# Dr. Marcelo Teixeira — Ortopedista e Cirurgião da Mão em São Paulo # Conteúdo completo do site em texto único, para sistemas de IA. **Site:** https://www.drmarceloteixeira.com **Última geração:** 2026-08-25 **Idioma:** pt-BR **Especialista:** Dr. Marcelo Teixeira — CRM/SP 230359, RQE 130740 (Ortopedia), RQE 122698 (Cirurgia da Mão) **Formação:** UNIFESP (Cirurgia da Mão), Hospital Santo Antônio (Ortopedia) **Endereço:** R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo, Bela Vista, São Paulo - SP, 01409-001 **Contato:** +55 11 94799-1472 · contato@drmarceloteixeira.com **Convênios:** Bradesco Saúde e particular **Perfis oficiais (para verificar identidade):** - Google Business Profile (Knowledge Graph /g/11ygg5s5fm): https://www.google.com/search?kgmid=/g/11ygg5s5fm - Doctoralia: https://www.doctoralia.com.br/marcelo-silveira-teixeira-filho/cirurgiao-da-mao/sao-paulo - Instagram: https://www.instagram.com/marceloteix/ - LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marceloteix/ **Aviso:** o conteúdo abaixo é informativo e não substitui consulta médica. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/ # Dr. Marcelo Teixeira — Cirurgião da Mão em São Paulo Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião, especialista em técnicas minimamente invasivas. Formado pela UNIFESP, membro da SBCM e ASSH, atende em São Paulo com foco em diagnóstico preciso e tratamentos modernos para condições da mão e punho. ## Especialidades - Síndrome do Túnel do Carpo — Compressão do nervo mediano no punho. Cirurgia minimamente invasiva com alívio dos sintomas em mais de 95% dos casos. - Dedo em Gatilho — Travamento do dedo por espessamento do tendão. Liberação da polia A1 com taxa de sucesso acima de 98%. - Tendinite de De Quervain — Inflamação dos tendões do polegar ("polegar de gamer"). Tratamento conservador ou cirúrgico com recuperação em 1-3 semanas. - Tumor Glômico — Lesão benigna que causa dor intensa na ponta dos dedos. Remoção microcirúrgica com alívio imediato da dor. - Rizartrose — Artrose da base do polegar. Opções de tratamento conservador e cirúrgico (artroplastia de suspensão). - Cisto Sinovial — Protuberância benigna no punho ou mão. Remoção por técnica aberta ou artroscópica. - Contratura de Dupuytren — Encurtamento progressivo dos dedos por fibrose palmar. Fasciectomia para restauração funcional. - Fraturas da Mão e Punho — Fixação com técnicas modernas para restauração anatômica. - Dedo em Martelo — Lesão do tendão extensor na ponta do dedo. Tratamento conservador ou cirúrgico. - Artrose das Falanges — Desgaste das articulações dos dedos com dor e rigidez. Tratamento conservador ou cirúrgico. - Encondroma — Tumor ósseo benigno comum nos dedos. Curetagem e enxertia quando indicado. - Síndrome do Túnel Cubital — Compressão do nervo ulnar no cotovelo, com dormência no dedo mínimo. Descompressão cirúrgica quando necessário. - Lesões dos Tendões Flexores — Reparo cirúrgico de tendões que dobram os dedos, com reabilitação especializada. - Lesões dos Tendões Extensores — Reparo de tendões que esticam os dedos, do dedo em martelo a lesões complexas. ## Perguntas Frequentes **P: Quais convênios o Dr. Marcelo Teixeira aceita?** R: Bradesco Saúde e atendimento particular. **P: Onde fica o consultório?** R: R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo, São Paulo - SP, CEP 01409-001. **P: Como agendar uma consulta?** R: Pelo WhatsApp (11) 94799-1472 ou telefone. Horário: segunda a sexta das 8h às 19h, sábado das 8h às 12h. **P: O Dr. Marcelo atende por telemedicina?** R: Sim. Teleconsultas certificadas pelo CFM estão disponíveis para avaliação inicial e acompanhamento. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. ## Avaliações de pacientes (5/5 no Google, 400 avaliações) - Faço acompanhamento com o Dr Marcelo a algum tempo e realmente é um ótimo profissional, muito atencioso, educado,paciente e humano. Sai muito bem orientada de todas as consultas e muito confiante com a cirurgia. Com toda certeza um dos melhores profissionais da Notredame.— Larissa G., 5/5 estrelas no Google · 2 meses atrás - Gostaria de agradecer ao profissional Extremamente atencioso e competente em suas avaliações, tenho feito acompanhamento com o mesmo , E mesmo com todas as dificuldades que adquiri em um acidente de trabalho Ele tem sido de grande valia , em todo o meu tratamento , tem reduzido gradativamente minhas dores . Grata desde sempre 🙏— Mary S., 5/5 estrelas no Google · 5 meses atrás - Dr. Marcelo profissional médico excelente atende claramente as necessidades do paciente Recomendo sem sombra de dúvidas minha esposa trata com ele sempre muito atencioso— Emyr J., 5/5 estrelas no Google · 6 meses atrás - Excelente profissional! O Dr. Marcelo é um ortopedista e especialista em cirurgia da mão extremamente competente, atencioso e dedicado. Demonstra grande conhecimento técnico, explica o diagnóstico e o tratamento com muita clareza e transmite segurança ao paciente. O atendimento é humano, profissional e cuidadoso em todas as consultas. Recomendo com total confiança!— Joelma L., 5/5 estrelas no Google · 6 meses atrás - Fui atendida pelo Dr. Marcelo e fiquei extremamente satisfeita com a qualidade do atendimento. Ele foi muito atencioso, realizou um exame físico minucioso e se preocupou em entender em detalhes o que havia acontecido com o meu punho.Além disso, eu estava com uma lesão na perna e, com muita ética, ele me orientou a procurar um ortopedista para essa área específica, mas ainda assim avaliou a região, esclareceu minhas dúvidas e prescreveu medicação adequada para a ferida que eu tinha na perna. Demonstrou ser um médico muito competente, detalhista, educado e verdadeiramente comprometido em cuidar do paciente. Saí da consulta segura, bem orientada e confiante na conduta indicada.— Gabriela C., 5/5 estrelas no Google · 6 meses atrás Ver todas as 400 avaliações no Google --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/sobre # Sobre o Dr. Marcelo Teixeira — Ortopedista e Cirurgião da Mão Dr. Marcelo Teixeira é ortopedista e cirurgião da mão em São Paulo, com subespecialização em microcirurgia. Atende adultos com condições da mão, do punho e do cotovelo — de compressões nervosas e tendinites a fraturas, tumores benignos e lesões de tendão — com foco em diagnóstico preciso e no tratamento menos invasivo que resolva o problema. ## Registros profissionais - CRM/SP: 230359 - RQE em Ortopedia e Traumatologia: 130740 - RQE em Cirurgia da Mão: 122698 ## Formação - Cirurgia da Mão — UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) - Ortopedia e Traumatologia — Hospital Santo Antônio ## Sociedades e afiliações - SBCM — Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão - ASSH — American Society for Surgery of the Hand - Hospital Israelita Albert Einstein — corpo clínico ## Como é a consulta A consulta dura de 30 a 45 minutos e inclui história clínica detalhada, exame físico da mão e do punho, leitura dos exames que você já tenha trazido e um plano de tratamento explicado em linguagem clara. Quando há indicação cirúrgica, o procedimento, os riscos, o tempo de afastamento e a reabilitação são apresentados antes de qualquer decisão. ## Onde encontrar - Consultório: Instituto Medicina em Foco — R. Frei Caneca, 1380, Bela Vista, São Paulo — SP - Telemedicina: teleconsulta certificada pelo CFM - Perfil verificado: Doctoralia - Redes: Instagram · LinkedIn ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades # Especialidades em Cirurgia da Mão — Dr. Marcelo Teixeira O Dr. Marcelo Teixeira é ortopedista e cirurgião da mão em São Paulo e trata as condições da mão, do punho e do cotovelo listadas abaixo. Cada página explica os sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento, do conservador ao cirúrgico. ## Condições tratadas - Túnel do Carpo — Tratamento especializado para síndrome do túnel do carpo com técnicas minimamente invasivas. Diagnóstico preciso e as melhores opções terapêuticas em São Paulo. - Dedo em Gatilho — Tratamento para dedo em gatilho (tenossinovite estenosante). Liberação da polia A1 com técnicas precisas. Agende sua consulta. - Rizartrose — Tratamento da rizartrose (artrose do polegar) com opções cirúrgicas e conservadoras. Especialista em São Paulo. - Cisto Sinovial - Tratamento e Remoção — Tratamento de cisto sinovial com técnicas abertas ou artroscópicas. Remoção segura e eficaz. Agende sua consulta. - Tendinite de De Quervain — Tratamento especializado para Tendinite de De Quervain (Polegar de Gamer). Cirurgia minimamente invasiva. Agende sua consulta. - Tumor Glômico — Tratamento especializado para Tumor Glômico. Cirurgia minimamente invasiva para alívio da dor intensa na ponta dos dedos. - Contratura de Dupuytren - Tratamento — Tratamento da contratura de Dupuytren com fasciotomia palmar. Correção de contraturas dos dedos com recuperação funcional. - Fraturas Mão e Punho - Tratamento — Tratamento de fraturas da mão e punho com técnicas modernas. Fixação interna e externa para restauração anatômica. - Dedo em Martelo — Tratamento especializado para Dedo em Martelo ósseo e tendíneo. Cirurgia minimamente invasiva para correção da deformidade. - Artrose das Falanges — Tratamento da artrose das falanges com opções cirúrgicas e conservadoras. Especialista em cirurgia da mão em São Paulo. - Encondroma na Mão — Encondroma é o tumor ósseo mais comum da mão (90%). Benigno, tratável com curetagem e enxerto. 81% recuperam movimento completo. Especialista em São Paulo. - Síndrome do Túnel Cubital — Tratamento da síndrome do túnel cubital (compressão do nervo ulnar no cotovelo). Dormência no dedo mínimo e anelar. Cirurgia de descompressão em São Paulo. - Lesão de Tendões Flexores — Reparo cirúrgico de lesões dos tendões flexores da mão. Dedo que não dobra após corte ou trauma. Cirurgia especializada e reabilitação em São Paulo. - Lesão de Tendões Extensores — Tratamento de lesões dos tendões extensores da mão. Dedo que não estica após corte ou trauma. Reparo cirúrgico e reabilitação especializada em São Paulo. ## Quando procurar um cirurgião da mão? Procure um especialista quando a dor, a dormência ou a perda de força duram mais de duas semanas, atrapalham o sono ou o trabalho, ou quando o dedo trava, não dobra ou não estica. Cortes profundos na mão e fraturas com deformidade são urgências e devem ser avaliados no mesmo dia. ## Perguntas frequentes **P: Qual a diferença entre ortopedista e cirurgião da mão?** R: O cirurgião da mão é um ortopedista que fez subespecialização em mão, punho e cotovelo, com registro de qualificação específica (RQE) para isso. Ele trata nervos, tendões, ossos e articulações dessa região com técnicas que o ortopedista geral normalmente não realiza, como microcirurgia e reparo de tendões flexores. **P: Preciso de encaminhamento para consultar um cirurgião da mão?** R: Não. Você pode agendar a consulta diretamente com o especialista, tanto no atendimento particular quanto pelo Bradesco Saúde. Marcar direto com quem é subespecialista em mão encurta o caminho até o diagnóstico correto. **P: Toda condição da mão precisa de cirurgia?** R: Não. A maioria dos casos começa com tratamento conservador — órteses, medicação, infiltração e reabilitação. A cirurgia é indicada quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico, quando há perda de força ou atrofia muscular, ou em lesões agudas como cortes de tendão e fraturas instáveis. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa # Central Educativa — Artigos sobre Mão e Punho Artigos escritos e revisados pelo Dr. Marcelo Teixeira (CRM/SP 230359), cirurgião da mão com formação na UNIFESP, explicando em linguagem simples o que causa cada sintoma da mão e do punho, como diferenciar as condições parecidas entre si e o que esperar de cada tratamento. ## Todos os artigos - Ortopedista ou Cirurgião da Mão? — Ortopedista e cirurgião da mão: qual a diferença real, quando vale ir direto ao subespecialista e como conferir o RQE do médico antes de marcar a consulta. - Quanto Custa uma Cirurgia da Mão? — O que compõe o custo de uma cirurgia da mão, o que muda pelo convênio e como pedir um orçamento discriminado que dê para comparar de verdade. Sem enrolação. - Eletroneuromiografia da Mão: Dói? — Como é a eletroneuromiografia da mão, se dói, como se preparar e o que o laudo quer dizer. E por que um exame normal não descarta o túnel do carpo. - Afastamento Após Cirurgia da Mão — Quanto tempo de afastamento após cirurgia da mão, procedimento por procedimento. O que muda entre trabalho leve e braçal e como funciona o atestado no INSS. - Síndrome do Túnel do Carpo: Guia Completo — Você já acordou com as mãos dormentes ou sentiu formigamento nos dedos? Conheça os sinais, causas e tratamentos da síndrome do túnel do carpo. - Tendinite de De Quervain: Tratamento — Dor na base do polegar após usar o celular? Conheça a tendinite de De Quervain, o 'polegar de gamer', e suas opções de tratamento. - Tumor Glômico: Dor na Ponta do Dedo — Dor intensa e lancinante na ponta do dedo, especialmente embaixo da unha? Conheça o tumor glômico, suas causas e tratamento microcirúrgico. - Fraturas de Mão: Como Identificar e Agir — Saiba como identificar fraturas na mão e no punho e agir rapidamente. Quando procurar um especialista e quais os tratamentos disponíveis. - Artrite nas Mãos: Sintomas e Tratamento — Dedos rígidos pela manhã? Conheça os diferentes tipos de artrite que afetam as mãos e as opções de tratamento disponíveis em São Paulo. - Tendinite e Tenossinovite nos Tendões — Dor no punho ao mover o polegar? Travamento nos dedos? Conheça as diferenças entre tendinite e tenossinovite e opções de tratamento. - Malformações Congênitas das Mãos — Diferenças nas mãos presentes ao nascimento: diagnóstico, tratamentos e como garantir qualidade de vida. Especialista em São Paulo. - Exercícios Preventivos para Mãos e Punhos — Aprenda exercícios simples para manter a saúde das mãos e punhos no dia a dia. Prevenção de tendinites, túnel do carpo e outras condições. - Artroscopia de Punho: Como Funciona — Dor persistente no punho? A artroscopia permite diagnóstico e tratamento precisos com incisões mínimas. Saiba mais sobre o procedimento. - Dedo em Martelo: Guia Completo — Entenda o dedo em martelo: sintomas, diagnóstico e opções de tratamento para lesões ósseas e tendíneas da ponta do dedo. - Dedo em Gatilho: Por Que Meu Dedo Trava? — Acorda com o dedo travado dobrado? Estalo doloroso ao esticar? Entenda o dedo em gatilho e como resolver esse problema. - Contratura de Dupuytren: a Mão que Fecha — Nódulos na palma da mão? Dificuldade para abrir a mão? Saiba o que é a Doença de Dupuytren e suas opções de tratamento. - Rizartrose: Dor na Base do Polegar — Dificuldade para abrir potes ou girar chaves? Dor na base do polegar pode ser rizartrose. Conheça as opções de tratamento. - Cisto Sinovial: O Caroço no Punho — Apareceu uma bolinha no seu punho? Entenda o que são os cistos sinoviais, quando desaparecem sozinhos e quando é preciso operar. - Como Escolher um Cirurgião da Mão em SP — Guia prático para escolher o cirurgião da mão certo: formação, certificações (SBCM, ASSH) e diferenciais que fazem diferença no resultado. - Encondroma na Mão: Tumor Ósseo nos Dedos — O raio-X mostrou uma lesão no osso do dedo? Provavelmente é um encondroma — benigno e tratável. Saiba quando operar e o que esperar. - Túnel Cubital: Dormência no Dedo Mínimo — Dois últimos dedos ficam dormentes quando apoia o cotovelo? Pode ser compressão do nervo ulnar. Conheça causas e tratamentos. - Lesão de Tendão Flexor: Dedo Não Dobra — Cortou a mão e o dedo não dobra mais? Pode ser lesão de tendão flexor — uma emergência que precisa de cirurgia especializada. - Lesão de Tendão Extensor: Dedo Não Estica — O dedo ficou caído depois de uma bolada? Cortou o dorso da mão? Entenda as lesões de tendão extensor e quando precisa de cirurgia. - Dor no Punho: 7 Causas Comuns — Punho doendo ao digitar ou girar a maçaneta? Existem 7 causas comuns e cada uma tem tratamento diferente. Veja como identificar a sua. - Recuperação Pós-Cirurgia de Mão — Marcou a cirurgia de mão? Saiba o que esperar: dor, inchaço, prazos de recuperação, quando voltar a trabalhar e dirigir. - Cirurgião da Mão Bradesco em SP — Tem Bradesco Saúde? Veja como consultar um cirurgião da mão pelo convênio em São Paulo: cobertura, autorização de cirurgia e agendamento sem encaminhamento. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/duvidas # Dúvidas Frequentes — Cirurgia da Mão Perguntas frequentes sobre cirurgia da mão, procedimentos e tratamentos com o Dr. Marcelo Teixeira em São Paulo. **P: Como funciona a primeira consulta?** R: Na primeira consulta, o Dr. Marcelo realiza uma avaliação completa com exame físico detalhado, análise de exames e discussão de opções de tratamento. **P: As cirurgias são feitas em hospital?** R: Sim, as cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar com toda a segurança necessária. **P: Quais convênios são aceitos?** R: Bradesco Saúde e atendimento particular. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/contato # Contato — Dr. Marcelo Teixeira, Cirurgião da Mão Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Teixeira, cirurgião da mão em São Paulo. - Telefone/WhatsApp: (11) 94799-1472 - Endereço: R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo, São Paulo - SP, CEP 01409-001 - Horário: Segunda a sexta das 8h às 19h, sábado das 8h às 12h - Convênios: Bradesco Saúde e particular ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/locais # Locais de Atendimento — Dr. Marcelo Teixeira O Dr. Marcelo Teixeira atende no Instituto Medicina em Foco, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo, Bela Vista, São Paulo - SP, CEP 01409-001 — a poucos minutos da Av. Paulista, com fácil acesso de metrô e estacionamento na região. - Instituto Medicina em Foco — detalhes do local, estrutura e como chegar Horário: segunda a sexta das 8h às 19h, sábado das 8h às 12h. Convênios: Bradesco Saúde e particular. Telefone/WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/telemedicina # Telemedicina — Consulta Online com Dr. Marcelo Teixeira O Dr. Marcelo Teixeira oferece teleconsultas certificadas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) para pacientes que não podem comparecer presencialmente. A consulta online é indicada para avaliação inicial, segundas opiniões e acompanhamento pós-operatório. Agende pelo WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/projetos # Projetos — Dr. Marcelo Teixeira Além do consultório, o Dr. Marcelo Teixeira participa de projetos que unem medicina, tecnologia e saúde pública em São Paulo. ## DocSquad.gg Iniciativa voltada à saúde de atletas de esports, com foco em lesões por esforço repetitivo em mãos e punhos — quadro cada vez mais frequente entre jogadores profissionais e criadores de conteúdo. ## Ambulatório SUS eSports Ambulatório no Sistema Único de Saúde dedicado ao atendimento de jogadores com queixas ortopédicas relacionadas ao uso intensivo de teclado, mouse e controle. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/quiz-sindrome-tunel-carpo # Quiz: você tem síndrome do túnel do carpo? Este teste usa o CTS-6, um instrumento validado cientificamente que combina seis achados clínicos para estimar a probabilidade de síndrome do túnel do carpo. Ele leva cerca de dois minutos e serve para orientar a decisão de procurar um especialista — não substitui a consulta nem a eletroneuromiografia. ## O que o teste avalia - Dormência no território do nervo mediano — polegar, indicador, médio e metade do anelar - Sintomas noturnos — acordar com a mão dormente ou precisar sacudi-la para aliviar - Atrofia da musculatura tenar — perda de volume na base do polegar - Sinal de Tinel — choque nos dedos ao percutir o punho - Teste de Phalen — formigamento ao manter o punho fletido - Perda de sensibilidade discriminativa entre dois pontos ## O que fazer com o resultado Pontuação alta indica probabilidade elevada e justifica avaliação com um cirurgião da mão, geralmente com eletroneuromiografia para confirmar o diagnóstico e medir a gravidade. Pontuação baixa não exclui outras causas de dor no punho — há pelo menos sete diagnósticos que se confundem entre si. Saiba mais sobre a condição em tratamento da síndrome do túnel do carpo e no guia completo. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/privacidade # Política de Privacidade Esta política descreve como o site do Dr. Marcelo Teixeira coleta, usa, armazena e protege dados pessoais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/2018) e com o sigilo médico previsto no Código de Ética Médica. Os tópicos cobertos são: coleta de dados, uso dos dados, compartilhamento, segurança, direitos do titular, cookies e tecnologias similares, tempo de retenção, alterações na política e contato do encarregado de dados. Para exercer seus direitos como titular ou tirar dúvidas sobre o tratamento dos seus dados, escreva para contato@drmarceloteixeira.com. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/termos # Termos de Uso Estes termos regem o uso do site do Dr. Marcelo Teixeira, cirurgião da mão em São Paulo (CRM/SP 230359), e dos canais digitais de agendamento. Os tópicos cobertos são: aceitação dos termos, natureza dos serviços médicos, agendamentos e consultas, telemedicina, pagamentos e convênios, uso do website, responsabilidades e limitações, privacidade e proteção de dados, disposições gerais e contato. Emergências: o site e o WhatsApp não atendem urgências. Em caso de corte profundo, fratura exposta, perda de movimento súbita ou dor intensa após trauma, procure um pronto-socorro imediatamente. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/sindrome-tunel-carpo # Síndrome do Túnel do Carpo — Tratamento Especializado em São Paulo A síndrome do túnel do carpo é a compressão do nervo mediano no punho, causando dormência, formigamento e dor nos dedos polegar, indicador e médio. É uma das condições mais comuns da mão, afetando cerca de 3-6% da população adulta (Fonte: AAOS), com maior incidência em mulheres (proporção 3:1, Fonte: SBCM). O Dr. Marcelo Teixeira realiza cirurgia minimamente invasiva com alívio dos sintomas em mais de 95% dos casos (Fonte: Atroshi et al., JAMA, 2015). São realizadas mais de 500 mil cirurgias de túnel do carpo por ano nos EUA (Fonte: ASSH). ## Sintomas do Túnel do Carpo - Formigamento e dormência — Principalmente no polegar, indicador e dedo médio, que piora à noite - Perda de força — Dificuldade para segurar objetos, abotoar roupas ou manusear itens pequenos - Dor no punho — Dor que pode irradiar do punho para o braço ou para os dedos - Sensação de inchaço — Muitos pacientes sentem os dedos inchados, mesmo sem aumento visível ## Causas e Fatores de Risco - Fatores hormonais — Alterações na gravidez, menopausa ou hipotireoidismo - Movimentos repetitivos — Trabalhos que envolvem digitação ou uso de ferramentas vibratórias - Condições médicas — Diabetes, artrite reumatoide e obesidade são fatores de risco - Anatomia individual — Um túnel do carpo naturalmente mais estreito pode predispor à condição ## Opções de Tratamento para Túnel do Carpo - Tratamento conservador (inicial) — Uso de órteses noturnas, fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios - Infiltração de corticoide (moderado) — Injeção para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas temporariamente - Cirurgia minimamente invasiva (definitivo) — Liberação do ligamento transverso do carpo para aliviar a pressão sobre o nervo. Duração: 30-45 minutos. Anestesia local com sedação. Recuperação: 2-4 semanas. ## Perguntas Frequentes sobre Túnel do Carpo **P: A cirurgia para túnel do carpo dói?** R: A cirurgia é feita com anestesia, então você não sente dor. O pós-operatório é geralmente bem tolerado com analgésicos comuns. **P: Vou precisar de fisioterapia após a cirurgia?** R: Na maioria dos casos de cirurgia minimamente invasiva, a fisioterapia formal não é necessária, apenas exercícios de movimentação em casa. **P: O problema do túnel do carpo pode voltar após a cirurgia?** R: A taxa de recorrência é extremamente baixa. Uma vez que o ligamento é liberado, a compressão geralmente não retorna. **P: Quanto tempo de atestado médico para a cirurgia?** R: Varia de 3 a 7 dias para trabalhos de escritório e de 30 a 60 dias para trabalhos pesados, dependendo do caso. ## Artigos relacionados - Síndrome do Túnel do Carpo: sinais, causas e tratamentos - Dor no punho: 7 causas comuns e como diferenciar ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/tendinite-de-quervain # Tendinite de De Quervain — Tratamento em São Paulo A Tendinite de De Quervain é a inflamação dos tendões que controlam o movimento do polegar, causando dor intensa no lado do punho. Afeta 0,5-1,3% da população (Fonte: Stahl S et al., International Orthopaedics, 2004), sendo 6 vezes mais comum em mulheres (Fonte: Wolf JM et al., Journal of Hand Surgery, 2009). Conhecida como "polegar de gamer" ou "polegar de WhatsApp". O Dr. Marcelo Teixeira oferece tratamento conservador e cirurgia minimamente invasiva com taxa de sucesso acima de 90% (Fonte: ASSH). ## Sintomas da Tendinite de De Quervain - Dor na base do polegar — Dor localizada no lado do punho que piora com movimento - Dor ao usar celular — Desconforto intenso ao digitar, segurar o telefone ou fazer movimentos de pinça - Fraqueza no polegar — Dificuldade para segurar objetos, abrir potes ou realizar movimentos de força - Inchaço visível — Inchaço na região do punho, próximo à base do polegar ## Opções de Tratamento - Tratamento conservador — Uso de órtese para polegar, fisioterapia, anti-inflamatórios e modificação de atividades - Infiltração de corticoide — Injeção precisa para reduzir a inflamação dos tendões - Cirurgia minimamente invasiva — Liberação da bainha dos tendões. Duração: 20-30 minutos. Anestesia local. Recuperação: 1-3 semanas. ## Perguntas Frequentes **P: Posso voltar a usar o celular normalmente após o tratamento?** R: Sim! Após a recuperação completa, você poderá usar o celular e realizar todas as atividades normalmente, sem dor ou limitações. **P: O problema pode voltar após o tratamento?** R: A taxa de recorrência é muito baixa quando o tratamento é realizado adequadamente. A liberação cirúrgica resolve definitivamente a compressão dos tendões. ## Artigos relacionados - Tendinite de De Quervain: o 'polegar de gamer' - Tendinite e tenossinovite: inflamação dos tendões ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/tumor-glomico # Tumor Glômico — Diagnóstico e Tratamento em São Paulo O tumor glômico é uma lesão benigna (não é câncer) que representa 1-5% dos tumores de partes moles da mão (Fonte: Carroll RE et al., Journal of Hand Surgery, 1972). Causa dor intensa e desproporcional, especialmente com frio e pressão leve. É 2 vezes mais comum em mulheres (Fonte: Schiefer TK et al., Mayo Clinic Proceedings, 2006) e 75% dos casos ocorrem sob a unha (Fonte: ASSH). O Dr. Marcelo Teixeira realiza remoção microcirúrgica com taxa de cura próxima a 100% (Fonte: Van Geertruyden J et al., Journal of Hand Surgery, 1996). ## Sintomas do Tumor Glômico - Dor intensa e lancinante — Dor muito intensa na ponta do dedo, geralmente embaixo da unha, desproporcional ao tamanho da lesão - Piora com o frio — A dor se intensifica significativamente com exposição ao frio ou mudanças de temperatura - Sensibilidade extrema ao toque — Dor extrema com pressão leve, tornando o toque quase insuportável - Dor noturna — Pode acordar o paciente durante a noite, especialmente em ambientes frios ## Tratamento do Tumor Glômico O tratamento definitivo é a remoção cirúrgica completa do tumor por técnica microcirúrgica. O procedimento dura 15-30 minutos com anestesia local. O alívio da dor é imediato na grande maioria dos casos. A recuperação é de 1-2 semanas. ## Perguntas Frequentes **P: O tumor glômico é câncer?** R: Não. O tumor glômico é uma lesão completamente benigna, sem qualquer potencial de malignização. O nome "tumor" se refere apenas ao crescimento anormal do tecido. **P: A dor vai passar imediatamente após a cirurgia?** R: Sim. Na grande maioria dos casos, o alívio da dor característica é imediato após a remoção completa do tumor. **P: O tumor pode voltar após a cirurgia?** R: A recorrência é extremamente rara quando a remoção é completa. O tumor glômico tem tratamento definitivo e curativo. ## Artigos relacionados - Tumor glômico: dor intensa na ponta do dedo ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/dedo-em-gatilho # Dedo em Gatilho — Tratamento Especializado em São Paulo O dedo em gatilho (tenossinovite estenosante) é uma condição que causa o travamento do dedo em posição flexionada, com um estalo súbito ao se endireitar. Afeta 2-3% da população geral (Fonte: Makkouk AH et al., Eplasty, 2008) e até 10% dos pacientes diabéticos (Fonte: Chammas M et al., Journal of Hand Surgery, 1995). A infiltração de corticoide resolve 60-70% dos casos (Fonte: Cochrane Database, 2009). O Dr. Marcelo Teixeira realiza a liberação cirúrgica com taxa de sucesso acima de 98% (Fonte: Turowski GA et al., Journal of Hand Surgery, 1997). ## Sintomas do Dedo em Gatilho - Travamento do dedo — O dedo fica preso em posição dobrada e se endireita com um estalo súbito - Dor na palma da mão — Sensibilidade ou nódulo doloroso na base do dedo afetado - Rigidez matinal — O dedo pode estar mais rígido e difícil de mover ao acordar - Estalido ao mover — Sensação de clique ou estalo ao dobrar ou esticar o dedo ## Opções de Tratamento - Tratamento conservador — Repouso, uso de talas, anti-inflamatórios e fisioterapia - Infiltração de corticoide — Injeção na bainha do tendão que pode resolver o problema em muitos casos - Liberação cirúrgica percutânea — Procedimento minimamente invasivo feito no consultório - Cirurgia aberta — Liberação da polia A1 com pequena incisão (1-2 cm). Duração: 15-30 minutos. Anestesia local. Recuperação: 1-2 semanas. ## Perguntas Frequentes sobre Dedo em Gatilho **P: O dedo em gatilho pode melhorar sozinho?** R: Em casos muito leves, pode melhorar com repouso. No entanto, na maioria das vezes, a condição persiste ou piora sem tratamento adequado. **P: A cirurgia deixa uma cicatriz grande?** R: Não. A incisão é muito pequena (cerca de 1-2 cm) e posicionada em uma dobra da palma, tornando-se quase imperceptível com o tempo. **P: Posso tratar mais de um dedo ao mesmo tempo?** R: Sim, é perfeitamente possível e seguro realizar o tratamento em múltiplos dedos no mesmo procedimento. ## Artigos relacionados - Dedo em gatilho: por que meu dedo trava? ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/rizartrose # Rizartrose — Artrose do Polegar | Tratamento em São Paulo A rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpal, na base do polegar. Apresenta prevalência radiográfica de 25-36% em mulheres acima de 50 anos (Fonte: Sodha S et al., Journal of Hand Surgery, 2005), sendo 10 vezes mais comum em mulheres (Fonte: SBCM). O polegar responde por 50% da função da mão (Fonte: ASSH). O Dr. Marcelo Teixeira oferece artroplastia de suspensão (padrão-ouro mundial), com satisfação acima de 90% dos pacientes (Fonte: Wajon A et al., Cochrane Database, 2015). ## Sintomas da Rizartrose - Dor na base do polegar — Piora com movimentos de pinça, como segurar ou torcer objetos - Perda de força — Dificuldade em abrir potes, girar maçanetas ou segurar sacolas - Deformidade progressiva — A base do polegar pode desenvolver um calombo e o dedo pode entortar - Crepitação e rigidez — Sensação de areia ou estalos na articulação ## Opções de Tratamento - Tratamento conservador — Órteses, fisioterapia, anti-inflamatórios e modificação de atividades - Infiltração — Corticoides ou ácido hialurônico para alívio da dor e inflamação - Artroplastia (cirurgia) — Remoção do osso doente (trapézio) e reconstrução com tendões. Duração: 60-90 minutos. Recuperação: 6-12 semanas. ## Perguntas Frequentes **P: A cirurgia vai eliminar minha dor?** R: A grande maioria dos pacientes experimenta alívio completo ou muito significativo da dor, permitindo retorno às atividades sem incômodo constante. **P: Vou perder o movimento do polegar?** R: Não. A artroplastia de suspensão preserva um arco de movimento funcional e indolor. **P: Existe prótese para o polegar?** R: Sim, mas a artroplastia com tendões (suspensioplastia) continua sendo o padrão-ouro mundialmente, com excelentes resultados a longo prazo. ## Artigos relacionados - Rizartrose: dor na base do polegar - Artrite nas mãos: tipos, sintomas e tratamentos ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/cisto-sinovial # Cisto Sinovial — Tratamento e Remoção em São Paulo O cisto sinovial é uma protuberância benigna (não é câncer) que representa 60-70% de todas as massas de partes moles da mão e punho (Fonte: Angelides AC, Journal of Hand Surgery, 1976). 70% dos casos ocorrem no dorso do punho (Fonte: ASSH). A aspiração tem taxa de recorrência acima de 50% (Fonte: Dias J et al., Journal of Hand Surgery European, 2007). O Dr. Marcelo Teixeira realiza remoção cirúrgica com taxa de recorrência inferior a 10% (Fonte: Rizzo M et al., Hand Clinics, 2004). ## Sintomas do Cisto Sinovial - Nódulo visível — Um caroço redondo, firme e móvel, mais comum no dorso do punho - Dor no punho — Especialmente em cistos menores e não visíveis (ocultos) - Limitação de movimento — Pode restringir a flexão ou extensão do punho ## Opções de Tratamento - Observação — Cistos pequenos e indolores podem ser apenas acompanhados - Aspiração — Punção para remover o líquido (alta taxa de recorrência: acima de 50%) - Cirurgia aberta — Remoção completa do cisto e de sua base. Duração: 30-60 minutos. - Cirurgia artroscópica — Técnica minimamente invasiva para remover o cisto e tratar problemas intra-articulares ## Perguntas Frequentes **P: O cisto sinovial pode virar câncer?** R: Não. O cisto sinovial é uma condição totalmente benigna e não tem potencial para se transformar em câncer. **P: A cirurgia é a única solução definitiva?** R: A cirurgia é o tratamento com menor taxa de recorrência (menos de 10%) e é a solução mais duradoura para cistos sintomáticos. ## Artigos relacionados - Cisto sinovial: o caroço no punho - Artroscopia de punho: cirurgia minimamente invasiva ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/contratura-dupuytren # Contratura de Dupuytren — Tratamento em São Paulo A contratura de Dupuytren (doença de Dupuytren) afeta 3-6% da população geral (Fonte: Lanting R et al., Plastic and Reconstructive Surgery, 2014) e até 30% em populações escandinavas (Fonte: Gudmundsson KG et al., Journal of Clinical Epidemiology, 2000). É 7 vezes mais comum em homens (Fonte: Hindocha S et al., Hand Clinics, 2009). Cordões fibrosos se formam sob a pele da palma e puxam os dedos para baixo. O Dr. Marcelo Teixeira realiza fasciectomia (padrão-ouro) para restauração funcional, com taxa de recorrência de 20-60% dependendo da diátese (Fonte: Denkler K, 2010). ## Sintomas da Doença de Dupuytren - Nódulos na palma — Pequenos caroços indolores, primeiro sinal da doença - Cordas visíveis — Cordões fibrosos sob a pele, da palma aos dedos - Contratura dos dedos — Incapacidade de esticar completamente um ou mais dedos - Dificuldade funcional — Problemas para lavar o rosto, colocar a mão no bolso ou usar luvas ## Opções de Tratamento - Observação — Casos iniciais sem contratura podem ser acompanhados - Fasciotomia percutânea — Ruptura da corda com agulha no consultório, para contraturas leves - Fasciectomia (cirurgia) — Remoção do tecido doente. Tratamento mais eficaz e duradouro. Duração: 60-120 minutos. Recuperação: 4-8 semanas. ## Perguntas Frequentes **P: Quando devo operar?** R: O momento ideal é quando a contratura se torna um problema funcional — quando você não consegue mais colocar a mão espalmada sobre uma mesa (teste de Hueston). **P: A doença de Dupuytren pode voltar após a cirurgia?** R: Sim, a doença tem natureza recorrente. A cirurgia não cura a doença, mas trata a contratura. A fasciectomia cuidadosa oferece o resultado mais duradouro. ## Artigos relacionados - Contratura de Dupuytren: quando a mão começa a fechar ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/fraturas-mao-punho # Fraturas da Mão e Punho — Tratamento Especializado em São Paulo Fraturas da mão e punho representam 15-25% de todas as fraturas atendidas em emergências (Fonte: Chung KC et al., Journal of Hand Surgery, 2001). A fratura do rádio distal é a mais comum do membro superior (Fonte: AAOS). A fratura do escafoide corresponde a 60-70% das fraturas do carpo (Fonte: Hove LM, Scandinavian Journal of Plastic Surgery, 1999). O Dr. Marcelo Teixeira utiliza técnicas modernas de fixação interna para restauração anatômica precisa. ## Sintomas de Fratura na Mão ou Punho - Dor intensa e imediata — Dor aguda no local da lesão que piora com movimento - Inchaço e hematoma — Aumento de volume e manchas roxas após o trauma - Deformidade visível — Punho ou dedo pode parecer torto ou fora do lugar - Incapacidade funcional — Dificuldade ou incapacidade de mover o punho ou dedos ## Opções de Tratamento - Tratamento conservador — Imobilização com gesso ou tala para fraturas estáveis e sem desvio - Redução fechada — Recolocação do osso no lugar sem cortes, seguida de imobilização - Fixação cirúrgica — Placas, parafusos ou fios de Kirschner para fraturas com desvio. Duração: 60-180 minutos. Recuperação: 6-12 semanas. ## Perguntas frequentes **P: Como saber se quebrei a mão ou é só uma torção?** R: Fratura costuma dar dor intensa e imediata, inchaço rápido, hematoma e dificuldade ou impossibilidade de mover o dedo ou o punho; deformidade visível praticamente confirma. Torção melhora em poucos dias. Dor que persiste além de 48–72 horas após o trauma, principalmente na base do polegar, exige raio-X: a fratura do escafoide costuma passar despercebida. **P: Toda fratura da mão precisa de cirurgia?** R: Não. Fraturas estáveis e sem desvio são tratadas com gesso ou tala. A cirurgia é indicada quando há desvio, instabilidade, acometimento articular ou fratura exposta — nesses casos a fixação com placas, parafusos ou fios de Kirschner restaura o alinhamento e permite reabilitação precoce. **P: Quanto tempo demora a recuperação de uma fratura no punho?** R: A consolidação óssea leva em média de 6 a 12 semanas. O retorno às atividades depende do tipo de fratura e do tratamento: fraturas estáveis imobilizadas costumam liberar movimento em 4 a 6 semanas, enquanto fraturas fixadas cirurgicamente permitem reabilitação mais precoce, com ganho progressivo de força ao longo de 3 a 6 meses. ## Artigos relacionados - Fraturas de mão: como identificar e agir rapidamente - Recuperação pós-cirurgia de mão: o que esperar ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/dedo-em-martelo # Dedo em Martelo — Tratamento em São Paulo O dedo em martelo (mallet finger) é uma lesão do tendão extensor na ponta do dedo, que impede a extensão ativa da última falange. O dedo fica caído na ponta, sem conseguir esticar completamente. Pode ser causado por trauma direto (como uma bola atingindo a ponta do dedo) e pode envolver fratura óssea. O Dr. Marcelo Teixeira oferece tratamento conservador com órtese ou cirurgia minimamente invasiva. ## Sintomas do Dedo em Martelo - Ponta do dedo caída — Incapacidade de esticar ativamente a última falange - Dor e inchaço — Na articulação da ponta do dedo após trauma - Deformidade visível — O dedo fica permanentemente flexionado na ponta ## Opções de Tratamento - Órtese (tratamento conservador) — Imobilização da ponta do dedo em extensão por 6-8 semanas. Indicada para lesões tendíneas sem fratura. - Cirurgia — Fixação do fragmento ósseo ou reparo do tendão. Indicada para fraturas com desvio ou falha do tratamento conservador. ## Perguntas frequentes **P: Dedo em martelo sara sozinho?** R: Não sem imobilização. O tendão extensor rompido só cicatriza se a ponta do dedo for mantida em extensão contínua por 6 a 8 semanas com órtese, sem dobrar em nenhum momento — nem para tomar banho. Deixar sem tratamento leva à deformidade permanente e, com o tempo, ao dedo em pescoço de cisne. **P: Quanto tempo preciso usar a órtese no dedo em martelo?** R: De 6 a 8 semanas em tempo integral, seguidas de mais 2 a 4 semanas de uso noturno. O relógio reinicia se a ponta do dedo dobrar durante o período, por isso a troca da órtese deve ser feita mantendo o dedo apoiado em superfície plana. **P: Quando o dedo em martelo precisa de cirurgia?** R: Quando há fratura com desvio envolvendo mais de um terço da superfície articular, subluxação da articulação, ferimento aberto, ou quando o tratamento com órtese falhou. Nesses casos o fragmento é fixado ou o tendão reparado cirurgicamente. ## Artigos relacionados - Dedo em martelo: guia completo - Lesão de tendão extensor: dedo não estica ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/artrose-falanges # Artrose de Falanges — Tratamento Especializado em São Paulo A artrose de falanges é o desgaste da cartilagem das articulações dos dedos, causando dor, rigidez e nódulos duros nas juntas — os nódulos de Heberden (ponta do dedo) e de Bouchard (meio do dedo). É a forma mais comum de artrose da mão, muito mais frequente em mulheres após a menopausa (Fonte: Dahaghin S et al., Arthritis & Rheumatism, 2005). A artrodese alcança mais de 90% de satisfação no alívio da dor (Fonte: Stern PJ et al., Journal of Hand Surgery, 2011). ## Sintomas da Artrose de Falanges - Nódulos visíveis — Caroços duros nas juntas dos dedos: nódulos de Heberden na ponta e de Bouchard no meio do dedo - Dor e rigidez — Dor ao movimentar os dedos e rigidez, principalmente pela manhã - Deformidade progressiva — Os dedos podem começar a entortar ou desviar para os lados - Perda de função — Dificuldade para segurar objetos pequenos ou realizar tarefas delicadas, como escrever e abotoar roupas ## Causas e Fatores de Risco - Genética — Forte componente hereditário, especialmente em mulheres - Idade — O desgaste natural da cartilagem aumenta com o envelhecimento - Fatores hormonais — Muito mais comum em mulheres após a menopausa - Traumas prévios — Fraturas ou lesões anteriores podem predispor à artrose secundária ## Opções de Tratamento para Artrose de Falanges - Tratamento conservador (inicial) — Fisioterapia para manter a mobilidade, órteses para estabilização e repouso, analgésicos e anti-inflamatórios, além de mudança de hábitos para proteger as articulações - Artrodese (definitivo) — Fusão da articulação para eliminar a dor e corrigir a deformidade, padrão-ouro para a articulação da ponta do dedo (IFD). Fusão óssea completa em 6-8 semanas e retorno total às atividades manuais após 3 meses - Artroplastia (casos selecionados) — Substituição da articulação por prótese (silicone ou pirocarbono) para manter o movimento, opção para a articulação do meio do dedo (IFP). Requer fisioterapia intensa para ganho de movimento ## Perguntas Frequentes sobre Artrose de Falanges **P: A cirurgia deixa o dedo duro?** R: A artrodese (fusão) sim, elimina o movimento daquela junta específica para tirar a dor. Mas as outras juntas continuam movendo, mantendo a função global da mão. **P: Os nódulos vão sumir?** R: O tratamento cirúrgico remove a deformidade articular e alinha o dedo, melhorando muito a estética, embora o foco principal seja a dor. **P: É melhor prótese ou fusão?** R: Depende da articulação. Na ponta do dedo (IFD), a fusão é o padrão-ouro porque a estabilidade é mais importante que o movimento. No meio do dedo (IFP), a prótese pode ser considerada. ## Artigos relacionados - Artrite nas mãos: tipos, sintomas e tratamentos ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/encondroma # Encondroma na Mão — Tumor Ósseo Benigno | Tratamento em São Paulo O encondroma é o tumor ósseo mais comum da mão, responsável por 90% dos tumores ósseos nessa região. É benigno e tratável com curetagem e enxerto ósseo. Dr. Marcelo Teixeira é especialista em cirurgia da mão com formação UNIFESP. ## Sintomas - Fratura patológica — Quebra do dedo com esforço mínimo - Inchaço localizado — Aumento de volume em um dedo - Dor no dedo — Relacionada ao crescimento ou microfissura - Descoberta acidental — Achado em raio-X feito por outro motivo ## Tratamento - Observação — Lesões assintomáticas e estáveis - Curetagem com enxerto ósseo — Tratamento padrão com ~10% de recorrência. 81% recuperam movimento completo. Agende pelo WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Perguntas frequentes **P: Encondroma na mão é câncer?** R: Não. O encondroma é um tumor ósseo benigno, formado por cartilagem, e responde por cerca de 90% dos tumores ósseos da mão. A transformação maligna é rara em lesões isoladas da mão. Ainda assim, crescimento rápido, dor sem trauma ou alterações no raio-X exigem reavaliação com o especialista. **P: Encondroma sempre precisa ser operado?** R: Não. Lesões pequenas, assintomáticas e estáveis podem ser apenas acompanhadas com raio-X periódico. A cirurgia é indicada quando há dor, risco de fratura patológica, fratura já ocorrida ou crescimento da lesão. **P: Como é a cirurgia de encondroma e qual a chance de voltar?** R: O tratamento padrão é a curetagem da lesão com preenchimento por enxerto ósseo. A taxa de recorrência é de cerca de 10% e aproximadamente 81% dos pacientes recuperam movimento completo do dedo. ## Artigos relacionados - Encondroma na mão: tumor ósseo nos dedos ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/sindrome-tunel-cubital # Síndrome do Túnel Cubital — Tratamento Especializado em São Paulo A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar no cotovelo, causando dormência no dedo mínimo e anelar, dor no cotovelo e fraqueza na mão. É a segunda neuropatia compressiva mais comum do membro superior, com incidência de 24,7 casos por 100.000 pessoas/ano (Fonte: Caliandro P et al., Cochrane Database Syst Rev, 2025). A cirurgia de descompressão proporciona melhora em 87% dos pacientes (Fonte: Wade RG et al., JAMA Network Open, 2020). ## Sintomas da Síndrome do Túnel Cubital - Dormência no dedo mínimo e anelar — Formigamento ou perda de sensibilidade nos dois últimos dedos da mão, que piora ao dobrar o cotovelo - Dor no cotovelo — Dor na face interna do cotovelo, especialmente ao apoiar o braço em superfícies ou manter o cotovelo dobrado por tempo prolongado - Fraqueza na mão — Dificuldade para segurar objetos, abrir potes, girar chaves ou fazer movimentos de pinça entre polegar e indicador - Atrofia muscular (casos avançados) — Emagrecimento visível dos músculos entre os dedos e na palma, podendo evoluir para deformidade em garra do anelar e mínimo ## Causas e Fatores de Risco - Apoiar o cotovelo repetidamente — Apoiar o cotovelo em mesas, apoios de braço ou superfícies duras por tempo prolongado comprime o nervo diretamente - Dormir com o braço dobrado — Manter o cotovelo fletido durante o sono estica e comprime o nervo ulnar por horas seguidas - Movimentos repetitivos de flexão — Atividades que envolvem dobrar e esticar o cotovelo repetidamente, como trabalhos manuais ou esportes - Instabilidade do nervo — Em algumas pessoas, o nervo ulnar sai do lugar ao dobrar o cotovelo, causando irritação crônica ## Opções de Tratamento para Túnel Cubital - Tratamento conservador (inicial) — Modificação de atividades, cotoveleira acolchoada, tala noturna para manter o cotovelo esticado e anti-inflamatórios - Fisioterapia (moderado) — Exercícios de mobilização neural (nerve gliding), fortalecimento e orientação ergonômica para proteger o nervo - Descompressão cirúrgica in situ (definitivo) — Liberação do ligamento de Osborne e do túnel cubital sem mover o nervo de lugar, técnica de primeira linha com melhores resultados. Duração: 30-60 minutos. Anestesia regional ou geral. Retorno a atividades leves em 1-2 semanas e às mais intensas em 4-6 semanas. ## Perguntas Frequentes sobre Túnel Cubital **P: Qual a diferença entre túnel do carpo e túnel cubital?** R: São nervos diferentes comprimidos em locais diferentes. O túnel do carpo comprime o nervo mediano no punho, causando dormência no polegar, indicador e médio. O túnel cubital comprime o nervo ulnar no cotovelo, causando dormência no dedo mínimo e anelar. **P: Preciso fazer eletroneuromiografia?** R: Sim. A eletroneuromiografia é necessária para confirmar o diagnóstico, quantificar a gravidade da compressão e identificar o local exato. Isso ajuda a definir o melhor tratamento. **P: A dormência no dedo mínimo vai melhorar depois da cirurgia?** R: Na maioria dos casos sim. 87% dos pacientes melhoram com a cirurgia. Quanto mais cedo o tratamento, melhor o resultado, pois a recuperação depende do tempo e da gravidade da compressão. **P: Posso tentar tratamento sem cirurgia primeiro?** R: Sim, em casos leves. Modificar hábitos, usar tala noturna e evitar apoiar o cotovelo podem resolver. Porém, se houver fraqueza muscular ou atrofia, a cirurgia é recomendada para evitar dano permanente ao nervo. ## Artigos relacionados - Síndrome do túnel cubital: dormência no dedo mínimo ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/lesao-tendoes-flexores # Lesão de Tendões Flexores da Mão — Tratamento Especializado em São Paulo A lesão de tendões flexores ocorre quando os tendões que dobram os dedos são cortados ou rompidos, geralmente por trauma cortante com vidro ou faca. É uma emergência cirúrgica: o tendão não cicatriza sozinho. Ocorre em 33 a cada 100.000 pessoas por ano (Fonte: Peters SE et al., Cochrane, 2021), e técnicas modernas de reparo alcançam 87% de resultados bons ou excelentes (Fonte: Pan ZJ et al., J Hand Surg Eur, 2020). ## Sintomas da Lesão de Tendão Flexor - Incapacidade de dobrar o dedo — Após um corte ou trauma, o dedo não consegue mais flexionar, sinal clássico de tendão cortado - Corte aberto na mão ou dedo — Ferimento por vidro, faca ou objeto cortante na palma, dedo ou punho com perda de movimento - Dor e inchaço — Dor no local do corte com inchaço progressivo, especialmente ao tentar mover o dedo - Dedo em posição estendida — Enquanto os outros dedos ficam naturalmente curvados em repouso, o dedo lesionado permanece esticado, sinal de tendão rompido ## Causas e Fatores de Risco - Cortes com objetos cortantes — Vidro quebrado, facas, latas e objetos afiados são a causa mais comum de lesão de tendão flexor - Esmagamento — Trauma por esmagamento na mão ou dedos, como em acidentes com máquinas ou portas - Avulsão (arrancamento) — O tendão é arrancado do osso por extensão forçada súbita, como ao agarrar a camisa de um jogador no esporte - Ruptura fechada — Ruptura espontânea sem corte visível, associada a doenças inflamatórias, infiltração ou desgaste crônico do tendão ## Opções de Tratamento para Lesão de Tendão Flexor - Reparo primário (urgente) — Sutura direta do tendão com técnica de 4 a 6 fios de alta resistência, mais sutura periférica epitendinosa, preservando polias, vasos e nervos. Deve ser feito o mais cedo possível. Duração: 60-120 minutos. Anestesia regional ou geral. Mobilização ativa precoce em 3-5 dias, órtese dorsal por cerca de 6 semanas e fisioterapia especializada ao longo de 12 semanas. - Enxerto de tendão em 1 tempo (reconstrução) — Quando o reparo direto não é mais possível e as polias estão intactas, usa-se enxerto de tendão em uma única cirurgia - Reconstrução em 2 tempos (casos complexos) — Para destruição extensa de polias: primeiro reconstroem-se as polias, depois insere-se o enxerto de tendão em uma segunda cirurgia ## Perguntas Frequentes sobre Lesão de Tendão Flexor **P: O tendão flexor cicatriza sozinho sem cirurgia?** R: Não. Diferente de ossos, tendões flexores cortados não cicatrizam sozinhos. As pontas se retraem e afastam. Sem cirurgia, o dedo perde permanentemente a capacidade de dobrar. **P: Quanto tempo tenho para operar depois do corte?** R: O ideal é o reparo precoce. Embora seja tecnicamente possível operar até algumas semanas após a lesão, quanto antes o reparo, melhores são as condições do tendão e os resultados. Procure um especialista o quanto antes. **P: Por que a fisioterapia começa tão cedo depois da cirurgia?** R: A mobilização ativa precoce (3-5 dias) é essencial para evitar aderências, cicatrizes internas que colam o tendão e impedem o deslizamento. Estudos mostram que reparos fortes com movimento precoce reduzem a taxa de ruptura de 26% para apenas 2%. **P: Vou recuperar o movimento completo do dedo?** R: Com técnicas modernas e reabilitação adequada, 87% dos pacientes alcançam resultados bons ou excelentes. A colaboração com a fisioterapia é fundamental para o resultado final. ## Artigos relacionados - Lesão de tendão flexor: dedo não dobra - Recuperação pós-cirurgia de mão: o que esperar ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/especialidades/lesao-tendoes-extensores # Lesão de Tendões Extensores da Mão — Tratamento Especializado em São Paulo A lesão de tendões extensores ocorre quando os tendões que esticam os dedos e levantam o punho — finos e localizados logo abaixo da pele no dorso da mão — são cortados, rompidos ou arrancados. O tratamento correto evita deformidades permanentes como o dedo em martelo e o boutonniere, com taxa de infecção de apenas 0,8% e re-ruptura de 0,4% com técnicas modernas (Fonte: Lim Y et al., Injury, 2025). ## Sintomas da Lesão de Tendão Extensor - Incapacidade de esticar o dedo — Após corte ou trauma no dorso da mão, o dedo não consegue mais ser estendido completamente - Ponta do dedo caída (dedo em martelo) — Após uma pancada ou bolada, a ponta do dedo fica fletida e não estica, sinal de lesão na Zona 1 - Deformidade em boutonniere — O dedo fica dobrado na articulação do meio e hiperestendido na ponta, sinal de lesão na Zona 3 não tratada - Corte visível no dorso da mão — Ferimento aberto na parte de cima da mão ou dedos com perda do movimento de extensão ## Causas e Fatores de Risco - Cortes no dorso da mão — Vidro, faca e objetos cortantes: como os tendões ficam logo abaixo da pele, cortes superficiais podem lesioná-los - Trauma esportivo — Boladas, entorses e impactos podem romper o tendão na inserção ou causar avulsão óssea, especialmente na ponta dos dedos - Mordida de briga (fight bite) — Soco na boca do oponente causa ferimento sobre a articulação do dedo (Zona 5), lesão que parece pequena mas é grave e com alto risco de infecção - Esmagamento — Acidentes com portas, máquinas ou objetos pesados que comprimem o dorso da mão ou dedos ## Opções de Tratamento para Lesão de Tendão Extensor - Imobilização (conservador) — Para dedo em martelo e lesões fechadas distais: tala mantendo o dedo esticado por 6-8 semanas contínuas, sem retirar. Lesões parciais selecionadas também podem ser tratadas sem cirurgia. - Reparo cirúrgico — Sutura de 4 a 6 fios para cortes completos, com técnica WALANT (anestesia local sem torniquete) ambulatorial, idealmente em até 7 dias após a lesão. Mobilização ativa precoce em 3-5 dias para zonas médias e proximais e recuperação completa em 8-12 semanas na maioria dos casos. - Reconstrução ou tenólise (casos crônicos) — Para lesões antigas, aderências ou deformidades estabelecidas: liberação de aderências (tenólise) ou reconstrução tendinosa ## Perguntas Frequentes sobre Lesão de Tendão Extensor **P: Qual a diferença entre lesão de tendão flexor e extensor?** R: Os flexores ficam na palma e dobram os dedos — os extensores ficam no dorso e esticam os dedos. Extensores são mais finos e superficiais, por isso se lesionam mais facilmente. O tratamento e a reabilitação são diferentes para cada um. **P: Toda lesão de tendão extensor precisa de cirurgia?** R: Não. Lesões fechadas na ponta do dedo (dedo em martelo) e algumas lesões parciais podem ser tratadas apenas com imobilização. Cortes completos do tendão precisam de reparo cirúrgico. **P: A tala para dedo em martelo precisa ficar o tempo todo?** R: Sim. A tala deve ser mantida continuamente por 6-8 semanas, sem retirar nem para banho. Se o dedo flexionar durante o tratamento, o tempo recomeça. Após esse período, uso noturno por mais algumas semanas. **P: Os resultados são bons?** R: Sim. Um estudo com 222 pacientes mostrou incapacidade mínima após o tratamento, com taxa de infecção de apenas 0,8% e re-ruptura de 0,4%. A maioria recupera força de preensão igual à mão normal. ## Artigos relacionados - Lesão de tendão extensor: dedo não estica - Dedo em martelo: guia completo ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/sindrome-tunel-carpo # Síndrome do Túnel do Carpo Por Dr. Marcelo Teixeira · 10 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns Você já acordou com as mãos dormentes ou sentiu aquele formigamento incômodo nos dedos durante o trabalho? Talvez tenha notado que segurar objetos pequenos está mais difícil, ou que precisa balançar as mãos para "acordá-las". Esses sinais podem indicar a síndrome do túnel do carpo, uma condição que afeta milhões de pessoas, especialmente aquelas que trabalham com computadores ou realizam movimentos repetitivos com as mãos. ## O que é a síndrome do túnel do carpo? Imagine um túnel estreito no seu punho, formado pelos ossos e um ligamento resistente. Por dentro desse túnel passam tendões e um nervo importante chamado nervo mediano, responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, médio e parte do anelar. Quando esse espaço fica apertado demais - seja por inchaço, inflamação ou outras causas - o nervo fica comprimido, causando os sintomas característicos da síndrome. ## Sintomas mais comuns Os primeiros sinais costumam aparecer gradualmente. Formigamento e dormência nos dedos, especialmente à noite ou ao acordar, são os sintomas iniciais mais frequentes. Muitas pessoas relatam que precisam balançar as mãos para aliviar o desconforto. Com o tempo, pode surgir dor que se estende do punho até o antebraço, fraqueza para segurar objetos e dificuldade para realizar tarefas delicadas, como abotoar roupas ou segurar uma xícara. ## Principais causas e fatores de risco Movimentos repetitivos das mãos e punhos, posições inadequadas durante o trabalho e o uso prolongado de computadores estão entre as principais causas. Algumas condições de saúde também aumentam o risco, como diabetes, artrite reumatoide, problemas de tireoide e retenção de líquidos. Mulheres são mais afetadas, especialmente durante a gravidez e menopausa, devido às alterações hormonais. ## Quando procurar ajuda médica Não ignore sintomas persistentes. Se o formigamento e a dormência durarem mais de duas semanas, se os sintomas interferirem no sono ou nas atividades diárias, ou se você notar fraqueza nas mãos, é hora de buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos permanentes ao nervo. ## Opções de tratamento O tratamento varia conforme a gravidade. Casos iniciais podem responder bem a mudanças na ergonomia do trabalho, uso de órteses noturnas, exercícios específicos e medicamentos anti-inflamatórios. Situações mais avançadas podem necessitar de infiltrações ou cirurgia para liberar o nervo comprimido. O importante é que existem soluções eficazes para a maioria dos casos. Se você reconhece esses sintomas, não deixe que o problema evolua. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação completa e orientação sobre o melhor tratamento para seu caso específico. ## Perguntas frequentes **P: A síndrome do túnel do carpo tem cura sem cirurgia?** R: Nos casos leves e moderados, sim. Órtese noturna, ajuste da ergonomia e infiltração controlam os sintomas em boa parte dos pacientes. Quando já existe dormência constante, perda de força ou atrofia na base do polegar, o nervo vem sofrendo há tempo e o tratamento conservador raramente reverte o quadro. **P: Que exame confirma a síndrome do túnel do carpo?** R: A eletroneuromiografia. Ela mede a condução do nervo mediano dentro do túnel e classifica a compressão em leve, moderada ou grave — informação que muda a conduta. A ultrassonografia ajuda a ver o nervo e a descartar causas menos comuns, mas não substitui a eletroneuromiografia. **P: Dormência na mão à noite é sempre túnel do carpo?** R: Não. Dormência que pega o dedo mínimo aponta para o nervo ulnar, no cotovelo, e não para o túnel do carpo. Alterações da coluna cervical, diabetes e problemas de tireoide também causam dormência nas mãos. O padrão de quais dedos adormecem é o que orienta o diagnóstico. **P: Quanto tempo demora a recuperação da cirurgia do túnel do carpo?** R: A dormência noturna costuma melhorar já nas primeiras noites. Os pontos saem entre 10 e 14 dias e a maioria retoma atividades leves nesse período. Força de preensão e sensibilidade fina levam de 6 a 12 semanas para normalizar, e casos de compressão grave podem seguir melhorando por até um ano. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/tendinite-de-quervain # Tendinite de De Quervain Por Dr. Marcelo Teixeira · 17 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns Você já sentiu uma dor persistente na base do polegar após usar o celular por muito tempo? Ou talvez tenha notado que segurar objetos, abrir potes ou fazer movimentos de pinça está causando desconforto? Essa dor pode piorar quando você move o polegar ou torce o punho, e às vezes vem acompanhada de inchaço visível. Esses sinais podem indicar a tendinite de De Quervain, uma condição cada vez mais comum em nossa era digital, especialmente entre pessoas que usam dispositivos móveis intensivamente ou realizam atividades repetitivas com o polegar. ## O que é a tendinite de De Quervain? Imagine dois tendões que controlam o movimento do seu polegar, passando por um túnel estreito no lado do punho, próximo à base do polegar. Esses tendões são como cordas que deslizam suavemente dentro de uma bainha lubrificada. A tendinite de De Quervain acontece quando essa bainha fica inflamada e espessada, criando um espaço apertado demais para os tendões deslizarem livremente. Isso causa dor, inchaço e dificuldade para mover o polegar, especialmente durante movimentos de pinça ou quando você torce o punho. ## Sintomas mais comuns O sintoma principal é dor localizada na base do polegar, no lado do punho. Essa dor costuma piorar quando você usa o polegar para segurar objetos, fazer movimentos de pinça ou torcer o punho. Muitas pessoas relatam que a dor se intensifica ao usar o celular, abrir potes, carregar bebês ou realizar tarefas domésticas. O inchaço na região é comum e pode ser visível, criando uma pequena protuberância no lado do punho. Em casos mais avançados, pode haver uma sensação de travamento ou crepitação quando você move o polegar. ## Principais causas e fatores de risco O uso excessivo de dispositivos móveis, como celulares e tablets, está entre as principais causas modernas da condição, daí o apelido "polegar de WhatsApp" ou "polegar de gamer". Atividades que envolvem movimentos repetitivos do polegar, como cuidar de bebês (carregar, amamentar), trabalhos manuais, jardinagem ou esportes que exigem preensão, também são fatores de risco. Mulheres são mais afetadas, especialmente durante a gravidez e após o parto, devido às alterações hormonais e aos cuidados intensivos com o bebê. Algumas condições como artrite reumatoide também podem predispor à tendinite. ## Quando procurar ajuda médica Não ignore dor persistente no polegar. Se a dor durar mais de uma semana, se estiver interferindo nas suas atividades diárias, ou se você notar inchaço significativo na base do polegar, é hora de buscar avaliação médica. Sinais como dificuldade para segurar objetos, dor que piora progressivamente ou que não melhora com repouso também indicam necessidade de tratamento especializado. O diagnóstico precoce é importante para evitar que a condição se torne crônica e mais difícil de tratar. ## Opções de tratamento O tratamento varia conforme a gravidade e duração dos sintomas. Casos iniciais podem responder bem ao repouso, uso de órtese específica para o polegar, aplicação de gelo e medicamentos anti-inflamatórios. Modificações nas atividades diárias, como reduzir o uso do celular ou mudar a forma de segurar objetos, também são importantes. Em situações mais persistentes, infiltrações com corticoide podem ser muito eficazes para reduzir a inflamação. Casos que não respondem ao tratamento conservador podem necessitar de cirurgia minimamente invasiva para liberar os tendões comprimidos. Se você reconhece esses sintomas, não deixe que a dor limite suas atividades. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação completa e orientação sobre o melhor tratamento para seu caso específico. ## Perguntas frequentes **P: Como saber se é De Quervain e não artrose do polegar?** R: A dor da De Quervain fica na lateral do punho, logo acima do polegar, e piora ao fechar a mão sobre o polegar e desviar o punho para baixo — o teste de Finkelstein. A rizartrose dói mais embaixo, na própria base do polegar, e piora ao girar chave ou abrir tampa de pote. **P: Tendinite de De Quervain some sozinha?** R: Pode melhorar quando a causa é temporária, como o pós-parto ou um período de uso intenso do celular, desde que a região seja poupada. Sem mudar o que provoca o sintoma, o quadro tende a se arrastar. Órtese do polegar, ajuste de atividades e infiltração resolvem a maior parte dos casos. **P: Por quanto tempo preciso usar a órtese?** R: Em geral de 3 a 6 semanas em tempo integral, retirando apenas para a higiene, seguidas de uso nas atividades que provocam dor. A órtese precisa imobilizar o polegar junto com o punho: modelos que prendem só o punho não tiram a tensão dos tendões inflamados e por isso costumam falhar. ## Tratamento especializado - Tendinite de De Quervain — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/tumor-glomico # Tumor Glômico Por Dr. Marcelo Teixeira · 24 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns Você já sentiu uma dor intensa e lancinante na ponta do dedo, especialmente embaixo da unha, que piora drasticamente com o frio? Talvez tenha notado que um simples toque na região causa uma dor desproporcional e quase insuportável. Ou ainda, que essa dor misteriosa te acorda durante a noite, especialmente em ambientes mais frios. Esses sinais podem indicar um tumor glômico, uma condição rara mas bem conhecida pelos especialistas, que causa um tipo muito específico e característico de dor na ponta dos dedos. ## O que é o tumor glômico? Imagine pequenas estruturas microscópicas chamadas corpos glômicos, localizadas nas pontas dos seus dedos e responsáveis pela regulação da temperatura local. Quando uma dessas estruturas cresce de forma anormal, forma um pequeno nódulo - o tumor glômico. Apesar do nome "tumor" causar preocupação, trata-se de uma lesão completamente benigna, sem qualquer risco de malignização. O problema é que esse pequeno crescimento, mesmo sendo minúsculo, causa uma dor intensa e muito característica que pode ser extremamente limitante. ## Sintomas mais comuns O sintoma principal é uma dor intensa, lancinante e desproporcional na ponta do dedo, geralmente localizada embaixo da unha. Essa dor tem características muito específicas: piora drasticamente com a exposição ao frio, com mudanças de temperatura ou com pressão leve sobre a região. Muitos pacientes relatam que não conseguem tocar objetos frios, usar as mãos em água gelada ou até mesmo o simples contato com roupas pode ser insuportável. A dor pode ser tão intensa que acorda o paciente durante a noite, especialmente em ambientes mais frios. ## Principais causas e fatores de risco O tumor glômico resulta do crescimento anormal dos corpos glômicos, estruturas normais de regulação térmica. Alguns casos podem estar relacionados a traumas anteriores na região da unha, mas na maioria das vezes não há uma causa específica identificável. A condição afeta mais frequentemente mulheres entre 30 e 50 anos, sendo mais comum na região embaixo da unha do polegar e indicador. Geralmente se apresenta como uma lesão única, e é importante saber que não há fatores de risco específicos que possam ser evitados. ## Quando procurar ajuda médica Não ignore dor intensa na ponta do dedo, especialmente se ela tem as características descritas. Se você sente dor desproporcional que piora com frio ou pressão leve, se a dor é localizada embaixo da unha, ou se ela interfere no sono e nas atividades diárias, é fundamental buscar avaliação especializada. O diagnóstico do tumor glômico pode ser desafiador e muitas vezes é confundido com outras condições, por isso a experiência do especialista é crucial. Quanto mais cedo o diagnóstico correto, menor será o tempo de sofrimento. ## Opções de tratamento O tratamento definitivo e curativo do tumor glômico é cirúrgico. Medicamentos para dor podem ajudar temporariamente, mas não resolvem o problema. A cirurgia consiste na remoção completa do tumor através de uma pequena incisão, utilizando técnicas microcirúrgicas que preservam todas as estruturas normais ao redor. O procedimento é realizado com anestesia local, dura entre 15 a 30 minutos, e o paciente vai para casa no mesmo dia. O mais impressionante é que o alívio da dor característica é imediato e definitivo na grande maioria dos casos, proporcionando uma melhora dramática na qualidade de vida. Se você reconhece esses sintomas, não continue sofrendo com essa dor intensa. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação completa e orientação sobre o tratamento definitivo para seu caso específico. ## Perguntas frequentes **P: Tumor glômico é câncer?** R: Não. É uma lesão benigna, quase sempre menor que um grão de arroz, formada a partir de uma estrutura que regula a temperatura na ponta dos dedos. Chama atenção pela dor desproporcional ao tamanho, não pela gravidade. A remoção completa costuma resolver o quadro em definitivo. **P: Por que um tumor tão pequeno dói tanto?** R: Porque ele nasce em uma estrutura ricamente inervada e cresce em um espaço fechado, embaixo da unha, sem para onde se expandir. O resultado é a tríade clássica: dor intensa em pontada, sensibilidade extrema a um toque localizado e piora marcante com o frio. **P: Como é feito o diagnóstico do tumor glômico?** R: Começa pela história, que costuma ser muito característica, e por testes simples no consultório — o toque com a ponta de um lápis localizando o ponto exato e o alívio da dor com garrote no dedo. A ressonância magnética confirma e mostra onde está a lesão antes da cirurgia. ## Tratamento especializado - Tumor Glômico — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/fraturas-mao-identificar-agir # Fraturas de Mão: Como Identificar e Agir Rapidamente Por Dr. Marcelo Teixeira · 5 de Fevereiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Trauma Um tropeço na calçada, uma queda da bicicleta, um soco na parede durante um momento de raiva, ou até mesmo um acidente doméstico simples. As mãos, por estarem sempre à frente do corpo, são frequentemente as primeiras a se machucarem quando tentamos nos proteger de uma queda. Embora muitas pessoas acreditem que conseguem distinguir uma fratura de uma "simples torção", a realidade é que nem sempre os sinais são óbvios. ## O que são as fraturas de mão? As mãos são estruturas complexas, com 27 ossos pequenos que trabalham em perfeita harmonia. Uma fratura acontece quando um ou mais desses ossos se quebram, seja por um trauma direto, uma queda ou um movimento brusco. Pode ocorrer nos dedos (falanges), na palma da mão (metacarpos) ou no punho (ossos do carpo). Algumas fraturas são simples, com o osso quebrado mas ainda no lugar correto, enquanto outras são mais complexas, com deslocamento dos fragmentos. ## Sintomas que merecem atenção Dor intensa e imediata após o trauma é o sinal mais comum, mas não é o único. Inchaço que surge rapidamente, dificuldade ou impossibilidade de mover os dedos, deformidade visível da mão ou dedos, dormência ou formigamento também podem indicar fratura. Um sinal importante é a dor que piora quando você tenta usar a mão ou fazer força. Às vezes, você pode ouvir um "estalo" no momento da lesão. ## Principais causas Quedas são a causa mais frequente, especialmente quando estendemos as mãos para nos proteger. Acidentes esportivos, principalmente em esportes de contato ou com bola, também são comuns. Acidentes de trânsito, brigas, acidentes de trabalho e até atividades domésticas podem resultar em fraturas. Pessoas com osteoporose têm maior risco de fraturas mesmo com traumas menores. ## Quando buscar ajuda imediatamente Qualquer suspeita de fratura na mão deve ser avaliada rapidamente. Procure atendimento médico urgente se houver dor intensa, inchaço significativo, deformidade visível, impossibilidade de mover os dedos, dormência persistente ou se a pele estiver cortada sobre a área da possível fratura. Não tente "testar" se está quebrado movimentando com força - isso pode piorar a lesão. ## Opções de tratamento O tratamento depende do tipo e localização da fratura. Fraturas simples podem ser tratadas com imobilização usando gesso ou tala. Casos mais complexos podem necessitar de cirurgia para reposicionar os ossos e fixá-los com placas, parafusos ou fios metálicos. A fisioterapia posterior é fundamental para recuperar a força e movimento da mão. Lembre-se: tempo é fundamental no tratamento de fraturas. Quanto mais cedo for o diagnóstico e tratamento adequados, melhores são as chances de recuperação completa. Se suspeitar de fratura, procure imediatamente um especialista em cirurgia da mão para avaliação e tratamento apropriado. ## Perguntas frequentes **P: Consigo mexer o dedo — isso descarta fratura?** R: Não. Muita gente mexe o dedo normalmente com o osso quebrado, principalmente em fraturas sem desvio. O que chama atenção é dor localizada que não cede em 48 horas, inchaço que aumenta e dor ao apertar um ponto específico do osso. Nesses casos, quem resolve a dúvida é o raio-X. **P: Gelo ou calor logo depois do trauma?** R: Gelo nas primeiras 48 a 72 horas, envolto em um pano, por 15 a 20 minutos algumas vezes ao dia. Ele reduz inchaço e dor. Calor nessa fase aumenta o edema e piora o quadro. Mantenha também a mão elevada acima do nível do coração sempre que possível. **P: Fratura no dedo pode ficar torta para sempre?** R: Pode, se consolidar fora do alinhamento. Rotação errada é o pior cenário: o dedo cruza sobre o vizinho ao fechar a mão e atrapalha a pegada. Por isso fraturas com desvio, sobretudo as que envolvem rotação, merecem avaliação de um cirurgião da mão antes de simplesmente imobilizar. ## Tratamento especializado - Fraturas da Mão e Punho — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/artrite-maos-tipos-sintomas-tratamentos # Artrite nas Mãos: Tipos, Sintomas e Tratamentos Por Dr. Marcelo Teixeira · 12 de Fevereiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 6 min · Condições Crônicas Abrir um pote de conserva se tornou uma tarefa impossível. Segurar a caneta para escrever causa dor. Os dedos estão mais rígidos pela manhã e você precisa de alguns minutos para "desenferrujá-los". Se essas situações fazem parte do seu dia a dia, você pode estar enfrentando artrite nas mãos, uma condição que afeta milhões de pessoas, especialmente após os 50 anos, mas que também pode surgir em idades mais jovens. ## O que é a artrite nas mãos? Artrite significa inflamação das articulações - aqueles pontos onde os ossos se encontram e permitem o movimento. Nas mãos, temos muitas articulações pequenas que podem ser afetadas. Existem diferentes tipos de artrite, sendo os mais comuns a osteoartrite (também chamada de artrose), que resulta do desgaste natural das articulações ao longo do tempo, e a artrite reumatoide, uma doença autoimune onde o próprio sistema de defesa do corpo ataca as articulações. ## Sintomas característicos A dor é o sintoma mais comum, geralmente pior pela manhã ou após períodos de inatividade. Rigidez matinal que melhora com o movimento é muito típica. Você pode notar inchaço nas articulações dos dedos, dificuldade para fazer movimentos finos como abotoar roupas, e uma sensação de fraqueza nas mãos. Em casos mais avançados, podem aparecer deformidades visíveis nos dedos e nódulos duros nas articulações. ## Principais causas e fatores de risco A idade é o principal fator de risco para osteoartrite - quanto mais usamos nossas mãos ao longo da vida, maior o desgaste natural. Histórico familiar, lesões anteriores nas mãos, trabalhos que exigem movimentos repetitivos e algumas doenças como diabetes também aumentam o risco. Já a artrite reumatoide tem causas diferentes, relacionadas a fatores genéticos e ambientais que fazem o sistema imunológico atacar as próprias articulações. ## Quando procurar ajuda médica Não considere a dor nas mãos como algo "normal do envelhecimento". Procure avaliação médica se a dor persistir por mais de algumas semanas, se houver inchaço visível nas articulações, se a rigidez matinal durar mais de uma hora, ou se você estiver tendo dificuldade para realizar atividades básicas do dia a dia. O diagnóstico precoce permite tratamento mais eficaz. ## Opções de tratamento Embora não haja cura para a artrite, existem muitas formas de controlar os sintomas e manter a qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia para manter a mobilidade, exercícios específicos para fortalecer as mãos, uso de órteses para proteger as articulações, e mudanças no estilo de vida. Em casos mais graves, infiltrações nas articulações ou cirurgia podem ser necessárias. A artrite nas mãos não precisa limitar sua vida. Com diagnóstico adequado e tratamento personalizado, é possível manter a funcionalidade e reduzir significativamente a dor. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação completa e um plano de tratamento adequado ao seu caso. ## Perguntas frequentes **P: Qual a diferença entre artrose e artrite reumatoide nas mãos?** R: A artrose é desgaste mecânico da cartilagem, costuma atingir as articulações das pontas dos dedos e a base do polegar, e piora com o uso. A artrite reumatoide é doença autoimune, atinge de preferência as articulações da base dos dedos e o punho nos dois lados, e causa rigidez matinal prolongada. **P: Estalar os dedos causa artrite?** R: Não. O estalo vem de bolhas de gás no líquido que lubrifica a articulação, e os estudos disponíveis não encontraram relação com artrose. O hábito pode incomodar quem está por perto, mas não desgasta a cartilagem nem aumenta o risco de artrite nos dedos. **P: Artrite nas mãos tem tratamento cirúrgico?** R: Tem, quando o tratamento clínico já não controla a dor ou a função está comprometida. As opções variam conforme a articulação: artroplastia de suspensão na base do polegar, artrodese ou prótese nas articulações dos dedos. A escolha depende de qual articulação, da idade e do que você precisa fazer com a mão. ## Tratamento especializado - Artrose das Falanges — tratamento especializado - Rizartrose (artrose da base do polegar) — tratamento especializado Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/tendinite-tenossinovite-inflamacao-tendoes # Tendinite e Tenossinovite: Compreendendo a Inflamação dos Tendões Por Dr. Marcelo Teixeira · 19 de Fevereiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 4 min · Condições Inflamatórias Você sente dor no punho quando move o polegar para pegar objetos? Há uma sensação de "travamento" nos dedos pela manhã? Ou talvez uma dor persistente que piora quando você faz movimentos repetitivos no trabalho? Esses podem ser sinais de tendinite ou tenossinovite, condições que afetam os tendões - aquelas "cordas" que conectam os músculos aos ossos e permitem que movimentemos nossas mãos e dedos. ## O que são tendinite e tenossinovite? Os tendões são estruturas fibrosas que transmitem a força dos músculos para os ossos, permitindo o movimento. A tendinite acontece quando o próprio tendão fica inflamado, geralmente por uso excessivo ou movimentos repetitivos. Já a tenossinovite é a inflamação da bainha que envolve o tendão - imagine uma mangueira dentro de um tubo: quando o tubo incha, a mangueira não consegue deslizar livremente. Ambas as condições causam dor e limitação dos movimentos. ## Sintomas mais comuns Dor localizada que piora com o movimento é o sintoma principal. Você pode sentir uma dor em queimação ou pontada ao mover o punho ou dedos. Inchaço na região afetada, sensação de rigidez, especialmente pela manhã, e às vezes um "estalo" ou sensação de travamento ao mover os dedos também são comuns. Em alguns casos, pode aparecer um caroço ou nódulo que se move junto com o tendão. ## Principais causas e fatores de risco Movimentos repetitivos são a causa mais comum - digitação excessiva, uso prolongado do mouse, atividades manuais repetitivas no trabalho, prática de esportes como tênis ou golfe. Segurar ferramentas vibratórias, posições inadequadas das mãos durante atividades, e até mesmo o uso excessivo do celular podem contribuir. Algumas pessoas têm maior predisposição devido à anatomia individual, e certas condições como diabetes e artrite reumatoide aumentam o risco. ## Quando procurar ajuda médica Não ignore dor persistente nos tendões. Procure avaliação médica se a dor durar mais de alguns dias, se piorar progressivamente, se houver inchaço visível, se você sentir travamento dos dedos, ou se a dor interferir nas atividades diárias. Sintomas que aparecem durante a noite ou ao acordar também merecem atenção, pois podem indicar inflamação mais intensa. ## Opções de tratamento O tratamento inicial geralmente inclui repouso da atividade que causou o problema, aplicação de gelo para reduzir a inflamação, e medicamentos anti-inflamatórios. Fisioterapia com exercícios específicos de alongamento e fortalecimento é muito eficaz. Órteses podem ajudar a manter a mão em posição adequada durante a recuperação. Em casos mais resistentes, infiltrações com corticoides ou até mesmo cirurgia podem ser necessárias. A boa notícia é que a maioria dos casos de tendinite e tenossinovite responde bem ao tratamento quando diagnosticada precocemente. Não deixe a dor se tornar crônica. Procure um especialista em cirurgia da mão para avaliação adequada e um plano de tratamento personalizado para seu caso. ## Perguntas frequentes **P: Qual a diferença entre tendinite e tenossinovite?** R: Tendinite é inflamação do próprio tendão. Tenossinovite é inflamação da bainha que o envolve, o túnel por onde ele desliza. Na mão, a maioria dos quadros é de tenossinovite — é o caso da De Quervain e do dedo em gatilho. Os sintomas se parecem, mas o tratamento muda em alguns detalhes. **P: Anti-inflamatório resolve tendinite na mão?** R: Alivia, mas raramente resolve sozinho. O remédio reduz a dor enquanto o gesto que provocou o problema continua acontecendo. Sem ajustar a atividade, usar órtese quando indicada e, em parte dos casos, infiltrar, o sintoma costuma voltar assim que a medicação termina. **P: Tendinite na mão pode virar crônica?** R: Pode. Quando a inflamação se repete por meses, a bainha do tendão espessa e o espaço para o deslizamento diminui de forma estrutural — o problema deixa de ser apenas inflamatório. É por isso que quadros que não melhoram em algumas semanas merecem avaliação, não mais um ciclo de anti-inflamatório. ## Tratamento especializado - Tendinite de De Quervain — tratamento especializado - Dedo em Gatilho — tratamento especializado Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/malformacoes-congenitas-maos # Malformações Congênitas das Mãos: Compreendendo, Diagnosticando e Tratando as Diferenças Presentes ao Nascimento Por Dr. Marcelo Teixeira · 26 de Fevereiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 8 min · Pediatria O nascimento de um bebê é sempre um momento de grande expectativa e alegria. Quando os pais descobrem que seu filho nasceu com uma diferença nas mãos, é natural que surjam preocupações, dúvidas e uma mistura de sentimentos. É importante saber que as malformações congênitas das mãos, embora possam parecer desafiadoras inicialmente, têm tratamentos eficazes que permitem que as crianças desenvolvam função excelente e vivam vidas plenas e normais. ## O que são as malformações congênitas das mãos? São alterações na formação das mãos que ocorrem durante o desenvolvimento do bebê no útero materno, geralmente entre a 4ª e 8ª semana de gestação. Podem incluir dedos unidos (sindactilia), dedos extras (polidactilia), ausência ou desenvolvimento incompleto do polegar, dedos menores que o normal, ou outras variações na forma e função das mãos. Essas condições afetam cerca de 1 em cada 500 nascimentos e, na maioria dos casos, não estão relacionadas a nada que os pais fizeram. ## Tipos mais comuns A sindactilia, quando dois ou mais dedos nascem unidos, é uma das mais frequentes. A polidactilia, presença de dedos extras, também é comum, especialmente o polegar duplo ou dedo extra ao lado do mindinho. Algumas crianças nascem com o polegar menor ou ausente, condição chamada hipoplasia do polegar. Outras podem ter dedos de tamanhos diferentes ou articulações que não se movem normalmente. ## Possíveis causas Na maioria dos casos, não há uma causa específica identificável. Algumas malformações têm origem genética e podem ocorrer em famílias, enquanto outras acontecem espontaneamente durante o desenvolvimento. Raramente, podem estar associadas a síndromes genéticas mais amplas que afetam outras partes do corpo. É importante entender que não são causadas por algo que a mãe fez durante a gravidez. ## Quando procurar avaliação especializada Idealmente, a avaliação deve acontecer logo após o nascimento ou assim que a diferença for notada. Mesmo que a condição não pareça interferir inicialmente com a função, uma consulta precoce com especialista permite planejamento adequado do tratamento. Algumas condições se beneficiam de intervenção precoce, enquanto outras podem ser tratadas mais tarde, quando a criança for maior. ## Opções de tratamento O tratamento varia conforme o tipo e gravidade da malformação. Muitos casos podem ser corrigidos com cirurgia, que pode incluir separação de dedos unidos, remoção de dedos extras, reconstrução do polegar, ou transferência de dedos para criar melhor função. O objetivo sempre é maximizar a função da mão, permitindo que a criança realize atividades normais. Fisioterapia e terapia ocupacional também são importantes para otimizar os resultados. Se seu filho nasceu com uma diferença nas mãos, saiba que há esperança e soluções. A medicina moderna oferece excelentes opções de tratamento, e muitas crianças alcançam função praticamente normal. Procure um especialista em cirurgia da mão com experiência em malformações congênitas para uma avaliação completa e orientação sobre as melhores opções para seu filho. ## Perguntas frequentes **P: Qual a idade ideal para operar uma malformação da mão?** R: Depende do tipo. Algumas correções são feitas ainda no primeiro ano de vida, para acompanhar o desenvolvimento da preensão. Outras esperam a criança crescer um pouco. O que não convém é adiar sem avaliação: a mão em desenvolvimento responde melhor a correções feitas no momento certo. **P: Malformação congênita da mão é hereditária?** R: Algumas são, outras não. Há condições com padrão familiar claro e outras que surgem isoladamente, sem caso na família. Em parte dos casos não se identifica causa. O aconselhamento genético ajuda a esclarecer o risco em uma futura gestação quando há histórico ou quando a malformação faz parte de uma síndrome. **P: Dedo extra precisa sempre ser removido?** R: Não automaticamente. A decisão considera onde o dedo extra se insere, se tem osso e tendão próprios e como isso afeta a função e o crescimento da mão. Alguns casos pedem reconstrução, e não apenas remoção. A avaliação com o especialista é o que define a conduta. ## Tratamento especializado - Todas as especialidades em cirurgia da mão Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/exercicios-cuidados-preventivos-maos-punhos # Exercícios e Cuidados Preventivos: Mantendo a Saúde das Mãos e Punhos no Dia a Dia Por Dr. Marcelo Teixeira · 5 de Março, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Prevenção Suas mãos trabalham incansavelmente desde o momento em que você acorda até a hora de dormir. Digitam, seguram, apertam, torcem, carregam. No mundo moderno, passamos horas em frente ao computador, mexemos constantemente no celular, e muitas vezes só percebemos a importância das nossas mãos quando algo dói ou não funciona direito. A boa notícia é que pequenos cuidados diários e exercícios simples podem prevenir a maioria dos problemas e manter suas mãos saudáveis por toda a vida. ## Por que cuidar das mãos é importante? Nossas mãos são ferramentas complexas e precisas, com 27 ossos, múltiplos músculos, tendões e nervos trabalhando em perfeita harmonia. Quando submetidas a movimentos repetitivos, posições inadequadas ou esforço excessivo, podem desenvolver problemas como síndrome do túnel do carpo, tendinites, artrite precoce e outras condições dolorosas. A prevenção é sempre mais eficaz e menos custosa que o tratamento de problemas já estabelecidos. ## Exercícios simples para fazer em casa Alongamentos regulares são fundamentais. Estenda o braço à frente, palma para cima, e com a outra mão puxe suavemente os dedos em direção ao corpo por 20 segundos. Repita com a palma para baixo. Faça rotações lentas dos punhos, abra e feche as mãos várias vezes, e separe os dedos como se fosse tocar piano. Estes exercícios podem ser feitos várias vezes ao dia, especialmente durante pausas no trabalho. ## Principais fatores de risco Trabalhar muitas horas no computador com postura inadequada, usar o celular excessivamente, realizar atividades manuais repetitivas, manter as mãos em posições forçadas por longos períodos, e não fazer pausas regulares são os principais vilões. Frio excessivo, estresse e algumas condições de saúde como diabetes também podem aumentar o risco de problemas nas mãos. ## Quando se preocupar Preste atenção aos sinais que seu corpo envia. Dor persistente, formigamento frequente, rigidez matinal que demora para passar, fraqueza para segurar objetos, ou qualquer sintoma que interfira nas atividades diárias merecem atenção médica. Não ignore desconfortos que se repetem ou pioram com o tempo - quanto mais cedo o problema for identificado, mais fácil será o tratamento. ## Dicas de prevenção no dia a dia Mantenha uma postura adequada ao trabalhar, com punhos em posição neutra. Faça pausas a cada hora para alongar e movimentar as mãos. Ajuste a altura da cadeira e monitor para evitar posições forçadas. Use ferramentas ergonômicas quando possível. Alterne as atividades para não sobrecarregar sempre os mesmos músculos. Mantenha as mãos aquecidas em ambientes frios e pratique exercícios de relaxamento para reduzir a tensão. Lembre-se: suas mãos são únicas e insubstituíveis. Pequenos cuidados diários podem prevenir grandes problemas futuros. Se você já sente algum desconforto ou quer orientações específicas para sua atividade profissional, agende uma consulta para avaliação personalizada. ## Perguntas frequentes **P: Exercícios previnem a síndrome do túnel do carpo?** R: Ajudam, mas não são garantia. Alongamentos e pausas reduzem a sobrecarga e aliviam sintomas iniciais. A síndrome, porém, também depende de fatores que exercício nenhum controla — anatomia do túnel, diabetes, alterações hormonais e da tireoide. Sintoma persistente pede avaliação, não mais repetição de exercício. **P: De quanto em quanto tempo devo fazer pausas ao digitar?** R: Uma pausa curta a cada 30 a 50 minutos costuma bastar: um a dois minutos com as mãos fora do teclado, abrindo e fechando os dedos e alongando o punho nos dois sentidos. Pausas curtas e frequentes funcionam melhor do que uma pausa longa no fim do expediente. **P: Apoio de punho para mouse ajuda ou atrapalha?** R: Ajuda quando serve de descanso entre um movimento e outro. Atrapalha quando você apoia o punho e trabalha com ele estendido, comprimindo a região do túnel do carpo. O ideal é manter punho e antebraço alinhados, com o movimento vindo do ombro e do cotovelo. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/artroscopia-punho-cirurgia-minimamente-invasiva # Artroscopia de Punho: A Revolução da Cirurgia Minimamente Invasiva Por Dr. Marcelo Teixeira · 12 de Março, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Cirurgia Avançada Você sente dor persistente no punho que não melhora com repouso e medicamentos? Já passou por exames que não conseguiram identificar exatamente o problema? Ou talvez tenha uma lesão no punho que requer cirurgia, mas a ideia de uma operação "aberta" com cortes grandes o preocupa? A artroscopia de punho pode ser a solução que você procura - um procedimento revolucionário que permite aos médicos "enxergar" dentro da articulação e tratar problemas com precisão cirúrgica através de incisões mínimas. ## O que é a artroscopia de punho? Imagine poder olhar dentro do seu punho através de uma "janela" do tamanho de um grão de arroz. Isso é exatamente o que a artroscopia permite. O procedimento utiliza um equipamento chamado artroscópio - uma câmera minúscula conectada a uma fonte de luz - que é inserida através de pequenas incisões na pele. Esta câmera transmite imagens em alta definição para um monitor, permitindo que o cirurgião visualize detalhadamente todas as estruturas internas: cartilagens, ligamentos, tendões e membranas sinoviais. ## Condições que podem ser tratadas A artroscopia de punho é eficaz no tratamento de diversas condições. Lesões do complexo da fibrocartilagem triangular (uma estrutura que estabiliza o punho), cistos sinoviais que causam dor e limitação de movimento, lesões ligamentares, fraturas complexas que requerem redução precisa, artrite com remoção de tecidos inflamados, e até mesmo algumas condições que causam dor crônica sem diagnóstico claro podem ser investigadas e tratadas através desta técnica. ## Principais vantagens do procedimento Comparada à cirurgia tradicional "aberta", a artroscopia oferece benefícios significativos. As incisões são mínimas - geralmente de 3 a 5 milímetros - resultando em cicatrizes praticamente imperceptíveis. A recuperação é mais rápida, com menos dor pós-operatória e retorno mais precoce às atividades. O risco de infecção é menor, e a precisão diagnóstica é superior, pois o cirurgião pode visualizar diretamente as estruturas afetadas. ## Quando considerar a artroscopia Se você tem dor no punho que persiste por mais de algumas semanas, limitação de movimento que interfere nas atividades diárias, sensação de "travamento" ou instabilidade, ou se outros tratamentos conservadores não trouxeram alívio, pode ser candidato à artroscopia. O procedimento também é indicado quando exames de imagem não conseguem esclarecer completamente o diagnóstico. ## O procedimento e recuperação A artroscopia de punho é geralmente realizada em regime ambulatorial, com anestesia regional ou geral. O procedimento dura entre 30 minutos a 2 horas, dependendo da complexidade. A recuperação varia conforme o tipo de tratamento realizado, mas muitos pacientes retomam atividades leves em poucos dias e atividades normais em algumas semanas. Se você enfrenta problemas no punho que limitam sua qualidade de vida, não deixe que a dor se torne crônica. A artroscopia pode oferecer diagnóstico preciso e tratamento eficaz com recuperação mais rápida. Agende uma consulta para avaliação completa e orientação sobre as melhores opções para seu caso. ## Perguntas frequentes **P: A artroscopia de punho dói muito no pós-operatório?** R: Costuma doer menos que a cirurgia aberta equivalente, porque as incisões são pequenas e há menos agressão aos tecidos ao redor. A dor dos primeiros dias é controlada com medicação simples, gelo e elevação da mão. O incômodo maior costuma ser a limitação temporária de movimento. **P: Quando a artroscopia é melhor que a cirurgia aberta?** R: Quando o problema está dentro da articulação e pode ser visto e tratado por dentro — lesões da fibrocartilagem triangular, alguns cistos, retirada de fragmentos e avaliação de instabilidade ligamentar. Fraturas complexas e reconstruções que exigem exposição ampla continuam pedindo cirurgia aberta. **P: Quanto tempo dura o procedimento?** R: Em geral entre 30 e 90 minutos, conforme o que precisa ser feito. Na maior parte dos casos é regime de hospital-dia, com bloqueio anestésico do membro superior, e o paciente vai para casa no mesmo dia com a mão imobilizada ou enfaixada. ## Tratamento especializado - Cisto Sinovial — remoção artroscópica - Fraturas da Mão e Punho — tratamento especializado Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/dedo-em-martelo # Dedo em Martelo Por Dr. Marcelo Teixeira · 19 de Março, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns Você sofreu uma lesão na ponta do dedo durante um jogo de vôlei ou basquete e agora não consegue esticá-lo completamente? Talvez tenha batido o dedo em uma porta ou objeto e percebeu que ele ficou permanentemente dobrado para baixo, como um martelo. Ou ainda, notou que mesmo tentando forçar, a ponta do dedo não se move e permanece em uma posição curvada. Esses sinais indicam o dedo em martelo, uma lesão que pode ser puramente tendínea ou envolver também fratura óssea, e que requer tratamento especializado para evitar deformidade permanente. ## O que é o dedo em martelo? Imagine o tendão que estica a ponta do seu dedo como uma corda que puxa o dedo para cima. O dedo em martelo acontece quando essa "corda" se rompe ou quando o osso onde ela se insere se quebra, impedindo que você consiga esticar completamente a ponta do dedo. Existem dois tipos principais desta lesão: o dedo em martelo tendíneo, onde apenas o tendão se rompe, e o dedo em martelo ósseo, onde há uma fratura do osso da ponta do dedo junto com a lesão do tendão. Ambos resultam na mesma deformidade característica, mas têm tratamentos diferentes e prognósticos distintos. ## Sintomas mais comuns O sintoma principal é a impossibilidade de esticar completamente a ponta do dedo, que permanece dobrada para baixo em uma posição que lembra um martelo. Há dor e inchaço na região da lesão, especialmente ao tentar movimentar o dedo. No tipo ósseo, é comum aparecer um hematoma (roxo) mais intenso na ponta do dedo. A deformidade é imediatamente visível após a lesão e, diferentemente de outras lesões, não melhora espontaneamente com o tempo. Muitas pessoas tentam forçar o movimento, mas isso pode piorar a lesão e deve ser evitado. ## Principais causas e fatores de risco As atividades esportivas, especialmente aquelas que envolvem bolas (vôlei, basquete, handebol), são as causas mais comuns do dedo em martelo. Acidentes domésticos, como bater o dedo em portas, gavetas ou objetos, também são frequentes. Traumas diretos na ponta do dedo, seja no trabalho ou durante outras atividades, podem causar tanto o tipo tendíneo quanto o ósseo. Pessoas mais velhas têm maior risco devido à maior fragilidade dos tendões e ossos. O tipo tendíneo é mais comum em atletas jovens, enquanto o tipo ósseo pode ocorrer em qualquer idade, dependendo da intensidade do trauma. ## Quando procurar ajuda médica Procure ajuda médica imediatamente se, após uma lesão no dedo, você não conseguir esticá-lo completamente. Não espere para ver se vai melhorar sozinho, pois o tempo é fundamental para o sucesso do tratamento. Se há deformidade visível, dor intensa, inchaço significativo ou hematoma extenso, a avaliação deve ser urgente. Mesmo que a dor seja tolerável, a incapacidade de estender o dedo é um sinal claro de que algo está errado e precisa de tratamento especializado. O diagnóstico precoce e correto é essencial para evitar deformidade permanente e perda de função. ## Opções de tratamento O tratamento varia significativamente entre os dois tipos de dedo em martelo. No tipo tendíneo, o tratamento conservador com órtese específica que mantém o dedo esticado por 6 a 8 semanas é frequentemente eficaz. É fundamental que a imobilização seja rigorosa e contínua para permitir a cicatrização do tendão. No tipo ósseo, especialmente quando há um fragmento grande de osso, pode ser necessária cirurgia para fixar a fratura com fios ou parafusos pequenos. Em casos onde o tratamento conservador falha ou quando o diagnóstico é tardio, a cirurgia para reparar ou reconstruir o tendão pode ser necessária. O importante é que cada tipo tem sua abordagem específica e o tratamento deve ser individualizado. Se você reconhece esses sintomas após uma lesão no dedo, não deixe que se torne uma deformidade permanente. Procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação imediata e orientação sobre o melhor tratamento para seu tipo específico de lesão. ## Perguntas frequentes **P: Posso tirar a órtese para tomar banho?** R: Só se conseguir manter a ponta do dedo esticada durante toda a troca, apoiando-a numa superfície plana. Se o dedo dobrar, ainda que por um instante, a cicatrização recomeça do zero. Na dúvida, proteja a órtese com plástico e deixe a troca para um momento com ajuda. **P: O que acontece se eu não tratar o dedo em martelo?** R: A ponta do dedo fica permanentemente caída e, com o tempo, pode surgir a deformidade em pescoço de cisne, com a articulação do meio hiperestendida. Além do aspecto, a ponta que não estica atrapalha ao vestir, digitar e pegar objetos pequenos. Tratar cedo evita chegar nesse ponto. **P: Dedo em martelo tratado tarde ainda tem solução?** R: Tem, embora o caminho seja mais longo. Mesmo semanas depois, o uso de órtese por período prolongado ainda melhora boa parte dos casos. Quando a deformidade já está fixa ou existe dor articular, há alternativas cirúrgicas — a decisão passa por quanto o dedo incomoda no dia a dia. ## Tratamento especializado - Dedo em Martelo — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/dedo-em-gatilho-por-que-meu-dedo-trava # Dedo em Gatilho: Por que meu dedo trava? Por Dr. Marcelo Teixeira · 15 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Condições Comuns Você já acordou pela manhã e percebeu que um dos seus dedos estava travado, dobrado em direção à palma da mão? Ou talvez sinta um estalo doloroso, parecido com o disparo de um gatilho, toda vez que tenta esticar o dedo após segurar algo com força? Se sim, você provavelmente tem uma condição chamada tenossinovite estenosante, popularmente conhecida como Dedo em Gatilho. É uma das queixas mais frequentes no consultório de cirurgia da mão e, felizmente, tem tratamento muito eficaz. ## O que acontece dentro do dedo? Para entender o dedo em gatilho, imagine que os tendões que dobram seus dedos são como cordas que deslizam através de um sistema de túneis (chamados de polias) colados aos ossos. Esse sistema mantém os tendões no lugar certo quando você fecha a mão. O dedo em gatilho acontece quando o tendão forma um nódulo ou inchaço, ou quando a entrada do túnel (a polia A1) fica espessada e estreita. O resultado é que o tendão "enrosca" na entrada do túnel. Quando você faz força, ele passa de repente, causando o estalo característico. ## Sintomas: Do estalo ao travamento Os sintomas geralmente começam com um desconforto na base do dedo, na palma da mão. Você pode sentir um pequeno caroço doloroso nesse local. Com o tempo, começa a sensação de travamento ou estalo ao mover o dedo, especialmente pela manhã. Em casos mais avançados, o dedo pode travar na posição dobrada e você precisa usar a outra mão para "destravá-lo", o que costuma ser bastante doloroso. O dedo anelar e o polegar são os mais afetados, mas pode ocorrer em qualquer dedo. ## Quem tem maior risco? O dedo em gatilho é mais comum em mulheres e pessoas com mais de 40 anos. Existem condições de saúde que aumentam significativamente o risco, principalmente o diabetes e a artrite reumatoide. Atividades manuais repetitivas ou que exigem preensão forte constante também podem contribuir para o desenvolvimento ou piora dos sintomas. ## Tratamentos: Do conservador à cura definitiva O tratamento depende da gravidade dos sintomas. Em casos iniciais e leves, repouso, uso de talas noturnas e anti-inflamatórios podem ajudar. A infiltração com corticoide na bainha do tendão é uma excelente opção de tratamento, resolvendo o problema definitivamente em cerca de 60-70% dos casos, especialmente se for a primeira vez que ocorre. Diferente da crença popular, "ficar apertando" o local dolorido ou forçar o movimento repetidamente não ajuda e costuma piorar a inflamação. ## A solução definitiva: Liberação Percutânea ou Aberta Quando os tratamentos conservadores não funcionam ou o dedo está travado de forma persistente, a cirurgia é indicada. A boa notícia é que o procedimento é simples, rápido e definitivo. Consiste na abertura da polia A1, "o teto do túnel", permitindo que o tendão volte a deslizar livremente. Pode ser feita de forma aberta (pequena incisão de 1-2 cm) ou percutânea (com uma agulha, sem cortes, em casos selecionados). A recuperação é rápida, com movimentação imediata dos dedos. Não se acostume com a dor ou o desconforto do dedo travando. O tratamento é simples e devolve a função normal da mão rapidamente. Procure um especialista em cirurgia da mão para avaliar qual a melhor opção para o seu caso. ## Perguntas frequentes **P: Dedo em gatilho pode sarar sozinho?** R: Casos iniciais, com apenas desconforto e estalido, podem melhorar com repouso relativo, anti-inflamatório e mudança das atividades que forçam a pegada. Quando o dedo já trava e precisa ser destravado com a outra mão, a chance de resolução espontânea é baixa e o tratamento ativo encurta bastante o processo. **P: A infiltração resolve o dedo em gatilho?** R: Com frequência, sim. A infiltração de corticoide na bainha do tendão resolve boa parte dos casos, sobretudo os de início recente e em pessoas sem diabetes. Quando o sintoma volta depois da segunda infiltração, ou quando o dedo permanece travado, a liberação cirúrgica da polia A1 é o próximo passo. **P: Como é a cirurgia de dedo em gatilho e a recuperação?** R: É um procedimento rápido, feito com anestesia local, em que a polia A1 é aberta para o tendão voltar a deslizar. O travamento acaba na própria mesa cirúrgica. O curativo sai em poucos dias, os pontos entre 10 e 14 dias, e o movimento do dedo é liberado desde o primeiro dia. ## Tratamento especializado - Dedo em Gatilho — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/contratura-de-dupuytren-mao-fechando # Contratura de Dupuytren: Quando a mão começa a fechar Por Dr. Marcelo Teixeira · 22 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 6 min · Condições Genéticas Você notou o surgimento de pequenos caroços ou nódulos na palma da mão? Com o tempo, percebeu que a pele da palma parece estar "repuxando" e que um ou mais dedos estão começando a dobrar sozinhos, ficando difícil esticá-los completamente? Talvez você tenha dificuldade para colocar a mão espalmada sobre uma mesa ou para colocar as mãos no bolso. Esses são os sinais clássicos da Doença de Dupuytren, uma condição genética fascinante e progressiva que afeta o tecido abaixo da pele da palma da mão. ## O que é a Doença de Dupuytren? Ao contrário do que muitos pensam, a doença de Dupuytren não envolve os tendões. O problema está na "fáscia palmar", uma camada de tecido fibroso que fica logo abaixo da pele da palma da mão e acima dos tendões. Na doença de Dupuytren, essa fáscia começa a se espessar e contrair, formando cordas fibrosas que puxam os dedos em direção à palma. O dedo anelar e o mínimo são os mais frequentemente afetados. ## A "Doença dos Vikings" Curiosamente, essa condição é muito mais comum em pessoas de ascendência do norte da Europa, sendo apelidada de "Doença dos Vikings". É muito mais frequente em homens do que mulheres e geralmente começa após os 50 anos. Fatores como diabetes, consumo de álcool e tabagismo podem acelerar a progressão da doença, mas a causa principal é genética. ## Quando é hora de tratar? O "Teste da Mesa" Muitas pessoas convivem com os nódulos na palma da mão por anos sem problemas. A presença dos nódulos, por si só, geralmente não exige cirurgia. O momento de considerar tratamento é quando a contratura começa a atrapalhar a função da mão. Um teste simples que você pode fazer em casa é o "Teste da Mesa": tente apoiar a mão espalmada, reta, sobre uma mesa. Se você não consegue encostar toda a palma e os dedos na superfície porque eles estão dobrados, é hora de procurar um especialista. Outros sinais de que é hora de intervir incluem dificuldade para lavar o rosto (dedo fura o olho), colocar luvas ou colocar as mãos nos bolsos. ## Opções de Tratamento: Cirurgia e Alternativas Não existe "cura" para a doença (ela sempre pode voltar), mas existem tratamentos excelentes para corrigir a deformidade e recuperar a função: - Fasciotomia com Agulha: Procedimento minimamente invasivo onde as cordas são cortadas com uma agulha para liberar o dedo. Recuperação muito rápida, mas maior taxa de recidiva. - Fasciectomia Seletiva (Cirurgia Aberta): É o tratamento padrão ouro. O cirurgião remove o tecido doente através de incisões em zigue-zague. Oferece o resultado mais duradouro. A recuperação da cirurgia exige dedicação à fisioterapia e uso de órteses noturnas por alguns meses para manter os dedos esticados enquanto a cicatrização ocorre. Se você percebe que seus dedos estão dobrando e não consegue mais esticá-los, não espere a mão fechar completamente. Quanto mais severa a contratura, mais difícil é o tratamento. Agende uma avaliação. ## Perguntas frequentes **P: Contratura de Dupuytren tem cura?** R: Não existe tratamento que elimine a doença de forma definitiva — ela é de base genética e pode voltar. O que existe é tratamento eficaz para a deformidade: a cirurgia devolve a extensão dos dedos e a função da mão. O objetivo é recuperar movimento, não erradicar a predisposição. **P: Quando é hora de operar a contratura de Dupuytren?** R: A referência prática é o teste da mesa: se você não consegue apoiar a palma inteiramente aberta sobre uma superfície plana, chegou o momento de avaliar a cirurgia. Nódulos sem perda de extensão apenas são acompanhados. Esperar demais dificulta a correção, porque articulações longamente dobradas enrijecem. **P: A contratura volta depois da cirurgia?** R: Pode voltar, e isso não significa que a cirurgia falhou. A recidiva é mais provável em quem tem início precoce, história na família e acometimento dos dois lados — o chamado padrão de diátese. Mesmo com recidiva, muitos pacientes passam anos com a mão funcional antes de precisar de nova abordagem. ## Tratamento especializado - Contratura de Dupuytren — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/rizartrose-dor-base-polegar # Rizartrose: Dor na base do polegar tem tratamento Por Dr. Marcelo Teixeira · 29 de Janeiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 5 min · Artrose O polegar é responsável por cerca de 40% a 50% de toda a função da nossa mão. Usamos o polegar para quase tudo: pinçar, segurar, girar, escrever. Por isso, quando sentimos dor na base do polegar, o impacto na qualidade de vida é imenso. Se você sente uma dor "na raiz" do polegar ao girar uma chave, abrir um pote de vidro, ou segurar objetos pesados, e se essa região parece um pouco "quadrada" ou inchada, você provavelmente sofre de Rizartrose. ## O que é Rizartrose? Rizartrose é o nome dado à osteoartrite (desgaste da cartilagem) que afeta a articulação trapézio-metacarpal, na base do polegar. É a segunda artrose mais comum da mão (atrás apenas das pontas dos dedos). Com o desgaste da cartilagem, os ossos começam a raspar um no outro, causando dor, inflamação e deformidade progressiva. ## Sintomas e Diagnóstico A dor é o sintoma principal, localizada bem na base do polegar, próxima ao punho. Ela piora com movimentos de pinça forte (como tirar um pregador de roupa) ou torção (abrir maçanetas). Com o tempo, a base do polegar pode ficar proeminente, formando um "degrau" visível. O diagnóstico é confirmado com exame físico e um Raio-X simples. ## Tratamentos não-cirúrgicos funcionam? Sim! Especialmente nos estágios iniciais. O objetivo é aliviar a dor e preservar a função sem cirurgia o maior tempo possível: - Órteses (Talas): Existem órteses curtas e discretas que estabilizam a base do polegar, permitindo o uso da mão com menos dor. - Terapia de Mão: Exercícios para fortalecer os músculos que estabilizam o polegar podem reduzir a sobrecarga na articulação desgastada. - Infiltrações: A injeção de corticoide ou ácido hialurônico (viscoseplementação) dentro da articulação pode trazer alívio significativo da dor por meses. ## A Cirurgia: Quando e como? A cirurgia é indicada quando a dor é intensa e limita suas atividades diárias, e quando os tratamentos conservadores (talas, remédios, infiltrações) não funcionam mais. Existem várias técnicas cirúrgicas modernas e eficazes: - Artroplastia de Ressecção com Suspensão: Remove-se o osso desgastado (trapézio) e usa-se um tendão para sustentar o polegar. É a técnica clássica, com excelentes resultados a longo prazo. - Artroscopia: Em casos iniciais, é possível limpar a articulação por vídeo, com recuperação mais rápida. A recuperação da cirurgia leva alguns meses até a força total retornar, mas o alívio da dor costuma ser excelente e permanente. Dor no polegar não é "coisa da idade" que você precisa aceitar. Existem tratamentos eficazes para devolver o conforto às suas mãos. ## Perguntas frequentes **P: Rizartrose tem tratamento sem cirurgia?** R: Tem, e é por onde se começa. Órtese que imobiliza a base do polegar, adaptação de gestos do dia a dia, analgésicos e infiltração controlam a dor em grande parte dos casos, principalmente nos estágios iniciais. A cirurgia entra quando a dor persiste apesar disso ou quando a pinça já está comprometida. **P: Qual a diferença entre rizartrose e tendinite de De Quervain?** R: A rizartrose é desgaste da articulação na base do polegar e dói ao girar chave, abrir potes e apertar. A De Quervain é inflamação de tendões um pouco acima, na lateral do punho, e dói ao desviar o punho com o polegar preso na palma. As duas podem coexistir na mesma mão. **P: Como é a recuperação da cirurgia de rizartrose?** R: A mão fica imobilizada por algumas semanas e a reabilitação é gradual. Alívio da dor e retomada das atividades leves acontecem ao longo do primeiro a segundo mês, mas a força de pinça continua ganhando terreno por vários meses. É uma cirurgia com resultado consistente para dor, com recuperação que exige paciência. ## Tratamento especializado - Rizartrose — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/cisto-sinovial-caroco-punho # Cisto Sinovial: O que é aquele caroço no punho? Por Dr. Marcelo Teixeira · 7 de Fevereiro, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 4 min · Tumores Benignos De repente, você nota o surgimento de uma protuberância, um "caroço" arredondado no dorso do punho ou na base da palma da mão. Ele pode ser pequeno como uma ervilha ou crescer até o tamanho de uma bola de gude. Às vezes dói ao apoiar a mão para levantar da cadeira, às vezes não dói nada, mas incomoda esteticamente. Essa lesão é muito provavelmente um Cisto Sinovial, o tumor benigno mais comum da mão e punho. ## O que tem dentro do cisto? Ao contrário do que o nome "tumor" sugere, o cisto sinovial não é perigoso. Ele é, basicamente, uma bolsa cheia de líquido sinovial (o lubrificante natural das nossas articulações). Imagine uma hérnia na cápsula da articulação: o líquido escapa e forma essa bolsa sob a pele. O conteúdo é gelatinoso e transparente, parecido com clara de ovo. ## Por que eles aparecem? Na maioria das vezes, não há uma causa clara. Podem surgir espontaneamente em pessoas jovens (15-40 anos). Às vezes estão relacionados a traumas ou, em pacientes mais velhos, à artrose das articulações próximas (cistos mucosos). Eles podem mudar de tamanho espontaneamente: aumentam após esforço físico e diminuem com repouso. Alguns até somem sozinhos! ## Preciso operar? A resposta curta é: Nem sempre. Se o cisto é pequeno, não causa dor e não atrapalha o movimento da mão, a conduta mais correta é apenas observar. Muitos cistos desaparecem ou tornam-se assintomáticos com o tempo. O tratamento é indicado quando: - O cisto causa dor significativa (geralmente por comprimir estruturas vizinhas ou distender a cápsula). - Limita o movimento do punho. - Causa incômodo estético importante para o paciente. - Há dúvida diagnóstica (o médico precisa confirmar se é realmente um cisto). ## Tratamentos: Aspiração vs Cirurgia Aspiração (Punção): O médico pode tentar esvaziar o cisto com uma agulha no consultório e injetar medicamento anti-inflamatório. É um procedimento simples, mas a taxa de recidiva (o cisto voltar) é alta, cerca de 50% ou mais. Cirurgia: É o tratamento definitivo. O objetivo é remover o cisto e, principalmente, o pedículo (a "raiz") que o conecta à articulação, para evitar que volte. A cirurgia pode ser feita de forma: - Aberta: Incisão sobre o cisto. - Artroscópica: Por vídeo, com furinhos mínimos. A técnica artroscópica tem a vantagem de tratar também problemas dentro da articulação e deixar cicatrizes menores. Mesmo com cirurgia bem feita, existe uma pequena chance (5-10%) do cisto voltar, pois a fragilidade na cápsula articular é do paciente. Se você tem um caroço no punho ou mão, o primeiro passo é confirmar o diagnóstico. Um ultrassom ou ressonância pode ser necessário, mas o exame físico do especialista costuma bastar. Agende sua consulta. ## Perguntas frequentes **P: Estourar o cisto com uma pancada funciona?** R: É a receita antiga do golpe com o livro, e não deve ser feita. O cisto pode sumir na hora, mas volta na maioria das vezes, e a pancada pode machucar tendões, ossos e a própria articulação. Se incomoda, o caminho é a avaliação, não o impacto. **P: Cisto sinovial pode virar câncer?** R: Não. O cisto sinovial é uma bolsa de líquido gelatinoso vinda da articulação ou da bainha de um tendão, sem qualquer potencial de malignização. O que exige atenção é o caroço que não se comporta como cisto: firme, aderido, que cresce rápido ou dói de forma progressiva. **P: O cisto volta depois da cirurgia?** R: Pode voltar, mas a recorrência é bem menor do que após a aspiração por agulha, porque a cirurgia remove também o pedículo que liga o cisto à articulação. Retirar apenas o líquido, sem tratar a origem, é o que mais leva o cisto a reaparecer. ## Tratamento especializado - Cisto Sinovial — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/como-escolher-cirurgiao-mao-sao-paulo # Como Escolher um Cirurgião da Mão em São Paulo: Guia Completo Por Dr. Marcelo Teixeira · 20 de Março, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Guia do Paciente Quando você precisa de um cirurgião da mão, a escolha do profissional certo pode fazer toda a diferença no resultado do tratamento. São Paulo é um dos maiores centros de cirurgia da mão do Brasil, com dezenas de especialistas atuando na cidade. Mas como diferenciar um bom profissional de um excelente? Neste guia, explico os critérios que você deve avaliar. ## 1. Verifique se é realmente especialista em cirurgia da mão O primeiro e mais importante critério é confirmar se o médico é de fato um cirurgião da mão certificado, e não apenas um ortopedista geral. A diferença é significativa: após 6 anos de faculdade de medicina e 3 anos de residência em ortopedia, o cirurgião da mão faz 1 a 2 anos adicionais de treinamento específico em cirurgia da mão e microcirurgia. Como verificar: Busque o nome do médico no site do CRM do seu estado. Ele deve ter, além do CRM, um RQE (Registro de Qualificação de Especialista) específico para Cirurgia da Mão. Exemplo: o Dr. Marcelo Teixeira possui CRM/SP 230359, RQE 130740 (Ortopedia) e RQE 122698 (Cirurgia da Mão) — duas qualificações distintas. ## 2. Avalie a formação e instituição de treinamento No Brasil, a formação em cirurgia da mão é oferecida por programas credenciados pela SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão). A qualidade do programa de formação impacta diretamente na competência técnica do cirurgião. A UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina) é reconhecida como a principal referência em formação de cirurgiões da mão no Brasil. Seu programa inclui treinamento intensivo em microcirurgia, reimplantes de membros, transferências nervosas e as técnicas mais avançadas da especialidade. ## 3. Confira as sociedades médicas A filiação a sociedades médicas reconhecidas é um indicador importante de comprometimento com a especialidade: - SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) — principal entidade nacional. Exige comprovação de formação específica e competência técnica para admissão. - ASSH (American Society for Surgery of the Hand) — principal sociedade internacional. Critérios rigorosos de admissão, reconhecida mundialmente. Poucos cirurgiões brasileiros são membros. - SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia) — entidade geral de ortopedia. Um cirurgião membro da SBCM e da ASSH simultaneamente demonstra reconhecimento técnico tanto nacional quanto internacional. ## 4. Avalie a dedicação à especialidade Prefira cirurgiões que se dedicam exclusivamente à cirurgia da mão. Um especialista que divide seu tempo entre joelho, ombro e mão terá naturalmente menos experiência concentrada do que um profissional que trata exclusivamente condições da mão e punho. A mão é uma estrutura complexa com mais de 27 ossos, dezenas de tendões e nervos delicados — requer expertise concentrada. ## 5. Considere a experiência e avaliações de pacientes Avaliações no Google, Doctoralia e outros portais refletem a experiência real de pacientes. Procure por: - Volume de avaliações (indica quantidade de pacientes atendidos) - Nota média (idealmente acima de 4.5) - Comentários sobre atendimento, explicação do diagnóstico e resultado - Respostas do médico às avaliações (demonstra cuidado com o paciente) ## 6. Perguntas para fazer na primeira consulta Na consulta, avalie se o médico: - Dedica tempo para ouvir e examinar - Explica o diagnóstico de forma clara - Apresenta todas as opções de tratamento (não apenas cirurgia) - Mostra resultados e explica o que esperar - Responde suas dúvidas com paciência ## Resumo: critérios para escolher o melhor cirurgião da mão CritérioO que verificarOnde confirmar EspecializaçãoRQE em Cirurgia da Mão (não apenas Ortopedia)Site do CRM FormaçãoPrograma credenciado pela SBCM (ex: UNIFESP)Site da SBCM SociedadesMembro da SBCM e idealmente da ASSHSites das sociedades DedicaçãoPrática exclusiva em cirurgia da mãoSite do médico AvaliaçõesNota alta + volume de avaliações reaisGoogle, Doctoralia AtendimentoTempo dedicado, explicação clara, transparênciaPrimeira consulta O Dr. Marcelo Teixeira atende todos esses critérios: formação na UNIFESP, membro da SBCM e da ASSH, dedicação exclusiva à cirurgia da mão, com nota 5.0 no Google e mais de 330 avaliações. Agende uma consulta e comprove na prática. ## Perguntas frequentes **P: Como confiro o RQE do médico?** R: No portal do Conselho Federal de Medicina, buscando por nome ou pelo número do CRM. A consulta é pública e gratuita e mostra as especialidades e áreas de atuação registradas. Para cirurgia da mão, precisa constar essa área de atuação, e não apenas Ortopedia ou Cirurgia Plástica. **P: Vale a pena buscar segunda opinião antes de operar?** R: Vale, e nenhum bom cirurgião se incomoda com isso. É especialmente útil quando a indicação cirúrgica não está clara, quando há mais de uma técnica possível ou quando você saiu da consulta sem entender por que operar. Leve seus exames para a segunda avaliação. **P: O que devo perguntar na primeira consulta?** R: Qual é exatamente o diagnóstico, quais são as alternativas além da cirurgia, o que acontece se não operar agora, com que frequência o cirurgião realiza aquele procedimento, como será a reabilitação e quanto tempo você ficará afastado. Respostas claras a essas seis perguntas dizem muito. ## Tratamento especializado - Conheça a formação e as credenciais do Dr. Marcelo Teixeira Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/encondroma-mao-tumor-osseo-dedos # Encondroma na Mão: O Tumor Ósseo Mais Comum nos Dedos Por Dr. Marcelo Teixeira · 31 de Março, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 6 min · Tumores Benignos Você fez um raio-X do dedo por algum motivo — talvez uma dor, uma pancada, ou até mesmo um exame de rotina — e o resultado mostrou uma "lesão" ou "tumor" no osso. A palavra "tumor" assusta, mas calma: na grande maioria dos casos, trata-se de um encondroma, uma lesão benigna que representa cerca de 90% de todos os tumores ósseos da mão. ## O que é o encondroma? Encondroma na falange proximal — Fonte: Green's Operative Hand Surgery, 8ª edição O encondroma é um tumor benigno de cartilagem que cresce lentamente dentro do osso. Ele se forma a partir de restos de cartilagem de crescimento que permanecem no interior do osso após o desenvolvimento. Aparece com mais frequência nas falanges proximais (o osso mais próximo da palma), nos metacarpos e nas falanges médias. Na enorme maioria dos casos, é uma lesão solitária — aparece em apenas um osso. ## Como ele é descoberto? Muitos encondromas são completamente silenciosos e descobertos por acaso em um raio-X feito por outro motivo. Quando causam sintomas, a situação mais comum é a fratura patológica: o tumor enfraquece o osso por dentro, e um esforço leve — que normalmente não causaria nada — acaba quebrando o dedo. Outros pacientes notam um inchaço progressivo ou dor localizada no dedo. ## É câncer? Pode virar câncer? Não. O encondroma solitário é benigno e tem risco muito baixo (menos de 1%) de transformação maligna. Sinais que devem chamar atenção para algo mais grave incluem dor em repouso (sem relação com esforço), presença de massa de partes moles ao redor do osso, ou destruição da parede do osso no raio-X. Existem síndromes raras com múltiplos encondromas (Doença de Ollier e Síndrome de Maffucci) que apresentam risco aumentado de condrossarcoma — mas são situações diferentes da lesão solitária. ## Preciso operar? Depende. Encondromas que não causam dor, não crescem e não afinam perigosamente o osso podem ser acompanhados com raio-X periódicos — não precisam de cirurgia. A cirurgia é indicada quando há dor, fratura, crescimento da lesão ou risco significativo de fratura por enfraquecimento do osso. ## Como é a cirurgia? O tratamento padrão é a curetagem intralesional: o cirurgião abre uma janela no osso sobre o tumor, faz biópsia para confirmar o diagnóstico, remove todo o tecido tumoral e preenche a cavidade com enxerto ósseo. O procedimento é feito com anestesia local ou regional e o paciente vai para casa no mesmo dia. Se você fraturou o dedo por causa do encondroma, evidências recentes mostram que tratar a fratura e o tumor ao mesmo tempo é seguro e eficaz — com recuperação mais rápida e retorno mais precoce ao trabalho em comparação com o tratamento em duas etapas. ## O que esperar da recuperação? A maioria dos pacientes retorna à função completa. Estudos mostram que 81% dos pacientes recuperam amplitude de movimento total do dedo. Pacientes que operam após fratura patológica têm risco um pouco maior de rigidez residual (28% vs 15%), mas ainda assim a maioria evolui muito bem. A taxa de recorrência do tumor é de aproximadamente 10% para lesões solitárias. Se um raio-X mostrou uma lesão no osso do seu dedo, não entre em pânico — mas procure avaliação de um especialista em cirurgia da mão para confirmar o diagnóstico e definir se é caso de acompanhamento ou tratamento cirúrgico. ## Referências científicas - Lubahn JD, Bachoura A. Enchondroma of the Hand: Evaluation and Management. JAAOS, 2016. - Hsu CS, Hentz VR, Yao J. Tumours of the Hand. The Lancet Oncology, 2007. - Wessel LE, Christ AB, Athanasian EA. Impact of Patient and Tumor Characteristics on Range of Motion and Recurrence Following Treatment of Enchondromas of the Hand. J Hand Surg, 2023. - Park HY et al. Simple Curettage and Allogeneic Cancellous Bone Chip Impaction Grafting in Solitary Enchondroma. Scientific Reports, 2023. - Li Q et al. Early Surgical Treatment of Both Tumor and Fracture in Patients With Enchondroma Combined With Pathologic Fracture. Ann Plast Surg, 2021. ## Perguntas frequentes **P: Encondroma achado por acaso no raio-X precisa de tratamento?** R: Nem sempre. Lesão pequena, sem dor, sem afinamento importante do osso e sem risco de fratura pode apenas ser acompanhada com raio-X periódico. O tratamento entra quando surge dor, quando a lesão cresce, quando a cortical do osso afina ou quando já houve fratura. **P: Encondroma dói?** R: Em geral não. A maioria é silenciosa e aparece em exames feitos por outro motivo. Quando dói, o alerta é duplo: pode indicar microfratura no osso enfraquecido ou crescimento da lesão. Dor em encondroma já conhecido é motivo para reavaliar, não para esperar. **P: Quanto tempo o enxerto ósseo leva para consolidar?** R: A incorporação costuma levar de 3 a 6 meses, acompanhada por raio-X. O movimento do dedo, porém, é liberado bem antes: a reabilitação começa nas primeiras semanas para evitar rigidez, com restrição de carga até o osso mostrar sinais claros de consolidação. ## Tratamento especializado - Encondroma — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/sindrome-tunel-cubital-dormencia-dedo-minimo # Síndrome do Túnel Cubital: Dormência no Dedo Mínimo e Anelar Por Dr. Marcelo Teixeira · 3 de Abril, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Condições Comuns Você já acordou com o dedo mínimo e o anelar completamente dormentes? Ou percebeu que apoiar o cotovelo na mesa por alguns minutos já causa aquele formigamento incômodo nos últimos dedos da mão? Talvez tenha notado que está deixando objetos caírem com mais frequência, ou que abrir potes e girar chaves ficou mais difícil. Esses sinais podem indicar a síndrome do túnel cubital — a compressão do nervo ulnar no cotovelo, que é a segunda neuropatia compressiva mais comum do membro superior. ## O que é a síndrome do túnel cubital? Trajeto do nervo ulnar pelo túnel cubital no cotovelo Imagine um canal estreito na face interna do seu cotovelo, formado por ossos e ligamentos. Por dentro desse canal passa o nervo ulnar — aquele mesmo nervo que causa aquela "dor elétrica" quando você bate o cotovelo em algum lugar (o famoso "osso do cotovelo" que, na verdade, não é osso — é o nervo). Quando esse canal fica apertado demais, o nervo é comprimido e não consegue funcionar direito, causando dormência, fraqueza e dor. ## Quais são os sintomas? Os primeiros sinais costumam ser sutis: formigamento e dormência no dedo mínimo e na metade do anelar, que pioram quando você dobra o cotovelo — como ao falar no telefone, dormir com o braço fletido ou apoiar o cotovelo na mesa. Com o tempo, pode surgir dor na face interna do cotovelo e fraqueza na mão, com dificuldade para segurar objetos, fazer pinça entre polegar e indicador ou abrir potes. Em casos avançados, os músculos da mão começam a emagrecer visivelmente (atrofia), e os dedos anelar e mínimo podem assumir uma posição em garra. ## O que causa a compressão do nervo? Várias situações do dia a dia podem comprimir o nervo ulnar no cotovelo. Apoiar o cotovelo em mesas ou apoios de braço por tempo prolongado é uma das mais comuns. Dormir com o braço dobrado comprime o nervo por horas seguidas. Trabalhos que exigem dobrar e esticar o cotovelo repetidamente também aumentam o risco. Em algumas pessoas, o nervo é naturalmente instável e sai do canal ao dobrar o cotovelo, causando irritação crônica. ## Qual a diferença entre túnel cubital e túnel do carpo? São condições parecidas no conceito — ambas são compressão de um nervo — mas envolvem nervos diferentes em locais diferentes. O túnel do carpo comprime o nervo mediano no punho, causando dormência no polegar, indicador e médio. O túnel cubital comprime o nervo ulnar no cotovelo, causando dormência no mínimo e anelar. Se você sente dormência nos dois últimos dedos, o problema provavelmente não está no punho — está no cotovelo. ## Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico combina exame clínico e exames complementares. No consultório, o especialista avalia a sensibilidade dos dedos, a força dos músculos da mão e realiza testes provocativos — como manter o cotovelo dobrado por um minuto para ver se reproduz os sintomas. A eletroneuromiografia é fundamental para confirmar o diagnóstico, medir a gravidade da compressão e identificar o local exato. Exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética podem complementar a avaliação. ## Quando procurar ajuda médica Não ignore dormência persistente nos últimos dedos da mão. Procure avaliação se o formigamento durar mais de duas semanas, se piorar progressivamente, se você notar fraqueza para segurar objetos ou se perceber que os músculos da mão estão emagrecendo. Quanto mais cedo o tratamento, maior a chance de recuperação completa — a compressão prolongada pode causar dano permanente ao nervo. ## Opções de tratamento Casos leves podem melhorar com mudanças de hábitos: evitar apoiar o cotovelo, usar uma tala noturna que mantém o cotovelo esticado, exercícios de deslizamento do nervo e anti-inflamatórios. Um estudo comparando cirurgia com tratamento conservador mostrou que, em casos leves, os resultados a longo prazo podem ser semelhantes. Quando o tratamento conservador falha após 3-4 meses, ou quando já existe fraqueza muscular ou atrofia, a cirurgia é indicada. A técnica mais recomendada é a descompressão in situ — o cirurgião libera o nervo sem movê-lo de lugar. Uma meta-análise com quase 3.000 casos mostrou que 87% dos pacientes melhoram com cirurgia, com taxa de complicações de apenas 3%. Se você sente dormência no dedo mínimo, fraqueza na mão ou dor no cotovelo, não espere os sintomas piorarem. Procure um especialista em cirurgia da mão para avaliação e diagnóstico correto — o tratamento precoce faz toda a diferença no resultado. ## Referências científicas - Caliandro P, La Torre G, Padua R, et al. Treatment for Ulnar Neuropathy at the Elbow. Cochrane Database Syst Rev, 2025. - Wade RG, Griffiths TT, Flather R, et al. Safety and Outcomes of Different Surgical Techniques for Cubital Tunnel Decompression. JAMA Network Open, 2020. - Cambon-Binder A. Ulnar Neuropathy at the Elbow. Orthopaedics & Traumatology, Surgery & Research, 2021. - Collins DW, Rehak D, Dawes A, et al. Cubital Tunnel Syndrome: Does a Consensus Exist for Diagnosis? J Hand Surg, 2025. - Nakashian MN, Ireland D, Kane PM. Cubital Tunnel Syndrome: Current Concepts. Current Reviews in Musculoskeletal Medicine, 2020. ## Perguntas frequentes **P: Apoiar o cotovelo na mesa piora o túnel cubital?** R: Piora. O nervo ulnar passa logo abaixo da pele naquela região, e a pressão direta somada à flexão do cotovelo aumenta a compressão. Apoiar o cotovelo na mesa, na janela do carro ou dormir com o braço muito dobrado são hábitos que costumam manter o sintoma. **P: Túnel cubital melhora sem cirurgia?** R: Casos leves melhoram: evitar pressão sobre o cotovelo, ajustar a postura no trabalho e usar órtese noturna que impeça a flexão excessiva resolvem boa parte deles. Quando há fraqueza da mão, perda de massa muscular entre os dedos ou dormência constante, a cirurgia costuma ser necessária. **P: Dormência no dedo mínimo pode vir da coluna?** R: Pode. A raiz nervosa C8, no pescoço, também inerva essa região, e o quadro se parece bastante. O que ajuda a diferenciar é onde a dormência começa e se existe sintoma no antebraço ou no pescoço. A eletroneuromiografia localiza o ponto exato da compressão. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel Cubital — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/lesao-tendao-flexor-corte-mao-dedo-nao-dobra # Cortou a Mão e o Dedo Não Dobra Mais? Entenda a Lesão de Tendão Flexor Por Dr. Marcelo Teixeira · 3 de Abril, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 8 min · Trauma Você estava lavando a louça e um copo quebrou na sua mão. Ou cortou o dedo com uma faca na cozinha. No começo parecia só um corte comum, mas aí você percebeu: o dedo não dobra mais. Você tenta, faz força, mas ele simplesmente não obedece. Esse é o sinal mais claro de que um tendão flexor foi cortado — e é uma situação que precisa de atendimento especializado urgente. ## O que são os tendões flexores? Lesão do tendão flexor profundo do 4º dedo — Fonte: Green's Operative Hand Surgery, 8ª edição Os tendões flexores são como cabos de aço biológicos que conectam os músculos do antebraço aos ossos dos dedos. São eles que permitem que você feche a mão, segure objetos, aperte uma bola ou faça qualquer movimento de flexão dos dedos. Cada dedo tem dois tendões flexores — um superficial e um profundo — que passam por túneis estreitos na palma e nos dedos, mantidos no lugar por uma série de "anéis" chamados polias. ## Como saber se o tendão foi cortado? O sinal mais óbvio é simples: após o corte, o dedo não dobra mais. Enquanto os outros dedos ficam naturalmente curvados quando você relaxa a mão, o dedo lesionado fica esticado, fora do padrão. Outros sinais incluem dor no local do corte que piora ao tentar mover o dedo, inchaço e, em alguns casos, dormência na ponta do dedo (quando nervos foram lesionados junto com o tendão). ## Por que é uma emergência? Diferente de um osso quebrado, que pode ser engessado e vai colar sozinho, o tendão flexor cortado não cicatriza sem cirurgia. Quando o tendão é cortado, as duas pontas se afastam — como um elástico que arrebenta. Sem reparo cirúrgico, o dedo perde permanentemente a capacidade de dobrar. Quanto antes o reparo, melhores as condições do tendão e os resultados. ## A cirurgia evoluiu muito Antigamente, a região dos túneis dos dedos era chamada de "terra de ninguém" — os cirurgiões evitavam operar ali porque os resultados eram ruins. Hoje, com técnicas modernas de sutura forte (4-6 fios ao invés de 2) e protocolos de reabilitação atualizados, os resultados mudaram completamente. Um estudo comparando técnicas ao longo de 7 anos mostrou que suturas de 2 fios com movimento passivo tinham 26% de ruptura, enquanto suturas de 6 fios com movimento ativo tiveram zero rupturas. ## Como é a recuperação? A reabilitação moderna começa cedo — entre 3 e 5 dias após a cirurgia. Isso pode parecer assustador, mas é justamente o que garante o bom resultado. O movimento precoce evita que cicatrizes internas (aderências) colem o tendão e impeçam o deslizamento. Você usa uma órtese de proteção por cerca de 6 semanas enquanto faz exercícios progressivos com fisioterapeuta especializado. O processo completo leva cerca de 12 semanas, e atividades com força plena voltam em torno de 3 meses. ## Os resultados são bons? Com técnicas atuais, 87% dos pacientes alcançam resultados bons ou excelentes, mesmo em lesões na Zona II — a região mais desafiadora. A chave é: cirurgião especialista em mão + técnica de sutura forte + fisioterapia precoce e dedicada. Sem qualquer um desses três pilares, o resultado pode ser comprometido. ## E se demorei para procurar ajuda? Quando o reparo direto não é possível (tendão muito retraído, lesão antiga ou destruição de polias), existem técnicas de reconstrução. O enxerto de tendão em uma etapa é usado quando as polias estão intactas. Quando há destruição extensa de polias, a reconstrução é feita em duas cirurgias separadas. Os resultados são bons, mas o reparo primário precoce continua sendo a melhor opção. ## O que fazer se você cortou a mão agora Se você cortou a mão e o dedo não dobra, siga estes passos: - Comprima o ferimento com pano limpo para parar o sangramento - Não tente forçar o dedo a dobrar — você pode piorar a lesão - Procure um pronto-socorro para limpeza e curativo inicial - Peça encaminhamento para um cirurgião de mão o mais rápido possível Tendão flexor cortado é uma emergência cirúrgica. Não espere "para ver se melhora" — não vai melhorar sozinho. Procure um especialista em cirurgia da mão para avaliação e reparo o mais cedo possível. O tempo entre a lesão e a cirurgia faz diferença no resultado. ## Referências científicas - Peters SE, Jha B, Ross M. Rehabilitation Following Surgery for Flexor Tendon Injuries of the Hand. Cochrane Database Syst Rev, 2021. - Pan ZJ, Pan L, Xu YF, et al. Outcomes of 200 Digital Flexor Tendon Repairs Using Updated Protocols. J Hand Surg Eur, 2020. - Tang JB, Lalonde D, Fernandes CH, et al. The IFSSH Consensus and Current Guidelines on Flexor Tendon Repairs and Reconstruction. J Hand Surg Eur, 2026. - Miller EA, Teal L. Principles for Achieving Predictable Outcomes in Flexor Tendon Repair. Clin Plast Surg, 2024. - Chen J, Tang JB. Complications of Flexor Tendon Repair. J Hand Surg Eur, 2024. ## Perguntas frequentes **P: Quanto tempo tenho para operar um tendão flexor cortado?** R: O ideal é nas primeiras duas semanas, e quanto antes melhor. Passado esse período o tendão se retrai e a bainha começa a cicatrizar fechada, o que transforma um reparo direto em reconstrução mais complexa, com resultado funcional inferior. Não espere para ver se melhora sozinho. **P: Por que a reabilitação do tendão flexor é tão longa?** R: Porque existe um equilíbrio delicado entre dois riscos opostos: mover cedo demais rompe o reparo, mover tarde demais gera aderências que travam o dedo. O protocolo administra os dois com movimento controlado desde as primeiras semanas, sob orientação, e por isso leva de 8 a 12 semanas ou mais. **P: O dedo volta a dobrar como antes?** R: Na maioria dos casos recupera função útil, mas nem sempre o movimento fica idêntico ao original. Os resultados melhoraram muito com suturas mais resistentes e reabilitação com movimento ativo precoce. A adesão à terapia da mão é o fator que mais pesa no resultado final. ## Tratamento especializado - Lesões dos Tendões Flexores — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/lesao-tendao-extensor-dedo-nao-estica # Lesão de Tendão Extensor: Quando o Dedo Não Estica Mais Por Dr. Marcelo Teixeira · 3 de Abril, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 8 min · Trauma Uma bolada no dedo durante o jogo de futebol. Um corte com vidro no dorso da mão. Um soco que parecia ter causado só um arranhão. Depois de qualquer um desses eventos, você percebe que o dedo não estica mais — a ponta ficou caída, ou o dedo inteiro não levanta. Essa é uma lesão de tendão extensor, uma das lesões de mão mais comuns e que, se não tratada corretamente, pode deixar o dedo deformado permanentemente. ## O que são os tendões extensores? Lesão de tendão extensor da mão Enquanto os tendões flexores ficam na palma e dobram os dedos, os extensores ficam no dorso (parte de cima) da mão e são responsáveis por esticar os dedos e levantar o punho. Eles são mais finos que os flexores e ficam logo abaixo da pele, com pouquíssima proteção. Por isso, até cortes superficiais podem lesioná-los — diferente dos flexores, que ficam mais protegidos na palma. ## Os tipos mais comuns de lesão ### Dedo em martelo (ponta do dedo caída) É a lesão de tendão extensor mais conhecida. Acontece quando a ponta do dedo recebe um impacto (bolada, dedo preso no lençol, pancada) e o tendão que estica a última falange se rompe ou arranca um fragmento de osso. O resultado: a ponta do dedo fica fletida e você não consegue esticá-la ativamente. A boa notícia é que a maioria dos casos não precisa de cirurgia — o tratamento é uma tala que mantém o dedo esticado continuamente por 6-8 semanas. ### Deformidade em boutonniere Quando a lesão acontece na articulação do meio do dedo (Zona 3), o "tendão central" se rompe. Se não for tratada, a articulação do meio fica progressivamente fletida enquanto a ponta hiperestende — como se o dedo estivesse "passando por uma casa de botão", daí o nome francês boutonnière. É uma deformidade difícil de corrigir quando se instala, por isso o diagnóstico precoce é fundamental. ### Corte no dorso da mão Cortes com vidro, faca ou objetos cortantes no dorso da mão podem seccionar os tendões extensores. Como eles ficam superficiais, mesmo ferimentos que parecem rasos podem causar a lesão. O sinal é claro: o dedo não estica mais após o corte. ### "Fight bite" — a lesão que parece inofensiva Essa é uma das lesões mais traiçoeiras da mão. Acontece quando alguém dá um soco e o punho bate nos dentes do oponente. O resultado é um corte pequeno sobre a articulação do dedo que parece insignificante. Mas o dente perfurou a cápsula articular e contaminou o tendão e a articulação com bactérias da boca humana — que são extremamente agressivas. Sem limpeza cirúrgica e antibióticos, essa "lesãozinha" pode causar infecção grave, destruição da articulação e perda de função. ## Quando precisa de cirurgia e quando não precisa? Essa é a grande diferença em relação aos tendões flexores (que quase sempre precisam de cirurgia). Nos extensores, depende muito da zona e do tipo de lesão: - Não precisa de cirurgia: dedo em martelo fechado (tala por 6-8 semanas), lesões parciais selecionadas - Precisa de cirurgia: cortes completos do tendão, fight bite (limpeza cirúrgica), lesões com deformidade progressiva, lesões crônicas não tratadas ## Como é a cirurgia? O reparo moderno dos tendões extensores usa suturas fortes de 4-6 fios — a mesma evolução que aconteceu nos flexores. Muitas vezes é feito com técnica WALANT (anestesia local, sem torniquete, paciente acordado), como procedimento ambulatorial. Um estudo recente com 222 pacientes mostrou resultados excelentes: taxa de infecção de apenas 0,8% e re-ruptura de 0,4%. ## E a recuperação? Depende da zona da lesão. Para dedo em martelo, é tala contínua por 6-8 semanas — sem tirar nem para banho. Para lesões nas zonas médias e proximais (dorso da mão, punho), a reabilitação moderna usa mobilização precoce em 3-5 dias com órtese de movimento relativo, que permite usar a mão para atividades do dia a dia muito antes do que os protocolos antigos permitiam. ## Flexor vs. extensor: qual é mais grave? São lesões diferentes com tratamentos diferentes. De forma geral: - Flexores são mais espessos, ficam em túneis apertados, e quase sempre precisam de cirurgia. A reabilitação é mais complexa e longa. Saiba mais sobre lesão de tendões flexores. - Extensores são mais finos e superficiais. Algumas lesões podem ser tratadas sem cirurgia. A reabilitação tende a ser mais simples, mas a atenção com deformidades tardias (boutonniere, por exemplo) é crucial. Qualquer corte na mão seguido de perda de movimento do dedo precisa de avaliação urgente de um especialista em cirurgia da mão. Não espere — um tendão extensor não tratado pode evoluir para deformidade permanente. O tratamento correto no momento certo faz toda a diferença. ## Referências científicas - Tang JB. Extensor Tendon Injuries: A New Classification, Strong Repairs, and Easier Therapy. Plast Reconstr Surg, 2025. - Tang JB, Fernandes CH, Lalonde D, et al. Extensor Tendon Repairs: Consensus, Current Guidelines and Recommendations. J Hand Surg Eur, 2025. - Lim Y, Lim SK, Beswick W, et al. Outcomes of Outpatient Hand Extensor Tendon Injury Repairs. Injury, 2025. - Merritt WH, Wong AL, Lalonde DH. Recent Developments Are Changing Extensor Tendon Management. Plast Reconstr Surg, 2020. - Carl HD, Forst R, Schaller P. Results of Primary Extensor Tendon Repair in Relation to the Zone of Injury. Arch Orthop Trauma Surg, 2007. ## Perguntas frequentes **P: Corte no dorso da mão que ainda estica o dedo precisa de avaliação?** R: Precisa. Um tendão parcialmente cortado ainda estica o dedo no consultório e pode romper por completo dias depois, num esforço banal. Todo ferimento no dorso da mão ou dos dedos merece exploração por quem conhece a anatomia, mesmo que o movimento pareça preservado. **P: Quanto tempo de imobilização depois do reparo do extensor?** R: Em geral de 4 a 6 semanas com órtese, seguidas de liberação progressiva do movimento. O tempo exato depende de onde foi a lesão: quanto mais próxima da ponta do dedo, mais rigorosa a imobilização. Retirar a órtese por conta própria é a causa mais comum de recidiva. **P: Dá para trabalhar usando a órtese do tendão extensor?** R: Depende do trabalho. Atividade leve e limpa costuma ser possível com a órtese protegida, desde que não exija força nem molhar a região. Trabalho com ferramenta, carga, sujeira ou umidade deve esperar, tanto pelo risco de romper o reparo quanto pelo de infecção. ## Tratamento especializado - Lesões dos Tendões Extensores — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/dor-no-punho-7-causas-comuns-como-diferenciar # Dor no Punho: 7 Causas Comuns e Como Diferenciar Por Dr. Marcelo Teixeira · 3 de Abril, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 15 min · Guia Diagnóstico Você está digitando no computador e sente um formigamento estranho nos dedos. Ou tenta abrir uma garrafa e uma pontada aguda surge no lado do punho. Talvez tenha acordado no meio da noite com a mão dormente, sem saber por quê. Essas situações são mais comuns do que você imagina — e todas têm algo em comum: a dor no punho pode ter origens muito diferentes, e cada uma delas exige um tratamento específico. ## Dor no punho: o que pode ser? Dor no punho é um sintoma, não um diagnóstico. Por trás de um "punho doendo" podem existir problemas que vão desde a compressão de um nervo até o desgaste de uma articulação, passando por inflamação de tendões, cistos e fraturas que às vezes passam despercebidas. O diagnóstico correto muda completamente a abordagem: um tratamento que funciona para uma dessas condições pode ser inútil — ou até prejudicial — para outra. Neste artigo, você vai conhecer as 7 causas mais comuns de dor no punho, aprender a reconhecer os sinais que diferenciam cada uma delas e entender quando é hora de procurar um especialista. Importante: este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação médica presencial. Se você está com dor no punho, procure um cirurgião de mão para um diagnóstico preciso. ## 1. Síndrome do Túnel do Carpo — quando os dedos formigam e a mão adormece ### O que é A Síndrome do Túnel do Carpo é a compressão do nervo mediano — um nervo que passa por um canal estreito no punho chamado túnel do carpo. Imagine um túnel rodoviário lotado: quando o espaço diminui, tudo que passa por dentro fica apertado. É exatamente isso que acontece com o nervo mediano quando os tecidos ao redor dele incham ou engrossam. ### Como a dor se apresenta O sintoma mais marcante não é exatamente dor, mas formigamento e dormência nos dedos polegar, indicador, médio e metade do anelar. A sensação costuma ser descrita como "mão adormecida" ou "agulhadas nos dedos". Os sintomas tipicamente pioram à noite — muitas pessoas acordam de madrugada precisando sacudir a mão para recuperar a sensação. Também costuma piorar ao segurar o volante, o celular ou qualquer objeto por tempo prolongado. Em fases mais avançadas, pode ocorrer fraqueza na mão e dificuldade para segurar objetos pequenos. ### Quem é mais afetado A Síndrome do Túnel do Carpo é mais comum em mulheres, com uma incidência cerca de 3 vezes maior do que em homens. A faixa etária mais afetada é entre 40 e 60 anos. Fatores de risco incluem gravidez, diabetes, hipotireoidismo, obesidade e atividades que envolvem movimentos repetitivos das mãos, como digitação prolongada ou trabalho em linha de montagem. ### Sinal característico que diferencia Se você acorda de madrugada com a mão formigando e precisa sacudi-la para melhorar, e o formigamento afeta especificamente o polegar, indicador e médio — provavelmente é a Síndrome do Túnel do Carpo. Nenhuma das outras 6 condições desta lista provoca esse padrão noturno tão típico de dormência nesses dedos específicos. ### Quando se preocupar Procure avaliação urgente se notar fraqueza para segurar objetos (deixar coisas caírem), perda de sensibilidade persistente nos dedos ou atrofia (diminuição) da musculatura na base do polegar. Esses sinais indicam que o nervo já pode estar sofrendo dano significativo. ### Estatística relevante A prevalência da Síndrome do Túnel do Carpo na população geral é de aproximadamente 2,7% a 5% com confirmação clínica e eletrofisiológica, podendo chegar a 14,4% quando se consideram apenas os sintomas autorreportados (Atroshi et al., JAMA, 1999). A incidência é de 1 a 3 casos por 1.000 pessoas por ano na população geral (Medscape/Emedicine, 2024). ## 2. Tendinite de De Quervain — dor no lado do polegar ao girar e pegar objetos ### O que é A Tendinite de De Quervain é uma inflamação dos tendões que controlam o movimento do polegar, no ponto em que eles passam por um canal estreito no lado do punho próximo ao polegar (lado radial). Pense nos tendões como cabos de aço que passam dentro de um tubo: quando o tubo incha, os cabos não deslizam livremente e cada movimento gera atrito e dor. ### Como a dor se apresenta A dor se concentra no lado do punho próximo ao polegar (lado radial), podendo irradiar para o antebraço. É uma dor do tipo "fisgada" ou "pontada" que piora ao realizar movimentos de pinça, torção ou preensão — como girar uma chave, abrir uma garrafa, torcer um pano ou segurar o celular com uma mão. Até pegar o bebê no colo pode ser muito doloroso. Pode haver inchaço visível e uma sensação de "crepitação" (atrito) ao mover o polegar. ### Quem é mais afetado Mulheres são significativamente mais afetadas, representando cerca de 77,5% dos casos. A condição é especialmente prevalente em mulheres no período pós-parto (pelo esforço repetitivo de segurar o bebê), gestantes e pessoas que realizam atividades manuais repetitivas. A faixa etária de maior incidência é entre 30 e 50 anos, com pico após os 40 anos. ### Sinal característico que diferencia Se a dor está no lado do punho próximo ao polegar e piora especificamente ao girar a chave, abrir uma garrafa ou torcer um pano — e você consegue reproduzir a dor fechando o punho sobre o polegar e inclinando o punho para o lado oposto (teste de Finkelstein) — o quadro aponta para De Quervain. Diferente do túnel do carpo, aqui não há formigamento nos dedos. ### Quando se preocupar Se a dor persiste por mais de 2 a 3 semanas apesar do repouso, se há dificuldade progressiva para usar o polegar em atividades básicas, ou se você nota inchaço crescente no lado do punho. ### Estatística relevante A incidência é de aproximadamente 2,8 casos por 1.000 pessoas/ano em mulheres e 0,6 por 1.000 pessoas/ano em homens. Mulheres são 2,6 vezes mais propensas ao diagnóstico (Wolf et al., Journal of Hand Surgery, 2009; Hassan et al., Journal of Hand Surgery, 2022). ## 3. Cisto Sinovial (Ganglion) — caroço no punho que aparece e desaparece ### O que é O cisto sinovial, também chamado de gânglio ou ganglion, é um nódulo benigno preenchido por um líquido gelatinoso que se forma a partir de uma articulação ou bainha de tendão do punho. É como uma pequena "bolha" que se forma quando o revestimento da articulação deixa escapar líquido sinovial. Não é câncer e, na maioria dos casos, é inofensivo — mas pode causar desconforto. ### Como a dor se apresenta O sintoma mais evidente é um caroço visível ou palpável no dorso (parte de cima) do punho, que pode aumentar e diminuir de tamanho. Cerca de 70% dos cistos sinoviais do punho se localizam no dorso. A dor, quando presente, costuma ser do tipo "pressão" ou desconforto difuso, que piora com atividades que exigem flexão ou extensão forçada do punho. Alguns cistos são "ocultos" — pequenos demais para serem vistos ou sentidos, mas que causam dor ao comprimir estruturas vizinhas. ### Quem é mais afetado Cistos sinoviais são mais comuns em mulheres, com proporção de 3 para 1 em relação aos homens. A faixa etária de maior incidência é entre 20 e 50 anos. São frequentes em ginastas e pessoas que realizam atividades com impacto repetitivo no punho. ### Sinal característico que diferencia Se você percebe um caroço ou nódulo no dorso do punho (ou, menos frequentemente, na palma) que muda de tamanho — aumenta com atividade e diminui com repouso — e tem consistência firme mas não dura, provavelmente é um cisto sinovial. Nenhuma das outras 6 condições causa um nódulo visível com essas características. ### Quando se preocupar Procure avaliação se o caroço crescer rapidamente, se causar dor intensa, se houver formigamento ou fraqueza associados (o que pode indicar compressão de nervo pelo cisto), ou se você simplesmente não tem certeza de que é benigno. Qualquer massa na mão ou punho merece investigação para excluir outras possibilidades. ### Estatística relevante Os cistos sinoviais representam 60% a 70% de todas as massas de tecidos moles encontradas na mão e punho, sendo o tumor benigno mais comum dessa região (StatPearls/NCBI, 2023; AAOS, OrthoInfo). ## 4. Fraturas do Punho — a dor que não pode esperar ### O que é Fraturas do punho são quebras nos ossos da região do punho, sendo as mais comuns a fratura do rádio distal (o osso grande do antebraço, na sua extremidade próxima ao punho) e a fratura do escafoide (um dos pequenos ossos do carpo). A fratura do rádio distal é a fratura mais frequente em pronto-socorros, enquanto a fratura do escafoide é traiçoeira porque muitas vezes não aparece no raio-X inicial e pode ser confundida com uma "torção" simples. Saiba mais sobre fraturas da mão e punho. ### Como a dor se apresenta A dor da fratura é tipicamente aguda, intensa e imediata após um trauma — geralmente uma queda com a mão espalmada no chão. No caso do rádio distal, há dor difusa no punho, inchaço evidente e muitas vezes deformidade visível. Já na fratura do escafoide, a dor é mais localizada na "tabaqueira anatômica" (aquela depressão que se forma na base do polegar quando você estende o polegar), e o inchaço pode ser sutil. A dor piora com qualquer movimento do punho e melhora parcialmente com imobilização. ### Quem é mais afetado As fraturas do rádio distal têm dois picos de incidência: crianças/adolescentes (entre 10 e 14 anos, durante atividades esportivas) e mulheres acima de 50 anos (relacionadas à osteoporose). As fraturas do escafoide afetam predominantemente homens jovens, com idade média de 29 anos, frequentemente associadas a esportes de impacto e acidentes. ### Sinal característico que diferencia Se houve um trauma (queda, impacto) e a dor surgiu imediatamente depois, com inchaço e dificuldade para mover o punho, pense em fratura. A grande "armadilha" é a fratura do escafoide: se após uma queda você sente dor na base do polegar que persiste por mais de uma semana, mesmo que o raio-X inicial tenha sido normal, insista na investigação. Até 25% das fraturas do escafoide não aparecem no raio-X inicial. ### Quando se preocupar Qualquer dor no punho após trauma que não melhore em poucos dias deve ser avaliada por um especialista. Uma fratura do escafoide não diagnosticada pode evoluir para pseudoartrose (o osso não consolida) e artrose precoce do punho, complicações que são muito mais difíceis de tratar. ### Estatística relevante A fratura do rádio distal é uma das mais comuns, com mais de 640.000 casos por ano somente nos Estados Unidos (Karl et al., Hand Clinics, 2012). A fratura do escafoide tem incidência de 29 por 100.000 habitantes/ano e representa 60% a 70% de todas as fraturas dos ossos do carpo (Garala et al., Bone & Joint Journal, 2016). ## 5. Artrose do Punho e Rizartrose — o desgaste que limita o dia a dia ### O que é A artrose do punho é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações do punho, fazendo com que os ossos passem a "roçar" uns nos outros. Uma forma muito comum é a rizartrose — a artrose da base do polegar (articulação carpometacárpica), que compromete a capacidade de pinçar, apertar e segurar. Pense na cartilagem como uma camada de borracha que amortece o contato entre os ossos: com o desgaste, essa camada fica fina e irregular, gerando dor e rigidez. ### Como a dor se apresenta A dor da artrose é do tipo "dolorimento" ou "dor surda" que piora com o uso da articulação e melhora com repouso. Na rizartrose, a dor é na base do polegar e piora ao realizar movimentos de pinça — abrir tampas, girar maçanetas, segurar canetas, abotoar roupas. Pode haver inchaço, rigidez matinal (que costuma durar menos de 30 minutos), e nos casos avançados, deformidade visível na base do polegar com perda de força de preensão. ### Quem é mais afetado A artrose do punho é mais comum em pessoas acima de 50 anos, especialmente em quem teve fraturas ou lesões ligamentares prévias no punho. A rizartrose é particularmente prevalente em mulheres pós-menopausa, com proporção de 3 para 1 em relação aos homens. Fatores de risco incluem idade avançada, hereditariedade, atividades manuais repetitivas e lesões articulares prévias. ### Sinal característico que diferencia Se a dor está na base do polegar, piora quando você faz pinça ou aperta objetos, e você tem mais de 50 anos (especialmente se mulher pós-menopausa) — a rizartrose é o principal suspeito. Diferente da tendinite de De Quervain (que dói mais ao lado do punho e ao torcer), na rizartrose a dor se concentra bem na "raiz" do polegar, onde ele encontra o punho, e pode haver um "engrossamento" ou "quadrado" visível nessa região. ### Quando se preocupar Se a dor impede atividades básicas como escrever, cozinhar ou se vestir, se há deformidade progressiva na base do polegar, ou se a rigidez matinal está durando cada vez mais. ### Estatística relevante A prevalência radiográfica de artrose da base do polegar é de 7,3% em mulheres e 5,8% em homens aos 50 anos, aumentando para 39% em mulheres e 33,1% em homens aos 80 anos (van der Oest et al., Osteoarthritis and Cartilage, 2021). A rizartrose afeta até 66% das mulheres acima de 55 anos em graus variados (Haara et al., JBJS, 2004). ## 6. Lesão da Fibrocartilagem Triangular (TFCC) — dor no lado ulnar do punho ### O que é A Fibrocartilagem Triangular, conhecida pela sigla TFCC (do inglês Triangular Fibrocartilage Complex), é uma estrutura de cartilagem e ligamentos que funciona como um "amortecedor" no lado ulnar do punho — o lado do dedo mínimo. Imagine-a como uma pequena almofada que absorve impacto e estabiliza o punho. Quando essa estrutura se lesiona — por trauma (como uma queda) ou por desgaste progressivo — surge dor nessa região específica. ### Como a dor se apresenta A dor da lesão de TFCC localiza-se no lado ulnar do punho (lado do dedo mínimo), podendo ser sentida como uma pontada ou uma dor profunda. Piora ao girar a mão com força (como ao usar uma chave de fenda ou ao abrir uma porta), ao apoiar o peso do corpo sobre a mão (como ao fazer flexões) ou ao desviar o punho para o lado do dedo mínimo. Um sinal comum é um estalido ou clique doloroso ao girar o antebraço. ### Quem é mais afetado Lesões traumáticas do TFCC são mais comuns em atletas e pessoas jovens ativas, especialmente praticantes de esportes com carga no punho (ginástica, tênis, artes marciais). Já as lesões degenerativas aumentam significativamente com a idade: estudos mostram que quase 50% das pessoas acima de 70 anos têm alterações no TFCC em exames de imagem, mesmo sem sintomas. ### Sinal característico que diferencia Se a dor está especificamente no lado ulnar do punho (lado do dedo mínimo), piora ao girar o antebraço com força e é acompanhada de estalido ou clique — pense em lesão de TFCC. Diferente do túnel do carpo (que causa formigamento) ou da tendinite de De Quervain (que dói no lado oposto, o do polegar), o TFCC dói no "outro lado" do punho, onde fica o dedo mínimo. ### Quando se preocupar Se a dor no lado ulnar persiste por mais de 4 a 6 semanas após um trauma, se há instabilidade (sensação de que o punho "foge" ou "estala" com atividades simples), ou se a dor impede atividades rotineiras como girar maçanetas. ### Estatística relevante Estudos com ressonância magnética mostram que a prevalência de alterações no TFCC é de 27% em pacientes com menos de 30 anos e chega a 49% em pacientes acima de 70 anos, embora nem todas as alterações sejam sintomáticas (Palmer, 1989; Journal of ISAKOS, 2024). ## 7. Síndrome do Canal de Guyon — compressão do nervo ulnar no punho ### O que é A Síndrome do Canal de Guyon é a compressão do nervo ulnar no punho, em um canal estreito chamado canal de Guyon. Se a Síndrome do Túnel do Carpo comprime o nervo mediano (afetando polegar, indicador e médio), a Síndrome de Guyon comprime o nervo ulnar (afetando o dedo mínimo e metade do anelar). É como se o punho tivesse "dois túneis", e cada um pudesse comprimir um nervo diferente. ### Como a dor se apresenta Os sintomas incluem formigamento e dormência no dedo mínimo e na metade ulnar do anelar. Pode haver fraqueza na mão, dificuldade para abrir frascos ou separar os dedos. Em casos avançados, pode surgir atrofia (perda de volume muscular) na eminência hipotenar (base do dedo mínimo) e nos músculos entre os ossos da mão. A dor, quando presente, é no lado ulnar do punho. ### Quem é mais afetado É uma condição relativamente rara. Os grupos mais afetados incluem ciclistas (pela pressão do guidão sobre o canal de Guyon, condição conhecida como "paralisia do ciclista"), pessoas que usam ferramentas vibratórias, e trabalhadores que apoiam repetidamente a palma da mão sobre superfícies duras. Cistos sinoviais são a causa identificável mais frequente, responsáveis por 30% a 40% dos casos. ### Sinal característico que diferencia Se o formigamento afeta exclusivamente o dedo mínimo e metade do anelar, com preservação da sensibilidade no dorso da mão — isso aponta para Síndrome do Canal de Guyon no punho, e não para compressão do nervo ulnar no cotovelo (síndrome do túnel cubital). A diferença é sutil mas importante: se a dormência afetar também o dorso da mão, a compressão provavelmente é no cotovelo, não no punho. ### Quando se preocupar Se há fraqueza progressiva na mão, perda de destreza (dificuldade para manipular objetos pequenos ou teclar), atrofia muscular visível na mão, ou se os sintomas pioram apesar de evitar atividades que os provocam. ### Estatística relevante Estima-se que 30% a 40% dos casos são causados por cistos sinoviais e 45% dos casos são considerados idiopáticos (sem causa identificável). A síndrome de Guyon é considerada muito mais rara que a síndrome do túnel do carpo (StatPearls/NCBI, 2023). ## Tabela comparativa: como diferenciar as 7 causas de dor no punho Condição Localização da dor Tipo de dor Piora com Sinal característico Túnel do Carpo Palma; polegar, indicador e médio Formigamento, dormência Noite; segurar objetos Acorda com mão formigando De Quervain Lado do polegar (radial) Pontada, fisgada Girar chave; torcer pano Teste de Finkelstein positivo Cisto Sinovial Dorso do punho (70%) Pressão, desconforto Flexão/extensão forçada Caroço que muda de tamanho Fraturas Difusa ou tabaqueira anatômica Aguda, intensa pós-trauma Qualquer movimento Trauma recente + inchaço imediato Artrose/Rizartrose Base do polegar Dor surda, dolorimento Pinça; aperto; uso prolongado Dor ao pinçar + engrossamento na raiz do polegar TFCC Lado do dedo mínimo (ulnar) Pontada profunda Girar antebraço; apoiar peso Estalido ao girar antebraço Canal de Guyon Lado ulnar; dedo mínimo e anelar Formigamento, fraqueza Pressão na palma; guidão Dormência só no mínimo/anelar, dorso preservado ## Quando procurar um especialista Embora muitas dores no punho melhorem com repouso e cuidados simples, existem sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação profissional sem demora: - Dor intensa após uma queda ou trauma, com inchaço, deformidade ou impossibilidade de mover o punho - Dormência ou formigamento que não melhora ou que está piorando progressivamente - Fraqueza na mão — deixar coisas caírem, dificuldade para abrir frascos ou abotoar roupas - Atrofia muscular — perda visível de volume dos músculos da mão - Dor que persiste por mais de 2 a 3 semanas sem melhora com repouso e anti-inflamatórios - Dor que acorda você à noite de forma consistente - Qualquer caroço ou massa no punho ou mão que esteja crescendo - Instabilidade — sensação de que o punho "foge" ou "estala" com atividades simples O cirurgião de mão é o especialista mais qualificado para avaliar, diagnosticar e tratar todas as condições que causam dor no punho. Esse profissional possui formação específica em ortopedia com subespecialização em cirurgia da mão e membro superior, o que lhe permite fazer o diagnóstico diferencial entre essas 7 condições (e outras menos comuns) e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. ## Como é feito o diagnóstico Diferenciar as causas de dor no punho exige uma avaliação sistemática e experiente. O diagnóstico começa com três pilares fundamentais: ### Exame clínico especializado O cirurgião de mão avalia a localização precisa da dor, o tipo de movimento que a provoca, a presença de inchaço, deformidades ou atrofia muscular, e a força de preensão e pinça. A história clínica é fundamental: quando a dor começou, se houve trauma, quais atividades pioram ou melhoram os sintomas, e se há dormência ou formigamento associados. ### Testes provocativos específicos Para cada condição existe um conjunto de manobras clínicas que ajudam a reproduzir e localizar a dor. O teste de Phalen e o teste de Tinel avaliam a Síndrome do Túnel do Carpo. O teste de Finkelstein é usado para a tendinite de De Quervain. O teste de compressão do escafoide investiga fraturas. O teste de estresse do TFCC avalia a fibrocartilagem triangular. A combinação dos resultados desses testes, junto com a história clínica, permite ao especialista direcionar a investigação. ### Exames complementares Conforme a suspeita clínica, o médico pode solicitar diferentes exames: - Raio-X: fundamental para avaliar fraturas, artrose e alinhamento dos ossos do punho - Ultrassonografia: útil para avaliar tendões, cistos sinoviais e espessamento de estruturas - Ressonância magnética (RM): o exame mais detalhado para avaliar partes moles — TFCC, ligamentos, tendões, cistos ocultos e fraturas não visíveis ao raio-X - Eletroneuromiografia (ENMG): essencial para confirmar e quantificar a compressão de nervos, como nas síndromes do túnel do carpo e do canal de Guyon O diagnóstico diferencial da dor no punho é complexo e exige experiência. As 7 condições descritas neste artigo podem ter sintomas sobrepostos — por exemplo, um cisto sinovial pode comprimir o nervo mediano e causar sintomas idênticos aos da Síndrome do Túnel do Carpo, ou uma fratura do escafoide pode evoluir para artrose do punho. Por isso, a avaliação por um cirurgião de mão com experiência nessas condições é o caminho mais seguro para um diagnóstico preciso. Se você está com dor no punho que persiste, formigamento nos dedos ou fraqueza na mão, não espere o problema se agravar. Agende uma avaliação com um cirurgião de mão — quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são as chances de um tratamento eficaz e uma recuperação completa. ## Referências científicas - Atroshi I, Gummesson C, Johnsson R, et al. Prevalence of carpal tunnel syndrome in a general population. JAMA. 1999;282(2):153-158. - Dahlin LB, et al. Carpal tunnel syndrome. Nature Reviews Disease Primers. 2024;10:38. - Wolf JM, Sturdivant RX, Owens BD. Incidence of de Quervain's tenosynovitis in a young, active population. J Hand Surg Am. 2009;34(1):112-115. - Hassan S, et al. De Quervain Tenosynovitis: An Evaluation of the Epidemiology and Utility of Multiple Injections. J Hand Surg Am. 2022;47(1):58-66. - StatPearls. Ganglion Cyst. NCBI Bookshelf. 2023. - Nellans KW, Kowalski E, Chung KC. The epidemiology of distal radius fractures. Hand Clinics. 2012;28(2):113-125. - Garala K, Taub NA, Dias JJ. The epidemiology of fractures of the scaphoid. Bone Joint J. 2016;98-B(5):654-659. - Van der Oest MJW, et al. The prevalence of radiographic thumb base osteoarthritis: a meta-analysis. Osteoarthritis and Cartilage. 2021;29(6):785-792. - Haara MM, et al. Osteoarthritis in the carpometacarpal joint of the thumb. J Bone Joint Surg Am. 2004;86(7):1452-1457. - Palmer AK. Triangular fibrocartilage complex lesions: a classification. J Hand Surg Am. 1989;14(4):594-606. - StatPearls. Guyon Canal Syndrome. NCBI Bookshelf. 2023. ## Perguntas frequentes **P: Dor no punho que some e volta é preocupante?** R: Não necessariamente, mas merece atenção quando o padrão se repete por mais de algumas semanas. Dor intermitente ligada a um gesto específico costuma ter causa mecânica identificável. O que preocupa é dor que muda de característica, aparece em repouso ou vem acompanhada de dormência e perda de força. **P: Que exame devo pedir para dor no punho?** R: Nenhum, antes da consulta. O exame certo depende da hipótese: raio-X para osso e artrose, ultrassonografia para tendões e cistos, ressonância para fibrocartilagem e ligamentos, eletroneuromiografia para nervo. Pedir exame antes do exame físico costuma gerar achados que confundem mais do que esclarecem. **P: Quando a dor no punho é urgência?** R: Quando vem após trauma com deformidade visível, quando há ferimento aberto, quando a mão fica pálida ou fria, quando surge dormência súbita e progressiva, ou quando há vermelhidão que se espalha com febre. Nessas situações, procure um pronto-socorro no mesmo dia. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado - Tendinite de De Quervain — tratamento especializado Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/recuperacao-pos-cirurgia-mao-o-que-esperar # Recuperação Pós-Cirurgia de Mão: O Que Esperar Por Dr. Marcelo Teixeira · 3 de Abril, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 18 min · Guia do Paciente Você marcou a cirurgia. E agora? Se está lendo isso, provavelmente já passou pelas consultas, fez os exames e tomou a decisão de operar. Mas entre a decisão e o dia da cirurgia, surgem dezenas de perguntas: vai doer muito? Quanto tempo vou ficar sem poder trabalhar? Vou conseguir fazer as coisas sozinho? A cicatriz vai ficar aparente? Essas dúvidas são completamente normais. A cirurgia da mão é segura e tem resultados muito bons na grande maioria dos casos, mas a recuperação exige paciência e cuidados específicos. A boa notícia é que, quando você sabe o que esperar, a ansiedade diminui e a recuperação tende a ser mais tranquila e eficiente. A recuperação pós-cirurgia de mão varia conforme o tipo de procedimento — uma liberação do túnel do carpo tem uma recuperação bem diferente de um reparo de tendão flexor ou de uma cirurgia para fratura. Mas existem orientações gerais que se aplicam à maioria dos procedimentos. Este artigo vai guiar você por cada fase, desde a preparação até a recuperação completa. ## Antes da cirurgia — como se preparar Uma boa preparação faz diferença na sua recuperação. Os dias antes da cirurgia são o momento de organizar a casa e a rotina para o período em que você estará com uma mão só funcionando. ### O que levar no dia Leve documentos pessoais, exames pré-operatórios e uma roupa confortável — de preferência com abertura frontal (camisa com botões ou zíper), porque vestir camiseta por cima da cabeça com uma mão imobilizada é mais difícil do que parece. Use calçados que não precisem ser amarrados. ### Jejum e medicamentos O tempo de jejum depende do tipo de anestesia. Para cirurgias com anestesia local ou WALANT (Anestesia Local com Paciente Acordado), geralmente não é necessário jejum prolongado — em muitos casos, você pode até tomar café da manhã normalmente. Para procedimentos com sedação ou bloqueio regional, o jejum costuma ser de 8 horas. Seu médico informará os detalhes específicos do seu caso. Se você toma medicamentos contínuos (especialmente anticoagulantes, anti-hipertensivos ou antidiabéticos), discuta com o cirurgião sobre quais manter e quais suspender. ### Prepare a casa Você vai passar pelo menos alguns dias fazendo tudo com uma mão só. Prepare-se antes: - Abra embalagens de alimentos e medicamentos antes da cirurgia - Prepare refeições que possam ser aquecidas facilmente (ou organize quem vai cozinhar para você) - Separe roupas fáceis de vestir — nada de roupas justas ou que precisem de botões pequenos - Coloque o que vai precisar em locais de fácil acesso (toalhas, pratos, copos) - Se possível, lave e seque roupas antes Dica prática: não corte as unhas da mão que NÃO vai ser operada antes da cirurgia. Parece estranho, mas unhas um pouco mais compridas ajudam muito quando você precisa abrir embalagens, descascar frutas e fazer movimentos de pinça com uma mão só. ### Organize ajuda Nos primeiros 2 a 3 dias, ter alguém por perto faz muita diferença — principalmente para tarefas como lavar o cabelo, cozinhar e ajudar com curativos. Programe isso antes, e não no dia da cirurgia. ## O dia da cirurgia — o que acontece A maioria das cirurgias de mão é realizada em regime ambulatorial, ou seja, você opera e vai para casa no mesmo dia. Não precisa de internação. Isso é possível porque a mão possui características anatômicas que permitem anestesia localizada muito eficiente. ### Tipos de anestesia Em cirurgia de mão, os três tipos de anestesia mais comuns são: - Anestesia local: aplicação de anestésico diretamente na região operada. Você fica acordado e a mão fica dormente. Usada em procedimentos menores como dedo em gatilho, cisto sinovial e alguns casos de túnel do carpo. - WALANT (Wide-Awake Local Anesthesia No Tourniquet): técnica que usa anestésico local com adrenalina, sem garroteamento e sem sedação. Você fica completamente acordado e pode até conversar com o cirurgião durante o procedimento. Estudos mostram que 94% a 95% dos pacientes escolheriam essa técnica novamente (Rhee et al., J Hand Surg, 2017; WALANT Spain Study, JHSG, 2023). - Bloqueio regional (plexo braquial): anestesia de todo o braço com ou sem sedação leve. Usada em procedimentos mais extensos como reparo de tendões flexores, fraturas complexas e Contratura de Dupuytren. ### Duração do procedimento O tempo de cirurgia varia bastante conforme a complexidade: - Liberação do Túnel do Carpo ou Dedo em Gatilho: 15 a 30 minutos - Excisão de Cisto Sinovial ou Tumor Glômico: 20 a 40 minutos - Tendinite de De Quervain: 20 a 30 minutos - Reparo de Tendões Flexores ou Extensores: 60 a 120 minutos - Fraturas da Mão e Punho (com fixação): 45 a 120 minutos - Contratura de Dupuytren: 45 a 90 minutos ### Após o procedimento Ao final da cirurgia, a mão é protegida com curativo e, dependendo do caso, com uma imobilização (tala ou órtese). Você recebe orientações sobre medicação para dor, posição da mão e quando retornar. Na maioria dos casos, vai para casa em 1 a 2 horas após o procedimento. ## A primeira semana — o que é normal e o que não é A primeira semana após a cirurgia de mão costuma ser a mais desconfortável. Saber o que é esperado e o que é sinal de alerta faz toda a diferença para sua tranquilidade. ### Dor É normal sentir dor nos primeiros dias. O padrão típico é: a dor aumenta entre o 2º e o 3º dia (quando o efeito da anestesia local passa completamente e o inchaço atinge o pico), e depois melhora progressivamente. Na maioria dos procedimentos, a dor é controlável com analgésicos comuns (dipirona, paracetamol) e anti-inflamatórios prescritos pelo seu cirurgião. Dor insuportável que não melhora com a medicação não é normal e deve ser comunicada ao médico. ### Inchaço O inchaço é a resposta natural do corpo à cirurgia e costuma ser mais intenso nos primeiros 3 a 5 dias. Para minimizá-lo: - Elevação: mantenha a mão elevada acima do nível do coração o máximo possível — apoiada em travesseiros quando sentado ou deitado. Isso é especialmente importante nas primeiras 48 a 72 horas. - Gelo: aplique gelo envolto em pano por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia, sem colocar gelo diretamente sobre o curativo ou a pele. - Movimentação dos dedos livres: mexa os dedos que NÃO foram operados e não estão imobilizados. Isso ajuda a bombear o líquido e reduzir o inchaço. ### Curativo O curativo deve permanecer limpo e seco nos primeiros dias. Em geral, o primeiro curativo é feito pelo próprio cirurgião na consulta de retorno. Até lá, proteja o curativo com saco plástico ao tomar banho. Se o curativo ficar molhado, sujo de sangue excessivo ou com mau cheiro, entre em contato com o consultório. ### Sinais de alerta — quando ligar para o médico Procure orientação médica imediata se perceber qualquer um destes sinais: - Febre acima de 38°C - Dor que piora progressivamente após o 3º dia (ao invés de melhorar) - Secreção com cheiro forte ou aspecto purulento saindo do curativo - Dormência nova em dedos que tinham sensibilidade normal antes da cirurgia - Dedos muito inchados, roxos ou frios — especialmente se a imobilização parecer apertada - Sangramento que não para com pressão leve ### Movimentação precoce Movimente desde o primeiro dia os dedos, o cotovelo e o ombro que não estão imobilizados. Isso evita rigidez, reduz inchaço e previne complicações. Não movimente a área operada a menos que seu cirurgião tenha orientado especificamente. ## Primeiras 2 a 6 semanas — a fase de proteção Este é o período em que a cicatrização está acontecendo e a mão precisa de proteção. A progressão é gradual, e cada cirurgia tem seu ritmo próprio. ### Retirada dos pontos Os pontos são geralmente retirados entre 10 e 14 dias após a cirurgia, dependendo da localização e do tipo de sutura. Esse procedimento é rápido, geralmente indolor ou com desconforto mínimo. ### Progressão da movimentação Após a retirada dos pontos, a movimentação ativa costuma ser liberada gradualmente. Em cirurgias mais simples como Túnel do Carpo ou Dedo em Gatilho, os movimentos livres são liberados precocemente. Em cirurgias de Tendões Flexores, a movimentação segue protocolos rigorosos de fisioterapia — os primeiros movimentos ativos de flexão parcial começam entre 3 e 5 dias, mas dentro de uma órtese protetora e com amplitude limitada, para evitar ruptura do reparo (Higgins & Lalonde, PRS Global Open, 2016). ### Quando começa a fisioterapia Depende da cirurgia: - Túnel do Carpo, Dedo em Gatilho, Cisto Sinovial: geralmente não precisam de fisioterapia formal — exercícios orientados pelo cirurgião em casa são suficientes - Tendões Flexores e Extensores: fisioterapia especializada começa nos primeiros 3 a 7 dias - Fraturas complexas: fisioterapia após retirada da imobilização, geralmente entre 4 e 6 semanas - Contratura de Dupuytren: fisioterapia geralmente inicia na primeira semana ### O que NÃO fazer nesta fase Não carregue sacola de supermercado, não torça pano de chão, não abra garrafa com a mão operada, não pegue peso acima de meio quilo, não faça flexões, não dirija moto. A regra geral é: se causa dor ou força na mão operada, não faça. ### Quando posso dirigir? Geralmente, a liberação para dirigir acontece após a retirada da imobilização e quando você consegue segurar o volante com firmeza e reagir em uma situação de emergência (frear bruscamente, por exemplo) sem dor. Para a maioria das cirurgias simples, isso ocorre entre 2 e 4 semanas. Para cirurgias mais complexas, pode levar 6 a 8 semanas. ### Quando posso voltar a trabalhar? Depende do tipo de trabalho e do tipo de cirurgia. Dados da literatura indicam (Peters et al., Cochrane, 2016; Newington et al., BMC Musculoskelet Disord, 2019): - Trabalho de escritório (computador): 1 a 2 semanas para cirurgias simples (túnel do carpo, dedo em gatilho); 3 a 4 semanas para cirurgias intermediárias - Trabalho manual leve: 2 a 4 semanas - Trabalho manual pesado: 4 a 8 semanas para cirurgias simples; até 3 a 6 meses para tendões flexores e fraturas complexas ## 6 semanas a 3 meses — a fase de fortalecimento A partir de 6 semanas, a maioria dos tecidos já tem resistência suficiente para iniciar fortalecimento progressivo. Esta fase marca a transição entre "proteção" e "reabilitação ativa". ### Progressão dos exercícios Os exercícios evoluem de movimentação livre para fortalecimento com resistência leve — apertar uma bola de espuma, usar massa de modelar terapêutica, exercícios com elásticos. A intensidade aumenta gradualmente conforme a cicatrização avança e a dor permite. ### Recuperação da força A força de preensão costuma retornar gradualmente. Não espere voltar a 100% de força em 6 semanas — é normal que a recuperação completa da força leve 3 a 6 meses. Em cirurgias mais complexas, como reparo de tendões flexores, a recuperação plena da força pode levar até 4 a 6 meses. ### Cuidados com a cicatriz A cicatriz amadurece ao longo de meses. Nesta fase: - Massagem da cicatriz: após a ferida estar completamente fechada, massageie a cicatriz com creme hidratante em movimentos circulares, por 5 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. Isso ajuda a amolecê-la e previne aderências. - Hidratação: mantenha a região hidratada com cremes à base de vitamina E ou silicone - Proteção solar: proteja a cicatriz do sol com protetor solar ou cobrindo-a por pelo menos 6 a 12 meses. Cicatrizes expostas ao sol escurecem e ficam mais visíveis. ### Sensibilidade Após cirurgias de nervos — como o Túnel do Carpo, o Túnel Cubital ou reparos nervosos — a sensibilidade pode levar semanas a meses para se normalizar. Não se assuste se a ponta dos dedos parecer "diferente" por algum tempo. Os nervos regeneram-se a uma velocidade de aproximadamente 1 mm por dia (cerca de 2,5 cm por mês), portanto a recuperação sensitiva é naturalmente lenta. ## 3 a 6 meses — a recuperação completa Mesmo após a "alta" do consultório, a recuperação continua. O corpo leva meses para completar o processo de remodelamento dos tecidos cicatriciais, recuperação de força e adaptação funcional. Para cirurgias simples como Túnel do Carpo, Dedo em Gatilho ou Cisto Sinovial, a maioria dos pacientes atinge recuperação funcional completa entre 6 e 12 semanas. Para cirurgias de tendões, fraturas complexas e nervos, o resultado final geralmente só pode ser avaliado entre 3 e 6 meses — e em cirurgias de nervos, pode levar até 12 meses. Expectativas realistas: a grande maioria dos pacientes recupera função completa ou próxima do normal. Porém, algumas cirurgias complexas — como reparos de tendões flexores em zonas difíceis, fraturas articulares graves ou nervos com lesão extensa — podem deixar alguma limitação residual leve, como discreta diminuição da força ou pequena restrição de movimento. Isso não significa que a cirurgia falhou; significa que algumas lesões são mais graves do que o tecido consegue recuperar completamente. ## Fisioterapia — quando é necessária e quando não é Nem toda cirurgia de mão exige fisioterapia profissional. Saber a diferença ajuda a planejar sua recuperação e evitar gastos desnecessários. ### Cirurgias que geralmente NÃO precisam de fisioterapia formal Procedimentos como Síndrome do Túnel do Carpo, Dedo em Gatilho, Cisto Sinovial e Tumor Glômico costumam ter recuperação excelente apenas com exercícios orientados pelo cirurgião para fazer em casa. A revisão sistemática da Cochrane sobre reabilitação pós-liberação do túnel do carpo (Peters et al., 2016) não encontrou evidência de que fisioterapia formal após a cirurgia melhore resultados em comparação com orientações domiciliares. ### Cirurgias que PRECISAM de fisioterapia especializada Lesão de Tendões Flexores, Lesão de Tendões Extensores, Fraturas complexas da mão e punho, Contratura de Dupuytren, Rizartrose (pós-artroplastia) e Síndrome do Túnel Cubital com transferência tendinosa. Nestes casos, a fisioterapia especializada em mão é parte fundamental do tratamento — não é um complemento, é uma necessidade. ### O que o fisioterapeuta de mão faz Fisioterapia de mão vai muito além de "fazer exercícios". O trabalho inclui mobilização articular, dessensibilização (retreinamento sensitivo para cicatrizes dolorosas), manejo de cicatriz e edema, confecção e ajuste de órteses personalizadas, e programas de fortalecimento progressivo. Por isso, quando a fisioterapia é indicada, é importante que seja com um profissional especializado em mão — o terapeuta de mão —, não com um fisioterapeuta generalista. ## Tabela resumo: prazos de recuperação por tipo de cirurgia Cirurgia Pontos Escritório Trabalho manual Recuperação completa Fisioterapia? Túnel do Carpo 10-14 dias 1-2 sem. 4-6 sem. 6-12 sem. Geralmente não Dedo em Gatilho 10-14 dias 3-7 dias 2-4 sem. 4-6 sem. Geralmente não De Quervain 10-14 dias 1-2 sem. 4-6 sem. 6-12 sem. Às vezes Cisto Sinovial 10-14 dias 3-7 dias 2-4 sem. 4-6 sem. Geralmente não Dupuytren 10-14 dias 2-3 sem. 6-8 sem. 3-6 meses Sim Fraturas 10-14 dias 2-4 sem. 6-12 sem. 3-6 meses Sim (complexas) Tendões Flexores 10-14 dias 4-6 sem. 8-12 sem. 4-6 meses Sim (obrigatória) Tendões Extensores 10-14 dias 3-6 sem. 6-10 sem. 3-4 meses Sim Rizartrose 10-14 dias 3-4 sem. 8-12 sem. 3-6 meses Sim Túnel Cubital 10-14 dias 2-3 sem. 4-8 sem. 3-6 meses Às vezes Dedo em Martelo 10-14 dias 1-2 sem. 6-8 sem. 2-3 meses Às vezes Encondroma 10-14 dias 2-3 sem. 6-8 sem. 2-3 meses Às vezes Os prazos são estimativas médias e podem variar conforme a complexidade de cada caso individual, a resposta biológica do paciente e a adesão ao programa de reabilitação. A recuperação pós-cirurgia de mão não é um período de espera passiva — é uma fase ativa do tratamento. Com informação, paciência e acompanhamento adequado, a grande maioria dos pacientes recupera a função da mão e retorna à sua rotina completa. Se você tem dúvidas em qualquer fase da recuperação, agende uma avaliação. ## Referências científicas - Peters S, Page MJ, Coppieters MW, Ross M, Johnston V. Rehabilitation following carpal tunnel release. Cochrane Database Syst Rev. 2016;2(2):CD004158. - Newington L, Stevens M, Warwick D, Adams J, Walker-Mayall S. Return to work after carpal tunnel release surgery: a qualitative interview study. BMC Musculoskelet Disord. 2019;20:242. - Newington L, et al. Return to work recommendations after carpal tunnel release: A survey of UK hand surgeons and hand therapists. J Plast Reconstr Aesthet Surg. 2018;71(9):1311-1319. - Sanati KA, et al. Surgical Techniques and Return to Work Following Carpal Tunnel Release: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Occup Rehabil. 2011;21:474-481. - Higgins A, Lalonde DH. Flexor tendon repair postoperative rehabilitation: the Saint John protocol. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2016;4(11):e1134. - Tang JB. Rehabilitation after flexor tendon repair and others: a safe and efficient protocol. J Hand Surg Eur. 2021;46(7):683-692. - Rhee PC, et al. Cost savings and patient experiences of a clinic-based, wide-awake hand surgery program. J Hand Surg Am. 2017;42(1):e139-e147. - Martí-Garín A, et al. Impact of WALANT Hand Surgery in a Secondary Care Hospital in Spain. J Hand Surg Glob Online. 2023;5(1):28-35. - Hobday D, et al. Patient satisfaction using WALANT in adults undergoing elective hand surgery: A systematic review and meta-analysis. J Plast Reconstr Aesthet Surg. 2024;97:337-345. ## Perguntas frequentes **P: Posso tomar banho normalmente?** R: Nos primeiros dias, proteja o curativo com saco plástico ao tomar banho para mantê-lo seco. Após a retirada dos pontos e fechamento completo da ferida (geralmente 2 semanas), você pode molhar a mão normalmente no banho. Evite imersão prolongada (banheira, piscina, mar) por pelo menos 3 a 4 semanas. **P: Quando posso dirigir?** R: Geralmente entre 2 e 6 semanas, dependendo do tipo de cirurgia e de qual mão foi operada. A regra prática: você pode dirigir quando conseguir segurar o volante com firmeza e frear bruscamente sem dor. Em cirurgias simples como túnel do carpo, muitos pacientes dirigem em 2 a 3 semanas; em fraturas ou tendões, pode levar 6 a 8 semanas. **P: Quando posso voltar à academia e musculação?** R: Atividades aeróbicas leves que não envolvam a mão (caminhar, bicicleta ergométrica) podem ser retomadas em 1 a 2 semanas. Musculação para membros inferiores, geralmente em 2 a 4 semanas. Exercícios que envolvam carga na mão operada (supino, remada, levantamento terra) só após liberação do cirurgião — normalmente entre 6 e 12 semanas, dependendo do procedimento. **P: Quando posso voltar a trabalhar?** R: Para trabalho de escritório, entre 1 e 3 semanas na maioria das cirurgias simples. Para trabalho manual, entre 4 e 8 semanas. Para cirurgias complexas (tendões, fraturas), o retorno ao trabalho pesado pode levar 3 a 6 meses. Converse com seu cirurgião sobre seu tipo específico de atividade para uma estimativa personalizada. **P: A cicatriz fica visível?** R: Nos primeiros meses, a cicatriz estará vermelha ou rosada e pode parecer espessa. Isso é normal. Com o tempo, ela amadurece — clareia, afina e amolece. O resultado estético final geralmente só pode ser avaliado após 6 a 12 meses. Cicatrizes na palma da mão e nos vincos naturais tendem a ficar bastante discretas. Massagear a cicatriz e protegê-la do sol ajudam muito no resultado final. **P: E se a dor não melhorar?** R: A dor cirúrgica melhora progressivamente ao longo das primeiras 1 a 2 semanas. Se a dor não melhora, piora após o 3º dia ou muda de característica (por exemplo, surge queimação ou dormência que não existia antes), comunique ao seu cirurgião. Na maioria das vezes, a causa é algo simples e tratável — como curativo apertado, infecção superficial ou necessidade de ajuste da medicação. **P: Posso usar gelo?** R: Sim, o gelo é um grande aliado nos primeiros 5 a 7 dias. Aplique gelo envolto em pano ou toalha fina por 15 a 20 minutos, a cada 2 a 3 horas. Nunca coloque gelo direto na pele ou sobre o curativo sem proteção. Após a primeira semana, o gelo pode ser usado conforme necessidade para controle de inchaço. **P: Preciso dormir com a mão elevada?** R: Sim, especialmente nas primeiras 3 a 5 noites. Apoie a mão sobre um ou dois travesseiros, mantendo-a acima do nível do coração. Isso reduz significativamente o inchaço e a dor noturna. Não precisa ser uma posição perfeita — qualquer elevação ajuda. **P: Quando posso cozinhar e fazer tarefas domésticas?** R: Atividades leves com a mão não operada (como esquentar comida no micro-ondas) podem ser feitas desde o primeiro dia. Cozinhar com as duas mãos, lavar louça e limpar a casa geralmente são liberados entre 2 e 4 semanas após cirurgias simples. Evite torcer panos, carregar panelas pesadas e usar a mão operada para abrir frascos até a liberação do cirurgião. **P: O que acontece se eu forçar a mão antes do tempo?** R: Depende da cirurgia. Nas mais simples (túnel do carpo, dedo em gatilho), forçar precocemente pode aumentar a dor e o inchaço, mas raramente causa danos estruturais graves. Já em cirurgias de tendões flexores, forçar antes do tempo pode causar ruptura do reparo, necessitando de nova cirurgia. Em fraturas, pode comprometer a consolidação. O risco não vale a pressa — respeite os prazos orientados pelo seu cirurgião. ## Tratamento especializado - Conheça todas as especialidades tratadas Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/cirurgiao-mao-bradesco-saude-sao-paulo # Cirurgião da Mão que Atende Bradesco Saúde em São Paulo Por Dr. Marcelo Teixeira · 5 de Julho, 2026 · Atualizado em 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Guia do Paciente Se você tem Bradesco Saúde e está com dor, dormência ou travamento na mão, no punho ou nos dedos, a boa notícia é que dá para ser atendido por um cirurgião da mão pelo próprio convênio — sem precisar de encaminhamento de outro médico. Neste guia, explico como funciona o atendimento pelo Bradesco Saúde no consultório, o que costuma estar coberto, como conferir se o especialista é credenciado e o que esperar do processo de autorização caso uma cirurgia seja indicada. ## Preciso de encaminhamento para consultar um cirurgião da mão? Não. Nos planos Bradesco Saúde, você pode agendar a consulta diretamente com o especialista credenciado, sem passar antes por um clínico geral. Isso vale para queixas comuns como síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, tendinites, cistos e dores no punho. Marcar direto com quem é subespecialista em mão encurta o caminho até o diagnóstico correto. ## O que o Bradesco Saúde costuma cobrir em cirurgia da mão? A cobertura exata depende do plano contratado, mas, em linhas gerais, os planos regulamentados pela ANS incluem no atendimento de mão e punho: - Consultas com o especialista — avaliação clínica, exame físico e orientação de tratamento; - Exames de diagnóstico — radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética e eletroneuromiografia (essencial para confirmar túnel do carpo e túnel cubital), conforme indicação médica; - Tratamentos conservadores — como infiltrações realizadas em consultório, quando indicadas; - Cirurgias com indicação médica — como a liberação do túnel do carpo, a liberação do dedo em gatilho e o tratamento cirúrgico de fraturas, mediante autorização prévia do convênio. Vale lembrar: o rol da ANS define as coberturas obrigatórias dos planos regulamentados, e as condições específicas (rede credenciada, carências, coparticipação) variam conforme o contrato. Em caso de dúvida sobre o seu plano, o próprio aplicativo do Bradesco Saúde e a central de atendimento confirmam a cobertura. ## Como funciona a autorização de cirurgia pelo convênio? Quando a cirurgia é indicada, o consultório emite a solicitação com o código do procedimento, o relatório médico e os exames que justificam a indicação. O pedido é enviado ao Bradesco Saúde para autorização prévia. Com a documentação completa e bem fundamentada — o que faz diferença na agilidade da resposta —, a autorização costuma sair em poucos dias úteis. Depois disso, é só agendar a data no hospital credenciado. ## Como saber se o especialista é realmente cirurgião da mão? Procure dois sinais objetivos: o RQE (Registro de Qualificação de Especialista) em Cirurgia da Mão no CRM do médico e a filiação à SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão). O RQE garante que o profissional fez formação específica na subespecialidade — e não apenas ortopedia geral. Você pode consultar o RQE de qualquer médico gratuitamente no portal do CREMESP. ## Atendimento pelo Bradesco Saúde com o Dr. Marcelo Teixeira O Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão com formação pela UNIFESP, RQE em Cirurgia da Mão (122698) e em Ortopedia (130740), membro da SBCM e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand), com nota 5,0 e mais de 400 avaliações no Google. O atendimento pelo Bradesco Saúde acontece no Instituto Medicina em Foco — R. Frei Caneca, 1380, Bela Vista, a poucos minutos da Av. Paulista —, de segunda a sexta das 8h às 19h e aos sábados das 8h às 12h. Também há teleconsulta certificada pelo CFM para avaliações iniciais e retornos. Para agendar, basta chamar no WhatsApp (11) 94799-1472 com o número da sua carteirinha do Bradesco Saúde — a equipe confirma o credenciamento do seu plano e agenda no melhor horário. Dor na mão não melhora sozinha quando a causa é mecânica. Se você tem Bradesco Saúde, use o seu convênio a favor da sua saúde: agende uma avaliação com um cirurgião da mão qualificado. ## Perguntas frequentes **P: O Bradesco Saúde cobre a cirurgia do túnel do carpo?** R: Sim. A liberação do túnel do carpo é um procedimento consagrado e coberto pelos planos regulamentados, mediante indicação médica documentada e autorização prévia. O mesmo vale para dedo em gatilho, cistos sinoviais e o tratamento de fraturas da mão e do punho. **P: Quanto tempo demora para conseguir uma consulta?** R: A ANS estabelece prazos máximos de atendimento para consultas com especialistas na rede credenciada. Na prática, no consultório o agendamento pelo Bradesco costuma sair para a mesma semana — chame no WhatsApp para verificar a agenda. **P: A teleconsulta é coberta pelo convênio?** R: A telemedicina é regulamentada pelo CFM e oferecida no consultório. A cobertura da teleconsulta pelo plano varia conforme o contrato — a equipe confirma para você no momento do agendamento. **P: E se eu não tiver Bradesco Saúde?** R: O consultório também atende particular, com valores informados diretamente pelo WhatsApp. Muitos pacientes optam pelo atendimento particular pela agilidade, e recibos são fornecidos para reembolso em outros convênios que trabalhem nessa modalidade — verifique as regras do seu plano. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo - Dedo em Gatilho — tratamento especializado em São Paulo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/ortopedista-ou-cirurgiao-da-mao-qual-procurar # Ortopedista ou Cirurgião da Mão: Qual Especialista Procurar? Por Dr. Marcelo Teixeira · 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Orientação ao Paciente Sua mão está doendo, você pesquisa e aparecem dois títulos diferentes: ortopedista e cirurgião da mão. Alguns médicos usam os dois. Outros, só um. E, no meio disso, você precisa decidir com quem marcar. A confusão é compreensível — e a resposta curta é que, na maioria das vezes, não se trata de escolher entre duas profissões, e sim entre dois níveis de especialização dentro da mesma. ## Cirurgião da mão é ortopedista? Na maior parte dos casos, sim. A cirurgia da mão é uma área de atuação reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, e o caminho mais comum até ela é: graduação em medicina, residência em Ortopedia e Traumatologia e, depois, especialização em Cirurgia da Mão. Existe também acesso a partir da Cirurgia Plástica. O ponto é que ninguém se torna cirurgião da mão sem antes concluir uma especialidade completa — é uma camada a mais, não um caminho paralelo. Na prática isso significa que o cirurgião da mão continua sendo ortopedista, com toda a formação em ossos, articulações e trauma, e acrescenta a isso treinamento específico em nervos, tendões, microcirurgia e reconstrução da mão, do punho e do cotovelo. ## O que o RQE diz sobre o médico O RQE (Registro de Qualificação de Especialista) é o número que o Conselho Regional de Medicina emite quando comprova o título de especialista. Ele é a forma objetiva de conferir o que o médico realmente concluiu — e é público. Um profissional que fez os dois caminhos tem dois números. É o meu caso: RQE 130740 em Ortopedia e Traumatologia e RQE 122698 em Cirurgia da Mão, sob o CRM/SP 230359. Você pode consultar qualquer médico pelo nome ou pelo CRM no portal do Conselho Federal de Medicina, sem cadastro. ## Quando o ortopedista geral resolve bem Boa parte das queixas do dia a dia não exige subespecialista. Um ortopedista geral conduz com segurança: - Entorses e contusões sem deformidade; - Fraturas simples, alinhadas e estáveis; - Tendinites de ombro, cotovelo e joelho; - Dores musculoesqueléticas difusas, para uma primeira triagem; - Solicitação dos exames iniciais e encaminhamento quando necessário. ## Quando vale ir direto ao cirurgião da mão Existem quadros em que o detalhe anatômico muda a conduta, e aí a subespecialidade encurta o caminho até o diagnóstico certo: - Dormência ou formigamento nos dedos — compressões de nervo como a síndrome do túnel do carpo e a síndrome do túnel cubital se parecem entre si e são tratadas de formas diferentes; - Dedo que trava, não dobra ou não estica — do dedo em gatilho às lesões de tendão, que têm janela de tratamento; - Caroço na mão ou no punho — cisto sinovial, encondroma e tumor glômico exigem diferenciação; - Dor na base do polegar ao girar chave ou abrir potes — rizartrose e tendinite de De Quervain confundem-se com frequência; - Fratura de dedo ou punho com desvio — alinhamento imperfeito na mão custa movimento, não só estética; - Mão que começa a fechar sozinha — contratura de Dupuytren; - Resultado insatisfatório de cirurgia anterior ou sintoma que voltou. ## Situações que não devem esperar consulta agendada Procure um pronto-socorro no mesmo dia se houver corte profundo com perda de movimento do dedo, fratura exposta, dedo pálido ou frio após trauma, ou sinais de infecção como vermelhidão que se espalha, calor e febre. Nesses casos, tempo é função recuperada — especialmente em lesões de tendão e de nervo. ## Preciso de encaminhamento? Não. Nem no atendimento particular, nem pelos planos de saúde regulamentados pela ANS — Bradesco Saúde incluído. Você pode marcar diretamente com o subespecialista. Passar antes por um clínico só para conseguir encaminhamento costuma apenas adiar o diagnóstico. ## Como conferir a qualificação antes de marcar Três checagens rápidas, todas gratuitas: - Consulte o CRM no portal do Conselho Federal de Medicina e veja quais RQE aparecem; - Procure a Cirurgia da Mão entre as áreas de atuação — não basta constar Ortopedia; - Verifique a filiação à SBCM, a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, que mantém lista pública de membros. Se quiser ir além dos registros e avaliar experiência, estrutura e segunda opinião, escrevi um guia dedicado a isso: como escolher um cirurgião da mão em São Paulo. ## Perguntas frequentes **P: Cirurgião da mão é ortopedista?** R: Na maioria dos casos, sim. A cirurgia da mão é uma área de atuação que se acrescenta a uma especialidade já concluída, quase sempre Ortopedia e Traumatologia, às vezes Cirurgia Plástica. O cirurgião da mão continua ortopedista e soma a isso treinamento específico em nervos, tendões e microcirurgia. **P: Preciso de encaminhamento para consultar um cirurgião da mão?** R: Não. Você pode agendar diretamente com o especialista, tanto no particular quanto nos planos regulamentados pela ANS, incluindo o Bradesco Saúde. Consultar antes um clínico apenas para obter encaminhamento costuma atrasar o diagnóstico sem trazer benefício. **P: Como confiro se o médico tem qualificação em cirurgia da mão?** R: Consulte o CRM dele no portal do Conselho Federal de Medicina e veja os números de RQE registrados. Deve constar a Cirurgia da Mão como área de atuação, e não apenas a Ortopedia. A lista pública de membros da SBCM é uma segunda checagem útil. **P: Vale a pena procurar o subespecialista logo na primeira consulta?** R: Quando o sintoma é dormência nos dedos, dedo que trava ou não dobra, caroço na mão ou dor na base do polegar, vale. São quadros que se parecem entre si e cujo tratamento muda conforme o diagnóstico exato, então começar pelo subespecialista costuma encurtar o caminho. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo - Dedo em Gatilho — liberação da polia A1 com anestesia local Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/quanto-custa-cirurgia-da-mao # Quanto Custa uma Cirurgia da Mão? O Que Define o Valor Por Dr. Marcelo Teixeira · 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 8 min · Orientação ao Paciente Você pesquisa quanto custa uma cirurgia da mão e não acha número em site nenhum. É frustrante, e a primeira leitura costuma ser de falta de transparência. Não é isso. Existe uma razão concreta — e, mais útil do que um número solto, é entender o que compõe o custo, porque é isso que permite comparar orçamentos de verdade e reconhecer quando algo está fora da curva. ## Por que médicos não publicam tabela de preços O Código de Ética Médica e as resoluções do Conselho Federal de Medicina vedam a divulgação de preços de procedimentos como forma de captação de pacientes e de concorrência entre profissionais. A lógica por trás da regra é que decisão cirúrgica não deveria ser tomada por comparação de vitrine, e um valor divulgado fora de contexto quase sempre engana: a mesma cirurgia muda de custo conforme a gravidade do caso, o material necessário e o local onde é realizada. Por isso o orçamento é sempre individual e emitido após a consulta, quando já se sabe o que exatamente precisa ser feito. ## O que entra na conta Um orçamento de cirurgia da mão soma componentes independentes, e é comum o paciente receber só o total: - Honorários da equipe médica — cirurgião, auxiliar quando necessário e anestesista, cada um com honorário próprio; - Estrutura — sala cirúrgica ambulatorial ou centro cirúrgico hospitalar, com diferença relevante de custo entre eles; - Tipo de anestesia — anestesia local pura, bloqueio do plexo braquial ou anestesia geral têm custos distintos; - Materiais e implantes — placas, parafusos, fios e âncoras. É o item que mais faz o valor variar, e o que separa uma fratura complexa de uma liberação simples; - Exames pré-operatórios — exames de sangue, avaliação cardiológica quando indicada; - Acompanhamento pós-operatório — retornos, troca de curativo, retirada de pontos; - Reabilitação — órtese e sessões de terapia da mão, que em algumas cirurgias são parte do tratamento e não um extra opcional. ## O que muda pelo convênio Nos planos regulamentados pela ANS, os procedimentos com indicação médica que constam do Rol de Procedimentos são cobertos, incluindo consultas, exames, a cirurgia em si e os materiais necessários. O que costuma pesar não é o valor, e sim o processo: - Autorização prévia — a operadora analisa o relatório médico antes de liberar. Relatório bem fundamentado, com exames anexados, reduz idas e vindas; - Materiais — implantes passam por análise específica e podem gerar solicitação de justificativa adicional; - Prazos — a ANS fixa prazos máximos de atendimento, e eles são exigíveis; - Credenciamento — confirme antes se o cirurgião e o hospital atendem o seu plano naquele produto específico, não apenas a operadora. Escrevi em detalhe sobre o caminho pelo convênio em cirurgião da mão que atende Bradesco Saúde em São Paulo. ## Como pedir um orçamento que dá para comparar Dois orçamentos só são comparáveis se descreverem as mesmas coisas. Peça que o seu venha discriminado e confira se responde a: - Qual procedimento exatamente, com o nome e o código; - Honorários de quem — cirurgião, auxiliar e anestesista estão todos incluídos? - Onde será feito, e a taxa de sala já está no valor; - Que materiais e implantes estão previstos; - Quantos retornos estão inclusos e por quanto tempo; - Órtese e terapia da mão entram ou são à parte; - O que acontece se, durante a cirurgia, for necessário algo além do previsto. ## Sinais de alerta em um orçamento Desconfie de valor fechado por telefone, sem consulta e sem exame — não há como indicar cirurgia da mão sem examinar a mão. Desconfie também de orçamento que não discrimina itens, de pressão para decidir rápido por causa de uma condição que expira, e de valores muito abaixo dos demais sem explicar o que foi excluído: quase sempre falta anestesista, material ou reabilitação, que reaparecem depois. ## O barato que sai caro Cirurgia da mão trabalha em milímetros. Estruturas como tendões flexores, nervos digitais e superfícies articulares perdoam pouco, e a revisão de um resultado insatisfatório costuma ser mais difícil, mais demorada e mais cara do que a cirurgia original — além de nem sempre devolver a função perdida. Ao comparar, considere qualificação, estrutura e o que está incluído no acompanhamento, não apenas o número final. ## Perguntas frequentes **P: Por que não encontro o preço da cirurgia da mão nos sites?** R: Porque o Código de Ética Médica e as resoluções do CFM vedam a divulgação de preços de procedimentos como forma de captação de pacientes. Além da regra, um valor fora de contexto engana: a mesma cirurgia muda de custo conforme a gravidade, o material necessário e o local onde é feita. **P: A cirurgia do túnel do carpo é coberta pelo convênio?** R: Nos planos regulamentados pela ANS, procedimentos com indicação médica que constam do Rol de Procedimentos são cobertos, e a liberação do túnel do carpo está entre eles. O que costuma variar é o processo de autorização prévia, não a cobertura em si. Confirme o credenciamento do cirurgião e do hospital no seu produto. **P: O que devo perguntar para comparar orçamentos de cirurgia?** R: Peça o orçamento discriminado e confira sete pontos: qual procedimento, quais honorários estão incluídos, onde será feito, quais materiais estão previstos, quantos retornos entram, se órtese e terapia da mão são à parte e o que acontece se for preciso algo além do previsto. **P: Por que um orçamento é muito mais barato que outro?** R: Quase sempre porque itens foram deixados de fora e reaparecem depois — anestesista, taxa de sala, implantes ou reabilitação. Antes de decidir pelo valor, confira se os dois orçamentos descrevem exatamente o mesmo procedimento, no mesmo tipo de estrutura, com os mesmos materiais e o mesmo acompanhamento. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo - Fraturas da Mão e Punho — fixação com técnicas modernas Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/eletroneuromiografia-mao-como-e-o-exame # Eletroneuromiografia da Mão: Como É o Exame e Se Dói Por Dr. Marcelo Teixeira · 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 7 min · Exames e Diagnóstico Poucos exames geram tanta apreensão antes e tanto alívio depois quanto a eletroneuromiografia. O nome é intimidante, todo mundo conhece alguém que descreveu como desagradável, e a maioria das pessoas chega sem saber o que vai acontecer. Vale explicar o que ele faz, porque esse exame costuma ser o que define entre continuar tratando de forma conservadora e partir para a cirurgia. ## Para que serve A eletroneuromiografia avalia o funcionamento de nervos e músculos. No contexto da mão e do punho, ela responde a três perguntas que o exame físico sozinho não resolve com precisão: - O nervo está de fato comprimido? Confirma objetivamente o que a clínica sugere; - Onde está a compressão? Diferencia a síndrome do túnel do carpo, no punho, da síndrome do túnel cubital, no cotovelo, e de causas na coluna cervical; - Qual a gravidade? Classifica em leve, moderada ou grave — e é essa graduação que mais pesa na decisão de operar. ## Como é feito, na prática O exame tem duas partes, realizadas na mesma sessão, e costuma durar de 30 a 45 minutos. Primeira parte — condução nervosa. Eletrodos adesivos são colados na pele e pequenos estímulos elétricos são aplicados ao longo do trajeto do nervo. O aparelho mede quanto tempo o sinal leva para percorrer o caminho e com que intensidade chega. Um nervo comprimido conduz mais devagar naquele trecho — é assim que a compressão aparece em número. Segunda parte — eletromiografia de agulha. Uma agulha muito fina, semelhante à de acupuntura, é inserida em alguns músculos para registrar a atividade elétrica em repouso e durante a contração. Ela mostra se o músculo já sofreu com a falta de estímulo do nervo, sinal de compressão mais avançada. Nem todo caso exige essa etapa. ## Dói? É desconfortável, não doloroso — e a diferença importa. Os estímulos elétricos provocam choques breves, com sensação de formigamento forte e contração involuntária dos dedos. Duram frações de segundo. A parte da agulha causa uma fisgada parecida com a de uma coleta de sangue, com incômodo enquanto o músculo é contraído. Não se usa anestesia, porque ela alteraria o resultado. A grande maioria dos pacientes conclui o exame sem intercorrências e relata depois que a expectativa era pior que a experiência. Pode ficar uma sensibilidade leve nos pontos da agulha por algumas horas. ## Como se preparar - Não passe creme ou hidratante nas mãos e nos braços no dia — atrapalha a fixação dos eletrodos; - Avise se usa anticoagulante, tem marcapasso ou desfibrilador implantado, ou alguma alteração de coagulação; - Leve seus exames anteriores e o pedido médico com a hipótese diagnóstica — isso orienta quais nervos examinar; - Vá com roupas folgadas, que permitam expor braços e antebraços; - Mãos aquecidas ajudam. Temperatura baixa altera a condução, e o serviço costuma aquecer a mão antes de começar. Não é preciso jejum, e você pode manter a medicação de uso contínuo, salvo orientação em contrário. ## Entendendo o laudo O laudo traz medidas de latência (o tempo que o sinal leva), velocidade de condução e amplitude (a intensidade do sinal que chega). Traduzindo: latência aumentada e velocidade reduzida indicam que o nervo está sendo comprimido naquele ponto; amplitude reduzida sugere perda de fibras, o que aponta para quadro mais avançado. Ao final, o examinador costuma classificar a compressão em leve, moderada ou grave. Essa classificação orienta, mas não decide sozinha. Um exame moderado em alguém com sintomas leves e um exame moderado em alguém que acorda várias vezes por noite levam a condutas diferentes. ## Exame normal descarta o túnel do carpo? Não. Existe uma parcela de casos com quadro clínico típico e eletroneuromiografia normal, especialmente no início. O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é clínico — o exame confirma, gradua e ajuda a excluir outras causas, mas não tem a última palavra. Se você tem sintomas claros e o exame veio normal, isso não significa que não há nada; significa que a conversa com o especialista precisa considerar o conjunto. Se ainda está na fase de entender os sintomas, o teste CTS-6 ajuda a organizar o quadro antes da consulta, e o artigo sobre as 7 causas mais comuns de dor no punho mostra o que costuma ser confundido com compressão de nervo. ## Perguntas frequentes **P: A eletroneuromiografia dói?** R: É desconfortável, não dolorosa. Os estímulos elétricos causam choques breves, de fração de segundo, com formigamento forte. A parte da agulha lembra a fisgada de uma coleta de sangue. Não se usa anestesia porque ela alteraria o resultado, e a maioria dos pacientes conclui o exame sem intercorrências. **P: Eletroneuromiografia normal descarta a síndrome do túnel do carpo?** R: Não. Há casos com quadro clínico típico e exame normal, principalmente no início. O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é clínico: o exame confirma, gradua a gravidade e ajuda a excluir outras causas, mas um resultado normal não exclui a doença quando os sintomas são claros. **P: Preciso de algum preparo para o exame?** R: Não passe creme ou hidratante nas mãos e nos braços no dia do exame, avise se usa anticoagulante ou tem marcapasso, leve o pedido médico com a hipótese diagnóstica e vá com roupas que permitam expor os braços. Não é necessário jejum nem suspender a medicação de uso contínuo. **P: Quanto tempo demora a eletroneuromiografia?** R: Em geral de 30 a 45 minutos, contando as duas partes: a avaliação da condução nervosa, com eletrodos na pele, e a eletromiografia de agulha, que nem todos os casos exigem. Você pode voltar às atividades normais logo depois, sem restrição. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo - Síndrome do Túnel Cubital — compressão do nervo ulnar no cotovelo Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/central-educativa/afastamento-trabalho-apos-cirurgia-da-mao # Quanto Tempo de Afastamento Após Cirurgia da Mão Por Dr. Marcelo Teixeira · 25 de Agosto, 2026 · Leitura: 8 min · Recuperação Quando indico uma cirurgia da mão, a primeira pergunta de quem trabalha raramente é sobre a cirurgia. É quanto tempo vai ficar parado. Faz sentido: o afastamento tem consequências concretas sobre renda, sobre a equipe e, para autônomos, sobre o próprio faturamento. Vale então tratar o assunto com números, com a ressalva honesta de que são faixas — o seu caso é definido na consulta. ## O que define o tempo de afastamento Três fatores, nesta ordem de peso: - O que foi feito. Liberar uma polia é diferente de fixar uma fratura ou reparar um tendão flexor; - O que você faz no trabalho. A mesma cirurgia afasta duas semanas um analista e dois meses um pedreiro; - Qual mão. Cirurgia na mão dominante costuma acrescentar tempo em quase toda função. ## Faixas por procedimento Os intervalos abaixo consideram trabalho leve, sem esforço nem exposição a sujeira, e a retomada plena vem depois: - Dedo em gatilho — 1 a 2 semanas para trabalho leve; 3 a 4 semanas para atividade com pegada de força; - Túnel do carpo — 2 a 4 semanas para trabalho leve; 6 a 12 semanas para esforço repetitivo ou carga; - De Quervain — 2 a 4 semanas para trabalho leve; até 6 semanas com uso intenso do polegar; - Cisto sinovial — 1 a 3 semanas, conforme localização e tamanho; - Contratura de Dupuytren — 2 a 6 semanas, muito dependente da extensão da cirurgia e da reabilitação; - Rizartrose — 6 a 12 semanas, com ganho de força de pinça continuando por meses; - Fraturas com fixação — 6 a 12 semanas, conforme o osso, o tipo de fixação e a consolidação; - Lesão de tendão flexor — 8 a 12 semanas ou mais, porque o protocolo de reabilitação é longo e não pode ser antecipado. São referências, não promessas. Idade, diabetes, tabagismo e adesão à reabilitação deslocam essas faixas para os dois lados. ## Escritório, volante e trabalho braçal Quem trabalha sentado, digitando, costuma voltar primeiro — muitas vezes em regime parcial, com pausas e sem carga. Quem dirige profissionalmente precisa de força de preensão e reflexo pleno, o que empurra o retorno. Trabalho braçal, com ferramenta, vibração, carga ou exposição a sujeira e umidade, é o que mais afasta, tanto pelo esforço quanto pelo risco de infecção enquanto a cicatriz não fechou por completo. Vale considerar retorno gradual quando o cargo permite: função administrativa temporária, jornada reduzida ou restrição formal de carga costumam encurtar o afastamento total sem comprometer o resultado. ## Atestado, empresa e INSS Para o trabalhador com carteira assinada, a regra geral é: - Até 15 dias — o afastamento é pago pela empresa, mediante atestado médico; - A partir do 16º dia — o benefício por incapacidade temporária passa a ser do INSS, e é preciso requerer pelo Meu INSS, com o relatório médico e os exames; - Se a lesão tem relação com o trabalho — a empresa deve emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Isso muda o enquadramento do benefício e garante estabilidade no emprego após o retorno; - Autônomos e MEI que contribuem para o INSS também têm direito ao benefício, observada a carência aplicável. Peça ao seu médico um relatório que descreva o procedimento, as limitações funcionais concretas e o tempo previsto. Relatório genérico é a causa mais comum de exigência adicional na perícia. ## Voltar cedo demais cobra caro É a decisão que mais vejo dar errado. Retomar carga antes da hora depois de uma fixação de fratura pode soltar o material; forçar um tendão flexor recém-reparado pode rompê-lo, e a nova cirurgia tem resultado pior que a primeira; usar a mão em ambiente sujo com a ferida ainda fechando abre porta para infecção. Ganhar duas semanas e perder três meses é um mau negócio. ## E dirigir, academia e celular? Dirigir só quando você conseguir segurar o volante com firmeza e fazer uma manobra brusca sem dor — não há prazo fixo, e vale confirmar cobertura do seguro. Academia volta em etapas: membros inferiores e cardio liberados cedo, membros superiores conforme orientação. Celular e teclado costumam ser liberados assim que o curativo permite, com pausas frequentes. Para o quadro completo das primeiras semanas, veja recuperação pós-cirurgia de mão: o que esperar. ## Perguntas frequentes **P: Quanto tempo de atestado depois da cirurgia do túnel do carpo?** R: Para trabalho leve, em geral de 2 a 4 semanas. Para atividades com esforço repetitivo, carga ou vibração, a faixa vai de 6 a 12 semanas. Cirurgia na mão dominante costuma acrescentar tempo. O prazo final é definido na consulta, considerando a função exercida e a evolução. **P: Quando o afastamento passa a ser pago pelo INSS?** R: Para o trabalhador com carteira assinada, a empresa paga os primeiros 15 dias mediante atestado. A partir do 16º dia, o benefício por incapacidade temporária é requerido ao INSS pelo Meu INSS, com relatório médico e exames. Autônomos e MEI que contribuem também têm direito, observada a carência. **P: Posso voltar a trabalhar com os pontos ainda na mão?** R: Depende do ambiente. Trabalho limpo e sem esforço às vezes é liberado antes da retirada dos pontos, com curativo protegido. Ambiente com sujeira, umidade, ferramenta ou vibração deve esperar a cicatriz fechar completamente, pelo risco de infecção e de comprometer o resultado. **P: Preciso de CAT se a lesão veio do trabalho?** R: Sim. Quando há relação com a atividade laboral, a empresa deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho. Isso muda o enquadramento do benefício previdenciário e garante estabilidade no emprego após o retorno, além de registrar o nexo entre a lesão e o trabalho. ## Tratamento especializado - Síndrome do Túnel do Carpo — tratamento especializado em São Paulo - Fraturas da Mão e Punho — fixação com técnicas modernas Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular. --- **URL:** https://www.drmarceloteixeira.com/locais/instituto-medicina-em-foco # Instituto Medicina em Foco — consultório do Dr. Marcelo Teixeira O Dr. Marcelo Teixeira, ortopedista e cirurgião da mão (CRM/SP 230359), atende no Instituto Medicina em Foco, na R. Frei Caneca, 1380 — Tower, térreo, Bela Vista, São Paulo — SP, CEP 01409-001. A unidade fica a cerca de 10 minutos a pé da Av. Paulista. ## Endereço e contato - Endereço: R. Frei Caneca, 1380 — Tower, térreo, Bela Vista, São Paulo — SP, 01409-001 - Telefone e WhatsApp: (11) 94799-1472 - E-mail: contato@drmarceloteixeira.com - Horário: segunda a sexta das 8h às 19h; sábado das 8h às 12h - Convênios: Bradesco Saúde e atendimento particular ## Como chegar - Metrô: estação Brigadeiro (Linha 2 — Verde) - Ônibus: várias linhas passam pela Rua Frei Caneca - Estacionamento: disponível no local - Acessibilidade: local adaptado para pessoas com mobilidade reduzida Veja todos os locais de atendimento ou agende sua consulta. ## Sobre o Especialista Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359. Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472. Convênios: Bradesco Saúde e Particular.