se a dor durar mais de uma semana, se estiver interferindo nas suas atividades diárias, ou se você notar inchaço significativo na base do polegar, é hora de buscar avaliação médica. Sinais como dificuldade para segurar objetos, dor que piora progressivamente ou que não melhora com repouso também indicam necessidade de tratamento especializado. O diagnóstico precoce é importante para evitar que a condição se torne crônica e mais difícil de tratar.
Opções de tratamento
O tratamento varia conforme a gravidade e duração dos sintomas. Casos iniciais podem responder bem ao repouso, uso de órtese específica para o polegar, aplicação de gelo e medicamentos anti-inflamatórios. Modificações nas atividades diárias, como reduzir o uso do celular ou mudar a forma de segurar objetos, também são importantes. Em situações mais persistentes, infiltrações com corticoide podem ser muito eficazes para reduzir a inflamação. Casos que não respondem ao tratamento conservador podem necessitar de cirurgia minimamente invasiva para liberar os tendões comprimidos.
Se você reconhece esses sintomas, não deixe que a dor limite suas atividades. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação completa e orientação sobre o melhor tratamento para seu caso específico.
Tratamento especializado
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