Contratura de Dupuytren: Quando a mão começa a fechar

Por Dr. Marcelo Teixeira · 22 de Janeiro, 2026 · Leitura: 6 min · Condições Genéticas

Você notou o surgimento de pequenos caroços ou nódulos na palma da mão? Com o tempo, percebeu que a pele da palma parece estar "repuxando" e que um ou mais dedos estão começando a dobrar sozinhos, ficando difícil esticá-los completamente? Talvez você tenha dificuldade para colocar a mão espalmada sobre uma mesa ou para colocar as mãos no bolso. Esses são os sinais clássicos da Doença de Dupuytren, uma condição genética fascinante e progressiva que afeta o tecido abaixo da pele da palma da mão.

O que é a Doença de Dupuytren?

Ao contrário do que muitos pensam, a doença de Dupuytren não envolve os tendões. O problema está na "fáscia palmar", uma camada de tecido fibroso que fica logo abaixo da pele da palma da mão e acima dos tendões. Na doença de Dupuytren, essa fáscia começa a se espessar e contrair, formando cordas fibrosas que puxam os dedos em direção à palma. O dedo anelar e o mínimo são os mais frequentemente afetados.

A "Doença dos Vikings"

Curiosamente, essa condição é muito mais comum em pessoas de ascendência do norte da Europa, sendo apelidada de "Doença dos Vikings". É muito mais frequente em homens do que mulheres e geralmente começa após os 50 anos. Fatores como diabetes, consumo de álcool e tabagismo podem acelerar a progressão da doença, mas a causa principal é genética.

Quando é hora de tratar? O "Teste da Mesa"

Muitas pessoas convivem com os nódulos na palma da mão por anos sem problemas. A presença dos nódulos, por si só, geralmente não exige cirurgia. O momento de considerar tratamento é quando a contratura começa a atrapalhar a função da mão. Um teste simples que você pode fazer em casa é o "Teste da Mesa": tente apoiar a mão espalmada, reta, sobre uma mesa. Se você não consegue encostar toda a palma e os dedos na superfície porque eles estão dobrados, é hora de procurar um especialista.

Outros sinais de que é hora de intervir incluem dificuldade para lavar o rosto (dedo fura o olho), colocar luvas ou colocar as mãos nos bolsos.

Opções de Tratamento: Cirurgia e Alternativas

Não existe "cura" para a doença (ela sempre pode voltar), mas existem tratamentos excelentes para corrigir a deformidade e recuperar a função:

  • Fasciotomia com Agulha: Procedimento minimamente invasivo onde as cordas são cortadas com uma agulha para liberar o dedo. Recuperação muito rápida, mas maior taxa de recidiva.
  • Fasciectomia Seletiva (Cirurgia Aberta): É o tratamento padrão ouro. O cirurgião remove o tecido doente através de incisões em zigue-zague. Oferece o resultado mais duradouro.

A recuperação da cirurgia exige dedicação à fisioterapia e uso de órteses noturnas por alguns meses para manter os dedos esticados enquanto a cicatrização ocorre.

Se você percebe que seus dedos estão dobrando e não consegue mais esticá-los, não espere a mão fechar completamente. Quanto mais severa a contratura, mais difícil é o tratamento. Agende uma avaliação.

Tratamento especializado

Agende uma avaliação com o Dr. Marcelo Teixeira ou chame no WhatsApp: (11) 94799-1472.

Sobre o Especialista

Dr. Marcelo Teixeira é cirurgião da mão e microcirurgião com formação na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Membro da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão) e da ASSH (American Society for Surgery of the Hand). CRM/SP 230359.

Atende em São Paulo, na R. Frei Caneca, 1380 - Tower, térreo. Telefone: (11) 94799-1472.

Convênios: Bradesco Saúde e Particular.